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domingo, 17 de março de 2013

Até já, João.

Despedi-me hoje de ti; disse-te "Até já, João"; arranquei um pouco de mim e vi-te levar esse pedaço de Mafalda para um lugar mais longe. E foi assim! Assim, sem aviso prévio; assim, com força e mágoa. Foi assim que te abracei e contive as lágrimas na esperança de evitar o drama e o caos psicológico. Foi assim que me separei de ti e não contive lágrimas, caos ou drama; chorei por ti - pelo pedaço que vai de mim junto de ti, junto do amor de irmãos que há 21 anos nos une.

Despedi-me hoje de ti; introspeccionei o porquê desta dor ser tão presente, exaustiva e forte. Então parei e percebi que esta dor é tão forte porque há 21 anos adquiri vários estatutos, entre eles está presente o estatuto de 'irmã mais nova do João - 9 anos e 9 meses mais nova'. Por isso percebi que esta dor é forte porque me separo de ti outra vez; porque não te tenho aqui outra vez.

Despedi-me hoje de ti; espezinhada, dorida e magoada pela vida. Não sei lidar comigo mesma a esta altura, não sei como controlar um sentimento destes - que provém de amor, mas que me mata por dentro. Porque estou bem, mas depois "Cheira a João. Pensa-se João. Sente-se João" e choro - choro muito e de forma compulsiva. Hoje choro a tua ida com a maior intensidade com que alguma vez chorarei um até já.

Despedi-me hoje de ti; revi e revivi quem somos e o que nos une. As sessões de pancada e cócegas desde sempre;  o partir a cabeça aos meus 3; as idas à minha escola aos meus 13; de Portishead e Björk aos meus 15; as idas a Évora dos teus 17; a inscrição na minha faculdade dos meus 20; as confissões dos teus 18; da bebedeira dos meus 17; do vivermos juntos aos meus 18 - a nossa casa no Príncipe Real; de me acompanhares à casa nova onde hoje moro; do 720 da minha casa até à tua; dos jantares de amigos; dos choros de irmãos; dos momentos em que cheia de orgulho te apresentei como meu irmão; de nos vestirmos de preto nas manifestações, de luto pelo país; do hábito que criei.

Despedi-me hoje de ti; e percebi que esta dor lacerante e alucinante tem vários nomes. Ela chama-se saudade que já tenho e ainda agora foste embora. Ela chama-se esperança porque foste onde vais ser melhor, ficar melhor e viver melhor; Ela chama-se João, tem 30 anos e embarcou hoje rumo a Londres. Porque juntos, vamos mudar o mundo.

E por isso, até já João.

Beijinhos,
She versus Say

sábado, 29 de dezembro de 2012

Sacrifícios

... de merda.

Hoje despeço-me da Ná, que emigra oficialmente para Londres no dia 2 de Janeiro. Desculpem-me se cansa, se dói, se não deixa espaço para boas disposições de sexta-feira à noite. Indo ela para um futuro com mais hipóteses,vemos toda a gente ser altamente sacrificada - quer cá fiquem, quer não. Já são tantas as despedidas, as lágrimas que caem - no restaurante, no café, no aeroporto, ao pé da entrada do prédio. Já são demasiados os que vejo partir, fugir.

Hoje despeço-me da Ná, que leva de mim uma amizade incrível.

Hoje despeço-me da Ná com um sorriso, e um aperto. Minha cabra, é bom que te vires bem por lá.

Negativismo: A gaja faz-me falta.
Positivismo: Tenho casa para ficar em Londres.


Post Scriptum - Amanhã mudo/saio de casa. É, gritinho do Ipiranga versão Personalidade Múltipla.

X.o.x.o,
Dorothy

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Dividir

Dividir: v.t Partir ou separar em diversas partes; desunir; apartar.


