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domingo, 29 de setembro de 2013

Questões

Escrever, ler, ser, sentir, estar, ouvir, optimizar, querer, gostar, trabalhar, viajar, conhecer, alcançar (...) muito. Sempre me disseram que muito, seja do que for, faz mal. Mas até que ponto alguém define esta quantia de muito? Quanto precisas de *inserir verbos acima escritos* até ser muito? - dúvida para sempre pendente.
Outro assunto - o que é muito e com isto, o que será o sempre? Como é que sabes que é sempre? Que estatística te prova essa eternidade? Não tens certeza de nada. Olha outra curiosa: o que é nada, se nada mesmo assim é alguma coisa.

X.o.x.o,
Dorothy

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Pensamento positivo

Temo pelo tempo que passe, pelo tempo que já passou. Temo pelo tempo que está a passar - tempo que de forma apressada e por vezes egoísta, não pára de correr.
Então o tempo torna-se nisto; uma metáfora à minha vida, e aos meus sentimentos em simultâneo. 

Acordo, e olho o tempo. O tempo, as horas que desde que adormeci passaram. São algumas - deixei-me dormir, sinto-me agora desvairada com a falta de interesse que estas tantas horas têm. Então o tempo hoje funciona assim. Acordei, enfiei-me na banheira com esperança de lavar esta dormência e anestesia. "É só um bocadinho" - pensei eu - "sai com o banho". 
Mas, esta dormência teimou em não passar. Cá dentro, joga uma melancolia interminável de quem sabe que fora de mim, as coisas não se encontram bem. Estou temerosa, ansiosa.

E pelos meus, pelos teus, e pelos nossos. Ergui a cabeça, levantei-me pouco a pouco e pensei que "no final, fica sempre tudo bem".

Kisu,
Eme's.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Vozes interiores

Conflito interno e pessoal entre personalidades:

- Estarás pronta?
- Hum?
- Responde-me. Estarás tu pronta?
- Pronta para?
- Pronta para seguir em frente; para mudar, lutar e seguir em frente. Para mudar o Mundo. Sim, tu aí - nós aqui. Estaremos todas nós, prontas?

Não vou parar de lutar, baixar os braços, recolher as armas ou desistir. Não me vou render, e acima disso, ainda vou ganhar. Vou travar batalhas e guerras abertas; vou por mim, por ti e por eles; vou pelos que já foram, pelos que ficaram, e pelos que ainda vão. Se por pânico, medo, aflição, teimosia, feitio ou destino ainda não sei, mas vou.


(Estou em Lisboa, são 15:18. Está vento e frio, a música balança-se dentro de quem sou. Lá longe, no entroncamento, reflecte-se e mostra-se o sol ora escondido por prédios, ora escondido por nuvens. Resta-me mais nada que não esperança - um laivo mínimo de força.)


- Vamos mudar o Mundo?
Vamos mudar o Mundo - nós, os apaixonados que gostam de aventuras, falam com o olhar e têm todos os sonhos do Mundo. Não paramos nem quebramos, por uma liberdade de pensamentos que os unifica. Cada um no seu canto, no seu pequeno canto do mundo.

- E o amor? 
«No amor e na guerra vale tudo». O amor cá continua presente e ausente, em todas as formas, feitios e sabores. Amor é aquilo que todos temos, seja ele uma paixão arrebatadora ou simplesmente um amor discreto; mas amor todos temos.

- E eles?
Eles assistem, eles agradecem e sorriem. Eles ajudam-nos quando chega a hora de lamber feridas e parar por um milésimo de segundo. Os amigos, fiquem eles ou vão - os amigos agradecem - acima de tudo, nunca se esquecem.

- Então é por eles?
Repito que é por mim, por ti, por eles, por quem fica, quem vai, quem foi. É por nós.

- Mas nós quem?
Nós. Só nós. Todos nós.





Beijinhos,
Mafalda

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Balanço(-te), 2012

Não fujo à regra, deixo aqui o balanço do que foi para mim um ano, 12 meses, 52 semanas ou 365 dias sempre diferentes.

