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domingo, 29 de setembro de 2013

Questões

Escrever, ler, ser, sentir, estar, ouvir, optimizar, querer, gostar, trabalhar, viajar, conhecer, alcançar (...) muito. Sempre me disseram que muito, seja do que for, faz mal. Mas até que ponto alguém define esta quantia de muito? Quanto precisas de *inserir verbos acima escritos* até ser muito? - dúvida para sempre pendente.
Outro assunto - o que é muito e com isto, o que será o sempre? Como é que sabes que é sempre? Que estatística te prova essa eternidade? Não tens certeza de nada. Olha outra curiosa: o que é nada, se nada mesmo assim é alguma coisa.

X.o.x.o,
Dorothy

sábado, 27 de julho de 2013

Divaga Mafalda, divaga.


Voltei a pensar no amor, e nas suas várias vertentes, feitos e formas de amar. Foda-se, que lá dizia e bem o Miguel Esteves Cardoso - "O amor é fodido". Quem fala assim não é gago.

Então afinal o que é isto?! Nenhum de nós sabe bem, mas sabemos que existe estando bem presente em cada um. E as formas? As pessoas? As intensidades? Ora pois é.

Devagar defini o que é amor para mim. Amor é como o outro dizia, fogo que arde sem se ver. É olhar para os meus pais e saber que a eles ninguém os ultrapassa; é adormecer todos os dias mas antes passar a memória pelas saudades que tenho do meu irmão, agora emigrado; é chegar a casa da avó e ver-lhe um brilho nos olhos provocado pela minha presença; amor é também um telefonema semanal à minha melhor amiga só p'ra lhe chamar princesa; é ter a mãe à cabeceira a dizer que vai ficar tudo bem; é ver a Ana Rita pelo skype e ouvir a simples palavra 'tia'; é saborear Lisboa como um turista; é saber que um dia me apaixonei pelo improvável; é ter amigos, bons amigos; amor é conduzir marginal a fora; é cheirar um  livro novo e ter um orgasmo mental; é escrever no terraço dos meus pais; é estar chateada com a Liliana e ainda assim ela se vir sentar à minha frente só para nos acompanharmos; é fazer um bolo de chocolate para a sobremesa; é ir beber um copo ao Bairro Alto!; amor é esticar o cabelo à Catarina, a prima mais nova; é sentar-me no miradouro a ouvir jazz e beber um copo de vinho tinto - alentejano pff; é recordar a Patrícia, a Nádia, o Pedro e o Rodrigo mesmo só os vendo de muitos em muitos meses; é rir das brincadeiras dos amigos com quem vivo; é ouvir desabafos do António; é não desistir de mim também; é cheirar a mar quando saio do comboio; amor é ouvir o meu pai descompor-me porque fumo; é falar sozinha - ou pensar alto, como gosto de lhe chamar; é beber uma imperial  no Jardim do Arco do Cego; é ainda me dar um nó na garganta quando penso no Diogo; é falar de política com comunas e fascistas na mesma mesa; é ouvir a mesma música vezes sem conta; é saltar em concertos; amor é uma porrada de coisas.

Este estado mental de introspecção leva-me a pensar em muitas coisas. Pensei hoje sobre o amor, ontem sobre a vida, há dois dias julgo que pensava sobre o meu país, e assim sucessivamente.

Então concluí que tudo isto são uma data de parvocíces.
Bem hajam!

domingo, 17 de março de 2013

Até já, João.

Despedi-me hoje de ti; disse-te "Até já, João"; arranquei um pouco de mim e vi-te levar esse pedaço de Mafalda para um lugar mais longe. E foi assim! Assim, sem aviso prévio; assim, com força e mágoa. Foi assim que te abracei e contive as lágrimas na esperança de evitar o drama e o caos psicológico. Foi assim que me separei de ti e não contive lágrimas, caos ou drama; chorei por ti - pelo pedaço que vai de mim junto de ti, junto do amor de irmãos que há 21 anos nos une.

Despedi-me hoje de ti; introspeccionei o porquê desta dor ser tão presente, exaustiva e forte. Então parei e percebi que esta dor é tão forte porque há 21 anos adquiri vários estatutos, entre eles está presente o estatuto de 'irmã mais nova do João - 9 anos e 9 meses mais nova'. Por isso percebi que esta dor é forte porque me separo de ti outra vez; porque não te tenho aqui outra vez.