Dividir, é dormir numa cama com 1,20m e só aproveitar 50 centímetros para que a tua irmã tenha 70 para dormir. Dividir é dormir menos para que os outros desabafem contigo. Dividir é ir dormir calada para que ninguém sinta o que sentes, para que não dividas dor e dúvida.
Dividir é dar e receber, dividir é como diz ali, desunir algo, partilhar as suas partes, criando dois benificiários. Então, dividir, é ter €1,50 e pagar o café a alguém, deixando assim de beber o segundo. Dividir é isso mesmo, é  esquecer o seguinte enquanto existe divisão. Dividir é distribuir por ti e por mais, tudo o que tens e não tens. Dividir é dar, dar o que é só teu, para que passe a ser só nosso. E estas divisões, não são divisões banais, são divisões conscientes e humanas, são divisões necessárias à rota terrestre - à minha rota terrestre.

Dividir
Dividir é também dividir a dor; dividir é não contar ao teu irmão que a vossa mãe está desempregada, para que ele não tenha que lidar com esse facto juntamente com a sua vida atarefada e problemática. Isso para mim, é dividir, dividir o mal por menos aldeias. 
Dividir é ter heterónimos e fugir com eles do que não queres. Logo, é deixar a política quando na conversa está alguém básico, para pensar antes na ciência das árvores que agora se tornam carecas e deixam cair folhas em sinal de fraqueza. É deixar os sentimentos de lado quando existe conflito para que dividas mais paz, do que guerra. Dividir é isso, para mim é exactamente isso. É dividir o que sou por quem sou. Dividir é isto, é confuso.
Dividir, também é dividir quando ensinas, quando transmites o que sabes, ensinas e esclareces. Dividir é dar. É ficar com parte e dar o que sobra. Dividir é dar, é sempre dar.


É dividir-me em mil para sentir em mil; dividir-me em mil para ver em mil. É dividir-me, para aproveitar mais ou menos de cada aspecto.
Dividir é guardar segredos para que alguém durma mais descansado ao fim da noite; é não dizer o que tens entalado na garganta para que a pessoa do lado aprenda a viver - porque neste meu aspecto de visão, só aprende quando errar; deixando assim que erre, mesmo que a ti te doa ver o processo e te vá doer ajudar na recuperação. Dividir é isso, dar de ti ao do lado, seja ele em café, dinheiro, cama ou sentimentos. Dividir é gerir, e nesta divisão é raro que existam partes iguais.


Nada é eterno. O café esfria, o cigarro apaga, as pessoas mudam.

E tu, já dividiste hoje?


Beijinhos,
She versus Say

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Amor

É... Amor. Tenho pensado no assunto ultimamente, mais por obrigação. Eu cá, continuo na minha, de estado civil 'solteira'. Mas, há quem ande com problemas, e por isso abro o consultório sentimental e tento ajudar. Mas, falar é sempre mais fácil que fazer, e também existe como aqui, sempre um mas. Tontices à parte, é difícil corresponder às necessidades desta malta; eu, como solteira há tanto tempo que estou, há alturas em que pela minha lógica nada daquilo faz sentido, e creio sinceramente que ou sou eu que louca, ou são eles que têm os complicómetros ligados ao máximo. Depois, ponho-me a pensar na altura em que era o meu estômago que tinha as famosas borboletas, quando era eu que sentia os calafrios e as pernas a tremer. De facto, amar é difícil.

  

Eu fiz uma opção - manter-me assim, solteira por uns tempos; não implicando obrigatoriamente que estivesse sozinha. Saída de uma relação de dois anos e mais uns trocos, queria lá saber de amor, queria lá saber de amar, queria lá saber de compromissos, ciúmes e justificações. Hoje, passado tanto como este tempo, admito que sim, que amar faz falta.

Por isso, com que cara olho para eles e digo: Sê como eu, e tira uma pausa de amar, por amor a ti. A mim fez-me bem; não desdenho quem mantém relações, ora claro que não! Há alturas em que chego a invejar. Depois, vejo cenas de ciúmes e controlos, e só penso que de facto, estou muito bem assim. É tudo tão relativo...


