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sábado, 9 de fevereiro de 2013

XX-XY


Aqueles lençóis brancos foram palco das melhores sensações do mundo; beijei-te como se o mundo fosse ter um término certo e próximo - não te queria longe de mim. O fumo dos cigarros que fumámos invade um quarto pequeno e escuro onde apenas se ouvem as nossas respirações ofegantes - próprias do envolver que vivíamos a cada segundo. Era a primeira vez que ali estava, e no entanto, as tuas mãos que me começavam a ser familiares, davam-me uma sensação conhecida - sensação de segurança. A roupa desapareceu lentamente, espalhada pelo chão e sofá. Éramos desordem e desejo em conjunto. Aqueles beijos enlouqueciam-nos como poucas vezes acontecera.


Lembro-me de me sentar, passares as mãos pelo cabelo comprido que se estendia pelas minhas costas, de te agarrar com força, como quem mendiga o teu toque. O teu calor. Possessão.
Corpo com corpo - sentia-te ardente. Fervíamos lado a lado, percorrendo cada centímetro de pele que havia por descobrir, envolvidos numa comunhão que não conhecíamos e me fascinava. Dei-me a ti, deste-te a mim; eu fui tua naquela noite, assim como foste tu também, meu. 
 
Os gemidos e balanços daquela cama, o barulho das traves a rangerem a cada movimento meu e teu - como me agarraste as mãos incontroladas pela perfeição com que me atingias, com que nos completava-mos a cada descoberta. Olhaste-me nos olhos, viste-me a alma enquanto te sentia em mim. A música, de agrado aos dois não permitia uma única paragem - e eu, sem palavras que descrevessem todo o ambiente em que me encontrei. Parei, olhei-te nos olhos - era eu quem agora te via a alma.
Sabias-me bem, tão bem. Lembro-me do êxtase que provocaste. Sabias-me bem, tão bem.  


Beijo,
Jane.

sábado, 26 de janeiro de 2013

sábado, 5 de janeiro de 2013

Viver nesta minha casa é

Chegar ás 22:30 do trabalho a uma sexta-feira, e ter colegas de casa à espera da minha pessoa - para uma bela jantarada regada a vinho tinto, boa comida, e muito, muito boa vibe.

sábado, 1 de setembro de 2012

23:24

A sair do high security building em que me encontro a trabalhar, que implica ter um cartãozinho para passar por qualquer porta, um dos restantes formandos, dos poucos que notei que alinhavam em maluquices e que se ri tanto ou mais que eu da burrice alheia, diz-me:
C.: Conheço um sítio muito porreiro para irmos beber umas imperiais de festejo com este calor...
M.: Conta lá.
C.: 85 cêntimos, duas imperiais. Parece-te bem?
M. (em pensamento: Mas como é que eu não sabia disto...? Descobri a mina!): Bora, é longe?!


Assim foi. Num tasco algures no Campo Pequeno juntam-se dezenas (sem exagero algum) de pessoas para beber imperiais no fim do período laboral. É como um Adamastor, mas sem vista para o Tejo e com senhores e senhoras muito bem vestidos, com camisas, fatos, gravatas, saltos altos... Toda a classe da títulocracia absurda em que vivemos.
Na realidade, julgo que aquele tasquinho seja daqui a duas semanas, ainda mais caótico. Com as aulas a começar, e perto de ene universidades, a malta deve andar animada e eu... Ficarei para ver. 
De facto, uma pérola autêntica descoberta nesta cidade. Cheguei ás 18:00, saí de lá às 23:00, em risota pegada com a restante malta. 
Conclusão? MAGNIFIQUE!

X.o.x.o,
Dorothy

sexta-feira, 6 de julho de 2012

(A)variados


Bada bin, bada boum... (Balanço direita-esquerda em modo autista na cadeira. Quero escrever sobre uma parte da minha vida que ainda não integrou estas páginas, mas integram, só pelo facto de... Vocês perceberão.)

Somos (a)variados. Nós, seres humanos. Sim, nós todos, enquanto conjunto, sociedade, globalizados, terciarizados, dependentes de tecnologia, atentos ao mundo em dois clicks. Sim, todos nós que pelo menos uma vez, já passamos a noite em branco a 'viciar' naquilo que se chama Internet.




Eu também sou, sou assim. Uma cibernauta incurável que tem uma vida em pele e osso, e uma vida virtual. As pessoas que me rodeiam diariamente cá fora, onde o mundo tem sol e não iluminação, sabem como sou; e não se importam. E os que se importavam não importam mais, porque não admito grandes bitaites sobre as minhas opções. (A tal linha, lembram-se?) Respeita o meu espaço, que eu respeito o teu. 

Ainda muitos não entendem o porquê de gostar de falar com pessoas sobre as quais desconheço a maior parte dos pormenores - regidos por nicknames, pouca informação está adicionada. Somos um tanto ou quanto anónimos. Eu gosto desta forma de anonimato, gosto desta forma de contacto, gosto de saber que pelo mundo, existem pessoas como eu, que entendem esta versão deste meu eu.