Despedi-me hoje de ti; espezinhada, dorida e magoada pela vida. Não sei lidar comigo mesma a esta altura, não sei como controlar um sentimento destes - que provém de amor, mas que me mata por dentro. Porque estou bem, mas depois "Cheira a João. Pensa-se João. Sente-se João" e choro - choro muito e de forma compulsiva. Hoje choro a tua ida com a maior intensidade com que alguma vez chorarei um até já.

Despedi-me hoje de ti; revi e revivi quem somos e o que nos une. As sessões de pancada e cócegas desde sempre;  o partir a cabeça aos meus 3; as idas à minha escola aos meus 13; de Portishead e Björk aos meus 15; as idas a Évora dos teus 17; a inscrição na minha faculdade dos meus 20; as confissões dos teus 18; da bebedeira dos meus 17; do vivermos juntos aos meus 18 - a nossa casa no Príncipe Real; de me acompanhares à casa nova onde hoje moro; do 720 da minha casa até à tua; dos jantares de amigos; dos choros de irmãos; dos momentos em que cheia de orgulho te apresentei como meu irmão; de nos vestirmos de preto nas manifestações, de luto pelo país; do hábito que criei.

Despedi-me hoje de ti; e percebi que esta dor lacerante e alucinante tem vários nomes. Ela chama-se saudade que já tenho e ainda agora foste embora. Ela chama-se esperança porque foste onde vais ser melhor, ficar melhor e viver melhor; Ela chama-se João, tem 30 anos e embarcou hoje rumo a Londres. Porque juntos, vamos mudar o mundo.

E por isso, até já João.

Beijinhos,
She versus Say

terça-feira, 5 de março de 2013

1 mês

Faz hoje um mês que me despedi. Faz hoje um mês que comecei um novo processo, mais sozinha e com mais dúvidas. Faz hoje um mês que senti a minha alma sair do corpo com tanta dor. Mas também faz hoje um mês que comecei, todos os dias, a lidar melhor com a ausência.

Faz hoje um mês, e eu só quero que sejas feliz.

Beijinhos,
She versus Say

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Vozes interiores

Conflito interno e pessoal entre personalidades:

- Estarás pronta?
- Hum?
- Responde-me. Estarás tu pronta?
- Pronta para?
- Pronta para seguir em frente; para mudar, lutar e seguir em frente. Para mudar o Mundo. Sim, tu aí - nós aqui. Estaremos todas nós, prontas?

Não vou parar de lutar, baixar os braços, recolher as armas ou desistir. Não me vou render, e acima disso, ainda vou ganhar. Vou travar batalhas e guerras abertas; vou por mim, por ti e por eles; vou pelos que já foram, pelos que ficaram, e pelos que ainda vão. Se por pânico, medo, aflição, teimosia, feitio ou destino ainda não sei, mas vou.


(Estou em Lisboa, são 15:18. Está vento e frio, a música balança-se dentro de quem sou. Lá longe, no entroncamento, reflecte-se e mostra-se o sol ora escondido por prédios, ora escondido por nuvens. Resta-me mais nada que não esperança - um laivo mínimo de força.)


- Vamos mudar o Mundo?
Vamos mudar o Mundo - nós, os apaixonados que gostam de aventuras, falam com o olhar e têm todos os sonhos do Mundo. Não paramos nem quebramos, por uma liberdade de pensamentos que os unifica. Cada um no seu canto, no seu pequeno canto do mundo.

- E o amor? 
«No amor e na guerra vale tudo». O amor cá continua presente e ausente, em todas as formas, feitios e sabores. Amor é aquilo que todos temos, seja ele uma paixão arrebatadora ou simplesmente um amor discreto; mas amor todos temos.

- E eles?
Eles assistem, eles agradecem e sorriem. Eles ajudam-nos quando chega a hora de lamber feridas e parar por um milésimo de segundo. Os amigos, fiquem eles ou vão - os amigos agradecem - acima de tudo, nunca se esquecem.

- Então é por eles?
Repito que é por mim, por ti, por eles, por quem fica, quem vai, quem foi. É por nós.

- Mas nós quem?
Nós. Só nós. Todos nós.





Beijinhos,
Mafalda

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Pensar demais faz mal

É segunda-feira à noite. Lá fora chove a um ritmo intenso enquanto me sento na mesa da cozinha ao computador, frente a frente com um dos meus colegas de casa. 