Por isso, sobre amor pouco falo mas muito penso. Hoje que caí da cama e já tratei de mil assuntos, tinha que me dar a queda para o assunto.
Um bem haja a todos!



Beijinhos,
She versus Say

sábado, 28 de julho de 2012

Mau humor

Voltam a não ter noção do quanto custa, ou do quanto dói. Voltam a não ter noção da falta que fazem; ou do quanto contávamos com eles. Falha-lhes a noção do aperto que provoca, do quanto custa deixar ir ou sair. E mais, o quanto custa sair dali e não ver luta de qualquer parte para ficar. Apetecia-me fazer uma giga-joga com aqueles pensamentos, um labirinto de tal forma irónico e sarcástico que os deixaria baralhados e magoados. Magoados como eu fiquei; um pouco mais consoante vos via a ir. Um por um... Queria ser má, a real cabra que sou com outros. Mas não consigo...

Aprendi ao longo dos anos a contar com pouco, mas com bom. Este vai dedicado, direitinho a mais que uma pessoa; susceptível a que seja lida por quem quero que seja atingido. E espero que vos deixe no estado em que a mim, as confusões que me deixaram na cabeça, me doem.
Já aqui debati por várias vezes a mudança das pessoas, que mesmo assim por vezes me soa igual à mítica discussão sobre o sexo dos anjos. E não é que mais uma vez, o drama instalado se baseia nisso de novo? Na mudança do humano? No que repentinamente se afasta, no que repentinamente é outro, no que repentinamente te usa. Já vos disse para assumir o número de polaridades que têm, de uma vez por TODAS?

Estou seriamente irritada convosco, pessoas que fizeram de mim refúgio; que fizeram de mim apoio; que fizeram de mim despejo; que fizeram de mim 30 por uma linha - Parece que assim que me moldo, e me endireito para conseguir suportar todos os pesos de forma equilibrada, alguém salta; e olha, instabilidade de novo. Sabem o quanto custa? E mais, o quanto custa saber que o fazem deliberadamente e nem se preocupam?
Cada um que me virou costas, voltou a chorar. Cada um de quem me afastei e nem reacção obtive, voltou a chorar. Por isso vos digo hoje, em pleno ataque de raiva e drama, que no dia em que tiver valor de mercado de novo, vão perceber finalemente a cabra que sou.
E esperem, que vão ver o que é a queda do Muro de Berlim em 3 passos.


asteRiscos,
Rose

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Preciso de...

Correr                  Querer                   Organizar         Escrever           Parar        Descansar            Dinheiro      Despender    Mudar                                 Completar           Acompanhar              Sentir            Desenvolver Atingir      Crescer         Gostar            Amar         Sair            Lisboa TEMPO           Saber            Passar-me                       Dançar           Ler           Sexo              Acalmar        Nada              Música           Ideias                          Saborear        Praia                                   Meditar                                Mar                 Comprar               Respirar             Boas acções            Fumar            Cair         Planear                  Sensibilidade                 Rever              Amor            Executar           Saltar            Ser                  Parecer              Tudo            Lógica               Mandar            Chegar          Assistir           Cair                  Amizade     Rock               Não            Pausas Vinho              Conseguir           Saltar Partir        Luz         Animar Buscar Apoiar
(...)
Tanta definição sem definição. Tanto que preciso, nada que preciso. Tudo e nada. Antagónico? 
- Não.


Kisu,
Eme's

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Meditation

Aqui há dias sentei-me por momentos, no meio da azáfama da minha vida, distribuída entre exames, trabalhos e tempo laboral que cada vez escasseia mais para dar atenção ao resto, e bateu-me uma certa noção.
Como foi escrito e actualizado, eu sou a parte de um passado mais complicado, mais tenebroso, mais escuro. Eu sou a parte que foi rebelde, bateu com a cabeça nas paredes, chão, tecto, e, voltou à vida. Disse: Estou sóbria.
Não estou sã, nem perto (risos), mas mantive-se sóbria por 5 anos inteiros.
Não quero que me recriminem, e quem o fizer, levará resposta na certa. É verdade que aos 13 experimentei fumar a minha primeira ganza, como já descrevi (aqui), e não demorou muito a que passasse a experimentar outras coisas, um pouco mais agressivas e acima de tudo, aditivas. Não tenho vergonha do que fiz e faço, não tenho medo de o assumir. E foi sob efeitos estranhos que meditei na frontline de uma festa de trance pela primeira vez. Isto tudo vem das saudades de o fazer.