É um ano de mudança, é verdade. De Janeiro a Dezembro toda eu mudei, toda a minha vida mudou, todos os meus planos mudaram de rumo e direcção. Tenho datas a apontar, nomes a deixar escritos e memórias para transcrever, antes que se apaguem.

É, chegou o fim do ano. 365 dias acabaram por passar - mais ou menos monótonos, mais ou menos preenchidos, cheios de objectivos cumpridos, de sonhos a concretizar. Foi disso que se tratou mais um ano. Sempre mais um ano.

Foram lições, com todas com uma história a contar, todas com o mínimo de profundidade e muitas - sim, muitas - desprovidas de sentido. Há questões pelas quais não consigo falar, apenas saber que sim, que as vivi de forma múltipla e intensa como sempre.

Entrei na faculdade, arranjei emprego, saí de casa, apaixonei-me, encontrei mil pessoas novas, descobri assim mil saberes novos e distintos uns dos outros. Fundei um blog, interrompi longas amizades, priorizei-me mais, afastei-me mais, contei de mim, dei de mim, recolhi saberes e lutei muito muito mais, aproximei-me, fiz as pazes, tornei-me mais irmã, saí à rua e protestei. Hoje são 31 de Dezembro de 2012, o comboio anda debaixo de uma chuva que deixa qualquer um nostálgico - ao lado vejo o mar que bate em rochas estáticas já gastas pelo tempo. Circulamos todos, e penso que todos circulamos numa forma diferente do dia de ontem - imagine-se a diferença então, de há um ano atrás.

Eu resumo-me em diferenças, tantas que sou quase oposta, só não mudei a maneira de pensar. Escrevo hoje quase como em tese, o quanto as coisas podem e de facto mudam no que dizem ser UM ano de vida. Mais um ano de vida.
Caí desarmada, levantei-me sem forças tantas mais vezes do que imaginei. Lutei contra correctos e incorrectos - lutei por mim, por todos, e acima de tudo, pelos meus. Já não sei que diga, que faça, escreva. Não criarei expectativas - eu positiva - e deixarei então os balanços para as aulas de Contabilidade.


Liliana - Assinei contigo um pacto de lealdade que com mais ninguém conseguiria assinar. Significas hoje o que nunca pensámos existir. Lado a lado, sempre.

Mãe - Mãe é mãe, que posso eu dizer? Obrigada, por seres simplesmente isso... Mãe.

João - Foi em 2012 que nos sentamos e abrimos almas, suspiramos e choramos que nem uns perdidos pelo caminho. Descobri em ti um amigo, mais que um irmão mais velho.

Pai - Nunca escrevi aqui nada sobre ti. Tiras-me o ar e as palavras a cada manhã mal disposto e carrancudo. Mas tão tu, tão meu herói. Tão Pai.

Ná - Só te digo que vou ter saudades tuas, que me deixaste muitas vezes sem palavras. Nunca me vou esquecer. Minha preta!

APB - Ainda não tens histórias nem marcas neste segredo de espaço. Mas obrigada por teres aparecido, por toda a terapia intensiva de quem diz 'Sim, eu percebo essas tuas crises adolescentes'.

C. - Irritas-me, quando queres. Ainda assim piolha... Amo você.

Ana Rita - Agora que já falas alemão, que já cresceste mais dois centímetros, que chegas a Portugal e só queres o colo da tia. Agora a tia apanha a Rita!

Rodrigo - Deixas saudades, como sempre.

Diogo - Conquistaste de mim o que era impossível; és tão eu em tanta coisa. 'Se eu te pudesse dizer. O que nunca te direi. Tu terias que entender. Aquilo que nem eu sei.'

Daniela - Reservo um 2013 cheio de ti, histórias nossas, gargalhadas imensas. Aposto que quando balançar 2013, será com muito de uma amizade tua. Obrigada.


Balanço(-te) 2012. 2013, por favor, sê BRUTAL.

Excelente ano a todos :)


Beijo beijo beijo,
Mafalda