A nostalgia invade-me em momentos como este, a música calma e bonita leva-me a um levitar mental elevado ao máximo dos expoentes. Os anéis, a maquilhagem, a roupa e as botas magoam-me. O meu próprio corpo hoje consegue estar magoado por ele mesmo. Sei a resposta a este estado, sei o porquê deste estado, sei que luto estou hoje a fazer - e isso, revolta-me. Queria controlar o que sei ser incontrolável. É uma das minhas maiores manias, sou uma control freak a nível emocional. Queria ver avanços, queria fazer replays, queria fazer restarts!


Kisu,
Eme's.

domingo, 20 de janeiro de 2013

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Os apaixonados #2

Eles são descritos pelo mundo como bichos, estranhos e autónomos, independentes e fortes. Apaixonados pela vida, são uma nova forma de estar; encantados - têm neles todos os sonhos do mundo - não há nada que os impeça de palmilhar um país, continentes; nada em oceanos, mil mares; pisar a lua se assim quiserem. São uma nova raça, distinta da banal humanidade - sao racionais, sensíveis ao toque e existência, sedentos de vida, desejosos de desafios, fiéis a convicções que ninguém abala nem nada destrói.
Mas ainda assim, frios e livres de medo, eles são exactamente o que os restantes mais temem - o ser, sabes, sentir, cativar, ouvir, gostar, tocar, desafiar, atingir - fogem dos que nasceram e cresceram permanecendo numa categoria de humanidade regular e simplista.
São lutadores e sobreviventes; amantes, filhos e amigos; personagem principal de batalhas travadas segundo uma inteligência brutal. Raros de encontrar, difíceis de agarrar, fáceis de amar.

Post Scriptum - Texto que antes de dar continuidade aos apaixonados #1, foi dado por mim ao Diogo.


X.o.x.o,
Dorothy

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

13

Tenho certas superstições; por entre números, crenças e mitos, há coisas que sigo religiosamente desde pequena só porque sim.

Nasci a 13, assim como o meu pai.

Por isso...

Beijarolas e sorrisos,
Morena

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Os apaixonados #1

Deixaste-te consumir por toda a publicidade que esta sociedade te espelhou aos olhos;
emburreceste, deixaste-te ficar e albergaste em ti todas as informações que praticam o pressuposto - pratica-lo tu mesmo quando vês a revolta e a ela não te juntas. Desconheces aliás o porquê da revolta, estás habituado a obedecer, comer e calar - a não questionar. Inerente a ter um cérebro em que tu próprio já não mandas, és regido por uma dormência que não te permite olhar além do que te mostram. Estás preso num ideal que existe e não é teu. És uma maioria infeliz, tens conhecimento disso. Quando te dizes guerreiro, engoles em seco e escondido o facto de saberes que nada fizeste - seguiste apenas uma linha, uma linha de pensamento que nem sequer é tua - todas as lutas travadas por ti, foram as de videojogos.


Não tens vida, o teu olhar permanece vazio no meio de uma escuridão disfarçada, parado num limite que te foi imposto - voltaste obedecer, comer calar, não questionar. Atingiste todos os objectivos de outrém, mas não os teus - não os teus porque no fundo não os chegaste a criar. Baseias-te numa inteligência cognitiva que não utilizas e não desenvolves. Não crias, não perspectivas nem projectas - estás congelado nessa normalidade quotidiana da qual não sais nem queres sair. Tens cuidado com o que dizes, vives disfarçado de humano quando por dentro em ti o som não se propagaria, fazes jogging, vês reallity shows e ris-te da desgraça alheia. Estás formatado, pensas dentro de uma caixa dentro da qual te controlam o oxigénio - dentro deste oxigénio reside o espírito livre, aquele que te falta. 

O pior nisto tudo, é que vês o grito e o salto evolutivo dos outros, ainda assim não compreendes como nem porquê, não és tu também um apaixonado.

To be continued...

X.o.x.o,
Dorothy

domingo, 2 de dezembro de 2012

...

"Entre a fumaça; finjo-me o trance; danço; toco-me; a minha pele parece seda; a minha pele parece a tua; toco-me; existe algo sexual; quase erótico; liberdade; trance; suor; sinto-te SINTO-TE e não doi, a tua pele parece seda, mas tu não estás aqui, mas eu sinto-te, o teu cheiro é bem mais intenso que o cheiro de erva neste quarto fechado, o teu calor impede-me de respirar, os teus beijos pelo meu corpo provocam-me espasmos musculares; mas tu não estás aqui." 