Um hábito importantíssimo na minha vida, que re-adquiri enquanto andava na chamada 'puta da loucura', mas iniciei em pequenina, lado a lado com a minha mãe, foi a meditação. É um passo incomparável, e essencial ao meu bem-estar psicológico. 


m e d i t a r 
Tem sido muito complicado para o fazer, mas mesmo assim, uma hora por semana não me escapa. Eu preciso de acender velas no quarto, sentar-me no chão e levitar por ali fora; ou de me sentar à beira mar, respirar fundo e levantar num voo tão alto que nunca mais ninguém me vê. É assim que me mantenho equilibrada (dentro dos possíveis), é assim que desanuvio, e é assim que resolvo os meus problemas, meditando.
Não é só uma questão religiosa, devido ao facto de eu não ser propriamente crente no que chamam ser Deus, é uma questão interior, energética, capaz de para mim, mover o que for preciso. 
(Em relação a religião, mais tarde falaremos.) 
Para mim, meditar é vida. Estar em paz é essência. Ser o que quero é... (branca).


Kisu,
Eme's.

sábado, 23 de junho de 2012

Resposta

Há uns dias estava sentada mais uma vez na esplanada amarela que me abriga tantas vezes, com a minha 'irmã'. 


Understand me.


Esta não é uma irmã qualquer. Não é minha irmã de sangue, não somos fruto do mesmo relacionamento; não temos o mesmo pai ou a mesma mãe. Mas somos irmãs, porque o coração assim o decidiu. Eu costumo dizer que somos gémeas, porque somos, de facto. Não somos parecidas ou coisa que tal, de todo - temos em comum uma única característica física, e é a cor do cabelo que pintamos da mesma cor e ao mesmo tempo, sem sabermos - mas somos iguais numa coisa chamada cérebro. Temos as mesmas opiniões, as mesmas ideias. Somos irmãs gémeas, porque de facto esta é a única pessoa que faça eu o que faça, me entende. Pode ter sido a pior decisão de sempre, mas ela percebe sempre o meu ponto, não me critica nem julga, apenas opina quando acha que já fui longe demais, e isto é mútuo. De feitios somos complementares, não iguais. Ela é calma, eu tenho milhares de unidades energéticas no corpo; ela é envergonhada, eu pouca vergonha tenho; ela é ponderada, eu sou rápida de decisão. Complementamo-nos e completamo-nos bastante bem. Há uns tempos, por adversidades da vida, veio morar comigo. Não sei a quem agradecer, mas agradeço todos os dias por tê-la debaixo da minha asa, finalmente fora de problemas e confusões (Q.B, que eu sou louca não é verdade... Risos). É verdade que a minha cama de corpo e meio fica mais apertada para as duas, que nos damos cotoveladas e murros involuntários. Mas também é verdade que sabe bem chegar a casa à meia noite, depois das aulas, e tê-la ali, a perguntar como correu o dia, a contar as peripécias que também ela viveu. É bom, 12 anos depois do meu irmão sair de casa, ter de novo uma IRMÃ.


Trust me.


