Aqui há dias sentei-me por momentos, no meio da azáfama da minha vida, distribuída entre exames, trabalhos e tempo laboral que cada vez escasseia mais para dar atenção ao resto, e bateu-me uma certa noção.
Como foi escrito e actualizado, eu sou a parte de um passado mais complicado, mais tenebroso, mais escuro. Eu sou a parte que foi rebelde, bateu com a cabeça nas paredes, chão, tecto, e, voltou à vida. Disse: Estou sóbria.
Não estou sã, nem perto (risos), mas mantive-se sóbria por 5 anos inteiros.
Não quero que me recriminem, e quem o fizer, levará resposta na certa. É verdade que aos 13 experimentei fumar a minha primeira ganza, como já descrevi (aqui), e não demorou muito a que passasse a experimentar outras coisas, um pouco mais agressivas e acima de tudo, aditivas. Não tenho vergonha do que fiz e faço, não tenho medo de o assumir. E foi sob efeitos estranhos que meditei na frontline de uma festa de trance pela primeira vez. Isto tudo vem das saudades de o fazer.
Um hábito importantíssimo na minha vida, que re-adquiri enquanto andava na chamada 'puta da loucura', mas iniciei em pequenina, lado a lado com a minha mãe, foi a meditação. É um passo incomparável, e essencial ao meu bem-estar psicológico.
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| m e d i t a r |
Tem sido muito complicado para o fazer, mas mesmo assim, uma hora por semana não me escapa. Eu preciso de acender velas no quarto, sentar-me no chão e levitar por ali fora; ou de me sentar à beira mar, respirar fundo e levantar num voo tão alto que nunca mais ninguém me vê. É assim que me mantenho equilibrada (dentro dos possíveis), é assim que desanuvio, e é assim que resolvo os meus problemas, meditando.
Não é só uma questão religiosa, devido ao facto de eu não ser propriamente crente no que chamam ser Deus, é uma questão interior, energética, capaz de para mim, mover o que for preciso.
(Em relação a religião, mais tarde falaremos.)
Para mim, meditar é vida. Estar em paz é essência. Ser o que quero é... (branca).
Kisu,
Eme's.