Beijo,
Jane

sábado, 27 de outubro de 2012

Reflexões

Ouves os meus passos nas escadas?
Quando eu bater à porta
não me reconheceremos.

Voltarei de um dia de trabalho,
subirei as escadas
e perder-me-ei para sempre
em qualquer sítio fora de qualquer sítio.

Não foi o caminho de casa que perdi?
Não ficou alguém em qualquer sítio,
uma sombra passando diante de nós,
e principalmente fora de nós?

Agora quem sente
isto fora de mim,
quem é esse ausente?

Manuel António Pina
Beijinhos,
She versus Say

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Nota #1

O que é teu, à tua mão vem parar.

Resta-me dançar com as circunstâncias.


Beijinhos,
She versus Say

Eu tenho de facto...

A melhor amiga, a melhor irmã, a melhor confidente. Obrigada, Liliana ♥





Porque nada pagará os momentos, e os favores... Cof cof cof.


Beijarolas e sorrisos,
Morena

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Dar a mão

Foi para isso que vim ao mundo. Para dar a mão aos meus, para apoiar quem precisa, para limpar lágrimas e dar amor. Amizade é uma forma de amor tão incondicional como qualquer outra. É um amor brutal e verdadeiro, muitas vezes muito mais inquebrável do que o amor gerado pela paixão incessante. Não tem preço, exclui o valor, e valida a existência de qualquer humano que a tenha. Vale a pena, vale muito a pena.


Estou aqui para dar a mão, para não deixar cair, para amparar quedas, ouvir desabafos, dar conselhos, registar momentos - grandes momentos.
Eu vim cá abaixo para vos dar a mão, por mais força que precisem para aqui ficar, eu vim cá abaixo para vos dar a mão.
Beijinhos,
She versus Say

quarta-feira, 18 de julho de 2012

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Preciso de...

Correr                  Querer                   Organizar         Escrever           Parar        Descansar            Dinheiro      Despender    Mudar                                 Completar           Acompanhar              Sentir            Desenvolver Atingir      Crescer         Gostar            Amar         Sair            Lisboa TEMPO           Saber            Passar-me                       Dançar           Ler           Sexo              Acalmar        Nada              Música           Ideias                          Saborear        Praia                                   Meditar                                Mar                 Comprar               Respirar             Boas acções            Fumar            Cair         Planear                  Sensibilidade                 Rever              Amor            Executar           Saltar            Ser                  Parecer              Tudo            Lógica               Mandar            Chegar          Assistir           Cair                  Amizade     Rock               Não            Pausas Vinho              Conseguir           Saltar Partir        Luz         Animar Buscar Apoiar
(...)
Tanta definição sem definição. Tanto que preciso, nada que preciso. Tudo e nada. Antagónico? 
- Não.


Kisu,
Eme's

sexta-feira, 6 de julho de 2012

(A)variados


Bada bin, bada boum... (Balanço direita-esquerda em modo autista na cadeira. Quero escrever sobre uma parte da minha vida que ainda não integrou estas páginas, mas integram, só pelo facto de... Vocês perceberão.)

Somos (a)variados. Nós, seres humanos. Sim, nós todos, enquanto conjunto, sociedade, globalizados, terciarizados, dependentes de tecnologia, atentos ao mundo em dois clicks. Sim, todos nós que pelo menos uma vez, já passamos a noite em branco a 'viciar' naquilo que se chama Internet.




Eu também sou, sou assim. Uma cibernauta incurável que tem uma vida em pele e osso, e uma vida virtual. As pessoas que me rodeiam diariamente cá fora, onde o mundo tem sol e não iluminação, sabem como sou; e não se importam. E os que se importavam não importam mais, porque não admito grandes bitaites sobre as minhas opções. (A tal linha, lembram-se?) Respeita o meu espaço, que eu respeito o teu. 

Ainda muitos não entendem o porquê de gostar de falar com pessoas sobre as quais desconheço a maior parte dos pormenores - regidos por nicknames, pouca informação está adicionada. Somos um tanto ou quanto anónimos. Eu gosto desta forma de anonimato, gosto desta forma de contacto, gosto de saber que pelo mundo, existem pessoas como eu, que entendem esta versão deste meu eu.