Mas continuando... Enquanto eu me perdia em balanças e factores produtivos, e cabeça nos livros, ela escrevia. Tem uma imaginação e um palavreado incomparável, escreve super bem, e muitas vezes me pôs a lágrima no canto do olhos quando me dedicou textinhos tontos. Não são tontos, são brutais. Deixou lá a folha arrancada do meu caderno e foi à sua vida. Antes de me ir embora, lembrei-me de ter visto imensas linhas escritas, fui cuscar. Este é um post de divulgação do texto dela, e resposta. Em casa, em cima da cama, ficou uma nota:

"Tens um recado para ti em
demasiadaspersonalidadesnumso.blogspot.com"

Liliana disse:

«E heis que um dia acordas e notas que tudo está diferente, sentes uma aura de esperança no ar, à tua volta e apercebes-te que no final de contas não estás sozinha, que nem toda a gente espera o teu fracasso, que ainda existem boas pessoas que acreditam que és capaz. Já não existe aquela premência insuportável de infidelidade e desespero. E a reviravolta que tudo deu. Uma turbulência de esperança nasce-te no estômago e alastra por todo o corpo, de dentro para fora, transformando-se em felicidade. A família que escolheste, ou melhor dizendo, que te escolheu, não é daquelas famílias em que são os laços de sangue que nos unem, laços esses que no meu caso não interessam e que se consomem como fogo, até desaparecerem por fim, laços vulneráveis... Não. A minha é daquelas verdadeiras, com laços de amizade que nunca se rompem; laços de todas as cores e com padrões fortes de lealdade e de amor.
Agora há que lutar por uma vida melhor, por uma vida que ninguém acreditava que pudesses conseguir ter, por uma vida que agora, os melhores acreditam que vais ter!
Ainda não é um final, mas é um meio. Um meio feliz! ♥»


Sempre.


Então eu respondo:

Assisti a tempos e tempos da tua vida, assisti ao mal que te fizeram sem nada poder fazer. Congelada, revoltada. Assisti ás tuas lágrimas de raiva e tristeza por nada poderes mudar, simplesmente. Assisti aos teus sorrisos por estares perto dos meus, dos nossos. Assisti à tua mágoa cada vez que te afastavas, assisti também ao criar dos teus sonhos. Assisti-te no melhor e pior; rezei - e nem rezar sei - para te poder dar uma vida melhor, enquanto pessoa que me eras, enquanto completar que fazias.
E não penses que mais alguma vez na vida voltarás a ficar só, porque não vai acontecer. Agora não têm dois filhos, eles têm três. A minha mãe não é minha, é 'a mãe', e o pai, é 'o pai'. O João, é o João, e minha avó, é a tua avó. Ninguém desta casa ou deste círculo familiar te vai deixar cair, passar fome, ficar sem tecto de novo. Não vai, porque simplesmente, és uma de nós. Somos loucos, pouco calmos, discutimos muita política, e nós mais novos somos deserdados se perdemos o espírito lutador. Também gostamos todos de copos, de conversa, e de ser pouco normais. Mas... Neste Mundo, eu gosto desta anormalidade que para mim é normal.
Nunca penses que foste acolhida por obrigação ou bondade. Foste acolhida porque era ao nosso lado que devias estar já faz muito tempo, e todos sabíamos disso. Terás sempre que acredite em ti, quem te aponte o caminho mais correcto, quem te ampare as quedas e lágrimas; quem te faça rir e sorrir. Nunca penses que voltarás a ficar sozinha, porque não vais.
Não contes com mil beijinhos e miminhos meus, porque nós as duas simplesmente não somos assim. Mas conta comigo, como irmã mais nova que sou. Conta com a minha alma, com o meu corpo no fogo por ti. Conta com a minha companhia vida fora, conta com irmos a festas quando formos cotas, conta com seres madrinha dos meus filhos, conta com criarmos vidas paralelas, conta com jantares de sushi uma vez por mês até ao fim da vida, conta com viagens pelo mundo que ainda vamos fazer, conta com nunca parar, porque parar é morrer. 
Também podes contar com os pais à cabeceira quando estiveres doente, conta com o pai para te arranjar tudo aquilo que se partir, te pendurar os quadros em casa e montar os móveis, conta com a mãe a dar abraços, conta com os teus filhos chamarem-lhes avó e avô, conta com a mãe te ligar todos os dias para saber como estás quando estiveres longe, e o pai mandar beijinhos e 'JUÍZOOOO!' lá de voz de fundo, conta com a mãe chamar genro ao teu namorado, e falar de sexo como se nada fosse. Conta com o João te dar nas orelhas para estudar, e te convidar para comer caracóis e beber imperiais ao fim da tarde.
Conta com uma família. Não normal, não ordeira, não certa. Mas é uma família, a tua família, Liliana.