Happens


Conheci ao longo do tempo, inúmeras pessoas com quem iniciei contacto através da Internet. Conheci-as pessoalmente, e ainda conhecerei umas quantas cujo contacto está pendente. Fiz ali amigos, pessoas com quem hoje vou beber café, que hoje são amigos de confidências; Fiz ali amigos, pessoas com quem desabafo cada vez que tenho um problema, que hoje partilham tantas ou mais private jokes do que o que seria expectável; Fiz ali amigos, pessoas que me ensinam muita coisa; que me introduzem a músicas, filosofias, ideias, universos e gostos paralelos; Fiz ali amigos, pessoas que me percebem a cabeça, que hoje me falam da alma e transpõem essa conversa para paralelos infinitos, sobre os quais o tema nunca morrerá; Fiz ali amigos, pessoas que me percebem o estado de espírito pelas letras, que me fazem rir mesmo quando só me apetece partir o notebook; Fiz ali amigos de todas as formas, feitios, cores, ideologias, gostos musicais, pancadas, loucuras, falas, de mil cantos do país e do mundo.
Isto que escrevi, é para eles. Hoje :)



Post Scriptum: Escrevi aqui que sou assim, que o faço por método e racionalização, e até como forma de defesa do mundo exterior. Não implica que corra riscos e não seja adepta de conhecer gente cá fora, onde brilha o sol e não a iluminação do ecrã. Mas lá está... Personalidade Múltipla (?)


Antes de mais, antes de mais! Bom fim-de-semana a todos.


Beijinhos,
She versus Say

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Meditation

Aqui há dias sentei-me por momentos, no meio da azáfama da minha vida, distribuída entre exames, trabalhos e tempo laboral que cada vez escasseia mais para dar atenção ao resto, e bateu-me uma certa noção.
Como foi escrito e actualizado, eu sou a parte de um passado mais complicado, mais tenebroso, mais escuro. Eu sou a parte que foi rebelde, bateu com a cabeça nas paredes, chão, tecto, e, voltou à vida. Disse: Estou sóbria.
Não estou sã, nem perto (risos), mas mantive-se sóbria por 5 anos inteiros.
Não quero que me recriminem, e quem o fizer, levará resposta na certa. É verdade que aos 13 experimentei fumar a minha primeira ganza, como já descrevi (aqui), e não demorou muito a que passasse a experimentar outras coisas, um pouco mais agressivas e acima de tudo, aditivas. Não tenho vergonha do que fiz e faço, não tenho medo de o assumir. E foi sob efeitos estranhos que meditei na frontline de uma festa de trance pela primeira vez. Isto tudo vem das saudades de o fazer.

Um hábito importantíssimo na minha vida, que re-adquiri enquanto andava na chamada 'puta da loucura', mas iniciei em pequenina, lado a lado com a minha mãe, foi a meditação. É um passo incomparável, e essencial ao meu bem-estar psicológico. 


m e d i t a r 
Tem sido muito complicado para o fazer, mas mesmo assim, uma hora por semana não me escapa. Eu preciso de acender velas no quarto, sentar-me no chão e levitar por ali fora; ou de me sentar à beira mar, respirar fundo e levantar num voo tão alto que nunca mais ninguém me vê. É assim que me mantenho equilibrada (dentro dos possíveis), é assim que desanuvio, e é assim que resolvo os meus problemas, meditando.
Não é só uma questão religiosa, devido ao facto de eu não ser propriamente crente no que chamam ser Deus, é uma questão interior, energética, capaz de para mim, mover o que for preciso. 
(Em relação a religião, mais tarde falaremos.) 
Para mim, meditar é vida. Estar em paz é essência. Ser o que quero é... (branca).


Kisu,
Eme's.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Dormir...

Há uma coisa que me assiste e muito, chama-se dormir.
Um dos maiores prazeres da vida, digo eu. Mas eu sou pessoa de dormir 12 horas, acordar e dormir mais uma porrada delas. Mas, isso sou eu; e mais uma vez, digo eu. 

Por outro lado, sofro de uma coisa. Chamam-se insónias. Coisas monstras que me privam de uma dos maiores gostos do mundo, dormir. 
Odeio insónias, odeio a sensação de não descansar. Mas uso-as como boa oportunidade, ponho a conversa em dia, em 9 da manhã estar à conversa. USEMOS BEM O PRIVAR DE SONO QUE O CÉREBRO NOS DÁ!





Ninguém sabe o amor que tenho ás horas que passo à conversa e pancada com a minha cama. Cura-me tudo. A doença, a depressão, dá-me alegria e amor. E a minha cama... Ai a minha cama, como eu gosto quando 'diz':
- 'Psssst! Larga o computador e vem cá falar comigo! Eu não te faço mal, juro...'; 

É, eu nutro sentimentos elevadíssimos por este objecto que nos proporciona descanso, e diga-se, não só.
Tenho pena quando durante semanas só falamos 3/4 horas por noite. É terrível, custa-me na alma.


Por isso vos digo...
Durmam bem, desfrutem bem.


E esperem, como diz alguém... Durmam confortáveis!

Beijarolas e sorrisos,
Morena