Happens


Conheci ao longo do tempo, inúmeras pessoas com quem iniciei contacto através da Internet. Conheci-as pessoalmente, e ainda conhecerei umas quantas cujo contacto está pendente. Fiz ali amigos, pessoas com quem hoje vou beber café, que hoje são amigos de confidências; Fiz ali amigos, pessoas com quem desabafo cada vez que tenho um problema, que hoje partilham tantas ou mais private jokes do que o que seria expectável; Fiz ali amigos, pessoas que me ensinam muita coisa; que me introduzem a músicas, filosofias, ideias, universos e gostos paralelos; Fiz ali amigos, pessoas que me percebem a cabeça, que hoje me falam da alma e transpõem essa conversa para paralelos infinitos, sobre os quais o tema nunca morrerá; Fiz ali amigos, pessoas que me percebem o estado de espírito pelas letras, que me fazem rir mesmo quando só me apetece partir o notebook; Fiz ali amigos de todas as formas, feitios, cores, ideologias, gostos musicais, pancadas, loucuras, falas, de mil cantos do país e do mundo.
Isto que escrevi, é para eles. Hoje :)



Post Scriptum: Escrevi aqui que sou assim, que o faço por método e racionalização, e até como forma de defesa do mundo exterior. Não implica que corra riscos e não seja adepta de conhecer gente cá fora, onde brilha o sol e não a iluminação do ecrã. Mas lá está... Personalidade Múltipla (?)


Antes de mais, antes de mais! Bom fim-de-semana a todos.


Beijinhos,
She versus Say

domingo, 10 de junho de 2012

Vinho Branco I

«Não tenho medo! Falo de sexo como quem fala de alfaces»
(Gargalhada geral)



Estavas bonita, estavas...

♥

Beijo, 
Jane

sábado, 26 de maio de 2012

Vision of life | Way of living

Good morning @ Cais do Sodré, 09:23

Cheguei. Tanta gente, muita gente. Uma imensidão rendida ao sistema, a um sistema com o qual aprendemos a lidar desde cedo; uma sociedade assim organizada, e nós nada podemos fazer contra isso.
O stress nas faces humanas é indescritível, o corre-corre matinal, o mau-humor, a irritação, a consciência que dita ser 'mais um dia de trabalho'.
São demasiadas pessoas, demasiadas pessoas que vejo infelizes, e rendidas ao 'TEM QUE SER'. Não gosto disto...
Mas por outro lado, vejo um prisma positivo. Vejo Lisboa, a minha velha Lisboa.

Cais do Sodré
Esta Lisboa que há 5 anos me fez perder de amor por ela. A única e tão diferente cidade, tão diferente de todas, tão igual a mim.
Ainda me sento e penso; eu sou igual a todas aquelas caras formatadas e infelizes que vejo de manhã. Saio do comboio, vou sempre na mesma carruagem, pronta para saltar para fora, descer as escadas a correr, e ir até ao metro onde sou enlatada até à Baixa Chiado. Mudo de linha muito rapidamente, e chego ao meu local de destino. Eu sou igual... Mas sabem? No meio de todas as semelhanças eu continuo diferente. Eu lutei por ter este nível de normalidade na minha vida. Depois de perdida, foi aqui que me encontrei. Em Lisboa.


After Lunch Coffee @ Saldanha, 14:23

« Contrastes. Mundanos. Contrastes. Urbanos. Contrastes. Humanos.
São 14:23, puxei do cigarro, Chesterfield soft-pack, que a vida não dá para mais. O café, meu companheiro fiél de todas as horas desperta-me os sentidos, as sensações. Desperta-me o cérebro que anda desorientado. Voltei a dormir apenas 3 horas esta noite; o café, o meu lindo café, desperta-me.
Vejo gente, apenas gente. Tamanhos, formas, feitios, belezas, carteiras, vão do 8 ao 80 consoante vão passando. E eu. Vejo-me ao som de Florence. A música manda, 'Just keep following the heartlines on you head'. I b e l i v e. »
 
(Alguma louca escreveu isso...)


Afternood sunset @ Largo do Camões, 17:43

Quiosque do Largo de Camões

E o dia acaba aqui.

Assim... 



E tu Lisboa, linda e velha Lisboa; que sabes todos os meus segredos...
Até amanhã.



Kisu,
Eme's



Post Scriptum: As fotografias deste post são da autoria de Sérgio Pontes.
http://ateoriadokaos.blogspot.com
http://www.facebook.com/ateoriadokaosphotography

Aconselho vivamente a que visitem o espaço dele e vejam mais do seu trabalho.