It's our world.  Don't call it a mess just because you don't understand it


Beijarolas e sorrisos,
Morena

sexta-feira, 15 de junho de 2012

(Dis)concordâncias

Eu estou ao contrário. Nasci do avesso, já percebi. Por algum motivo, não sei, eu estou do avesso. Nem sempre o acho, mas sempre que me armo em cusca e ouço a conversa dos outros, é essa a conclusão a que chego. É que nasci od osseva.

Espera, não sou só eu. Era a minha mesa inteira.


Ou se calhar não nasci. Se calhar sou só de 'ideias fixas e muito liberais' (risos?), e gosto pouco de life mixórdias, passo a expressão. Quem me conhece, conhece bem a teoria do 'Mete-te na tua vida, obrigada'. Há quem a conheça de uma ponta à outra, há quem a vá começando a conhecer, há quem tenha sido privado deste facto por diversas razões, mas a verdade é que quem sabe, sabe o que eu quero, conto e autorizo a reter de informação. E não mais, não menos. 



Se calhar antagónica. Ups... (cara de palerma desentendida que já irão entender)


Por isto (e já começava a dispersar por temas paralelos) fico CHOCADA quando ouço conversas regidas por mentes um pouco ou nada mais 'quadradonasíssimas' - palavrão que mesmo assim não transmite o quão quadrado é - que gritam a muitos ventos que são contra isto ou aquilo, blá blá blá e etc's, quando eu quase que juro a pés juntos que são mais leigos no assunto do que eu a fazer equações com 7 letras e um número. 
Isto, alegam uns ser 'de esquerda', outros 'de direita', outros 'assim mais ao centro'. No fim da conversa, eu não percebi quem era o quê, nem em que acreditavam, e estava de tal ordem de mal com aquelas ideias, que daí a iniciar um debate na minha mesa, foi um pulo.


... 

Não somos mais intelectuais e sabidos, mas a verdade é que a mesa de quem eu escutava a conversa minutos antes, estava de olhos e ouvidos colados na conversa que havia sido gerada a partir da conversa deles, e muito caladinhos, com cara de aprendentes. Mais uma vez, chegam as Dis(concordâncias) de ideias, filosofias políticas, o lavar de roupa suja em relação ao Passos Coelho (cof cof cof) e amiguinhos, temas interessantes. E eles lá continuaram, debate fora, ouvindo e retendo, discutindo baixinho aquilo que ouviam. Eu e a ela, que topavamos a cena toda, não contínhamos o riso que aquela situação nos provocava - Quem diria, hoje aprendem connosco, todos um bocado asneirentos e marinheiros. Era bom observar, e era bom lá para o meio da conversa dizer uma data de #$%&#«' só para aliviar o stress das tais Dis(concordâncias). A verdade é que a tendência ali acabou invertida, e espero eu que os alheios tenham retido algumas ideias...
A verdade é que digam o que disserem, há factos e factos, e é verdade que são apenas ideias... Mas as minhas não passam destas.


Sou a favor da legalização do aborto.
Sou a favor do legalização casamento homossexual.
Sou a favor da legalização da adopção de crianças por parte de casais homossexuais.
Sou a favor da legalização da Marijuana.
Sou a favor da legalização da eutanásia.
(...)




Acho que sou, acima de todos os tópicos concretos, a favor do lema que diz que cada um cuida de si. E não, não é «Cada um sabe de si, e Deus sabe de todos». Mas sim 'Cada um sabe de si, da sua vida, do seu corpo, das suas opções, PONTO'.


Agora digam-me lá. Ue icsan od osseva? Ou o mundo está louco e cego, tão centrado naquilo que considera importante, isto é, meter-se na minha vida e não cuidar da deles; ou o mundo de facto, está louco e cego, e louco e cego porque sim, ficará (mesmo que eu tenha de facto nascido virada ao contrário).


E porque é sexta-feira, tenham um óptimo fim-de-semana, com discussões pseudo-intelectuais ou não.


Post Scriptum: Não digo que tudo o que aqui escrevi não possa ser sujeito a discussão e troca de ideias. Apenas quero deixar esclarecido que estas são as minhas, e estou disposta a debater o assunto. Respeito qualquer ponto de vista, só não tolero faltas de respeito pelas minhas como assisti naquela conversa alheia. Sem querer com este post, causar qualquer tipo de picardia, atenção.


X.o.x.o,
Dorothy

terça-feira, 5 de junho de 2012

Dormir...

Há uma coisa que me assiste e muito, chama-se dormir.
Um dos maiores prazeres da vida, digo eu. Mas eu sou pessoa de dormir 12 horas, acordar e dormir mais uma porrada delas. Mas, isso sou eu; e mais uma vez, digo eu. 

Por outro lado, sofro de uma coisa. Chamam-se insónias. Coisas monstras que me privam de uma dos maiores gostos do mundo, dormir. 
Odeio insónias, odeio a sensação de não descansar. Mas uso-as como boa oportunidade, ponho a conversa em dia, em 9 da manhã estar à conversa. USEMOS BEM O PRIVAR DE SONO QUE O CÉREBRO NOS DÁ!





Ninguém sabe o amor que tenho ás horas que passo à conversa e pancada com a minha cama. Cura-me tudo. A doença, a depressão, dá-me alegria e amor. E a minha cama... Ai a minha cama, como eu gosto quando 'diz':
- 'Psssst! Larga o computador e vem cá falar comigo! Eu não te faço mal, juro...'; 

É, eu nutro sentimentos elevadíssimos por este objecto que nos proporciona descanso, e diga-se, não só.
Tenho pena quando durante semanas só falamos 3/4 horas por noite. É terrível, custa-me na alma.


Por isso vos digo...
Durmam bem, desfrutem bem.


E esperem, como diz alguém... Durmam confortáveis!

Beijarolas e sorrisos,
Morena

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Não ser e ser.

Não sou uma cabra indomável, nem uma romântica incurável; Mas comigo também não brincam, e também gosto de abraços. Também não sou arrogante, não tenho cara de mal disposta; sou simpática quando assim entendo. Há quem me diga um mistério, há quem me diga transparente como água. Não trato mal ninguém, mas sei maltratar. Odeio violência, mas em caso extremo sou a primeira a gritar.

(...)

Levas que tempos para me irritar. Mas cuidado quando o fizeres, eu não sou nada, mas eu sou tudo. E sou fodida quando quero.
Também não penses, não penses muito no que digo. Sou sarcástica, e ponho-te o cérebro num 8 com tanto trocadilho. Mas sou sincera, sou sensível a más palavras e acções, não é difícil que me atinjas; só não irás entender (logo). 

(...)

O que tem cara de sacana pode ser o mais fiel. O que em cara de ladrão será também o mais honesto. O que mais sorri pode ser o que menos confia. O mais trombudo pode ser o mais feliz. O mais arrogante pode ser o mais sensível. O mais isto, será o oposto. And so on, and so on.
Julgar alguém pela aparência pode ser tão feio. Partir de pressupostos pode dar tanta asneira.

 
Café, cigarro & Massive Attack



Como alguém diz...
Há uma linha que separa a minha vida

______________________________________________________________


Da tua opinião



Estás a anos luz.

Sou para ti, o que és para mim. Em cada acção que tiveres.


A desejar noites serenas a quem está desse lado, e a agradecer.

 X.o.x.o
Dorothy 

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Imensa informação




 E é assim, que com 20 anos me vejo - with no future.

Cada vez que olho, paro, penso e reflicto sobre a merda que vejo acontecer neste país até me arrepio, vêem-me memórias à cabeça, e suposições que já não aguento.
O Passinhos a.k.a Bunny Steps a.k.a. Passos Coelho e ainda (!) a.k.a Primeiro Ministro de Portugal, que me chama piegas, que me aconselha a virar costas ao meu país, que me pede mais e mais dinheiro e em cima disto,  exige que trabalhe até chegar a hora de bater a bota, que não me deu uma p*ta de uma ajuda quando o orçamento familiar de minha casa era de precisamente 0€, obrigando-me ainda a pagar 200 euros em livros que senão compra-se, reprovava o ano escolar (Isto, era eu ainda mais nova), e ainda me diz 'Temos que apertar o cinto!' - MAIS FODA-SE? Eu já nem cintura tenho!
Agora esperem, com este prisma querem que não os mande todos para o caralho?

Depois desviei o olhar do meu umbigo geracional, apontei-o para o fundo do escritório. Os meus olhos brilharam, porque brilham sempre que olho para aquela menina, a minha menina de olhos tão azuis como o céu neste dia de calor. A minha Rita ♥, a sobrinha/prima mais bonita, linda e maravilhosa que me podiam ter dado. Tem 3 anos. 3! E agora? Se eu acho que não me safo, e ela?


Conversas de Cigarro e Nespresso:

Mafalda: O Pedro disse-me que o melhor, é mesmo Alemanha. Dos 15 amigos de faculdade com quem manteve contacto, 11 estão emigrados e a viver bem. A Irina já foi, e ele não tarda leva a miúda também...
João: Não penses já em sair daqui, sem estudos, de mãos a abanar. Não aches que é fácil.
Mafalda: Eu sei que não, mas vejo esta família toda no estrangeiro daqui a uns anos, vejo...
João: Se a minha é a Geração À Rasca, a tua é o quê, Mafalda?
Mafalda: Super À Rasca Com Dose Extra? (Risos)
João (ri-se)
Mafalda: E a Rita? Geração Já Foste?

Concluo assim meus amigos, que não sei que vos diga mais. A fuga de cérebros e inteligência deste país está-se a tornar evidente, assim como a vontade de o fazer. Não há amor à pátria que resista.
Estudar e trabalhar dá cabo da alma de qualquer um, qualquer dia não tenho nem tempo para me coçar e respirar fundo, até porque já me estou a ver a pagar Taxa por Respiração e Taxa por Tempo de Lazer - que bem ou mal, já são pagas mesmo. (Risos).


X.o.x.o
Dorothy.
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Em tempos de crise...

Eu sou 'A Rapariga Que Roubava Livros'. Achei este livro numa biblioteca, e achei piada. Simplesmente porque antes de ler a capa, já o fazia. Não considero furto, considero dar melhor utilização ás páginas que ali estão, do que deixa-las ali ficar sem que ninguém as aprecie.




Desculpem se o meu gosto por ler não acompanha a minha carteira. Sair à noite sai mais barato, mas mesmo assim, não consigo abdicar.

Nádia diz: Cada uma de nós tem uma pancada; Para todos os gostos, de arrumar coisas, a gritar, até a roubar livros...


Beijinhos,
She versus Say
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Esta semana no Shiuuuu saiu este segredo, que tem gerado uma controvérsia gigante entre os comentadores. Entre 'casamentos arranjados', a 'porquês', a 'tu é que sabes', a 'má escolha' pode-se ler de tudo.
Agora pergunto eu... A valorização da virgindade deve ser tão alta ou tão baixa assim? 

Cada um sabe de si, só vos digo isto...

E mais, as melhores cenas da vida:
Comer, dormir, f*der. Não? (Risos)


Beijos,
Jane.


Post Scriptum: Já estavam a precisar de testamentos para ler...