Não fujo à regra, deixo aqui o balanço do que foi para mim um ano, 12 meses, 52 semanas ou 365 dias sempre diferentes.
É
um ano de mudança, é verdade. De Janeiro a Dezembro toda eu mudei, toda
a minha vida mudou, todos os meus planos mudaram de rumo e direcção.
Tenho datas a apontar, nomes a deixar escritos e memórias para
transcrever, antes que se apaguem.
É, chegou o fim do ano. 365
dias acabaram por passar - mais ou menos monótonos, mais ou menos
preenchidos, cheios de objectivos cumpridos, de sonhos a concretizar.
Foi disso que se tratou mais um ano. Sempre mais um ano.
Foram
lições, com todas com uma história a contar, todas com o mínimo de
profundidade e muitas - sim, muitas - desprovidas de sentido. Há
questões pelas quais não consigo falar, apenas saber que sim, que as
vivi de forma múltipla e intensa como sempre.
Entrei na faculdade,
arranjei emprego,
saí de casa,
apaixonei-me,
encontrei mil pessoas novas, descobri assim mil saberes novos e distintos uns dos outros.
Fundei um blog,
interrompi longas amizades, priorizei-me mais, afastei-me mais,
contei de mim,
dei de mim,
recolhi saberes e
lutei muito muito mais, aproximei-me, fiz as pazes, tornei-me mais irmã,
saí à rua e protestei.
Hoje são 31 de Dezembro de 2012, o comboio anda debaixo de uma chuva
que deixa qualquer um nostálgico - ao lado vejo o mar que bate em rochas
estáticas já gastas pelo tempo. Circulamos todos, e penso que todos
circulamos numa forma diferente do dia de ontem - imagine-se a diferença
então, de há um ano atrás.
Eu resumo-me em diferenças, tantas
que sou quase oposta, só não mudei a maneira de pensar. Escrevo hoje quase como em tese, o quanto as
coisas podem e de facto mudam no que dizem ser UM ano de vida. Mais um ano de
vida.
Caí desarmada, levantei-me sem forças tantas mais vezes do que
imaginei. Lutei contra correctos e incorrectos - lutei por mim, por
todos, e acima de tudo, pelos meus. Já não sei que
diga, que faça, escreva. Não criarei expectativas - eu positiva - e
deixarei então os balanços para as aulas de Contabilidade.
Liliana
- Assinei contigo um pacto de lealdade que com mais ninguém conseguiria
assinar. Significas hoje o que nunca pensámos existir. Lado a lado,
sempre.
Mãe - Mãe é mãe, que posso eu dizer? Obrigada, por seres simplesmente isso... Mãe.
João
- Foi em 2012 que nos sentamos e abrimos almas, suspiramos e choramos
que nem uns perdidos pelo caminho. Descobri em ti um amigo, mais que um
irmão mais velho.
Pai - Nunca escrevi aqui nada sobre ti.
Tiras-me o ar e as palavras a cada manhã mal disposto e carrancudo. Mas
tão tu, tão meu herói. Tão Pai.
Ná - Só te digo que vou ter saudades tuas, que me deixaste muitas vezes sem palavras. Nunca me vou esquecer. Minha preta!
APB
- Ainda não tens histórias nem marcas neste segredo de espaço. Mas obrigada por
teres aparecido, por toda a terapia intensiva de quem diz 'Sim, eu
percebo essas tuas crises adolescentes'.
C. - Irritas-me, quando queres. Ainda assim piolha... Amo você.
Ana Rita
- Agora que já falas alemão, que já cresceste mais dois centímetros,
que chegas a Portugal e só queres o colo da tia. Agora a tia apanha a
Rita!
Rodrigo - Deixas saudades, como sempre.
Diogo - Conquistaste de mim o que era impossível; és tão eu em tanta coisa. '
Se eu te pudesse dizer. O que nunca te direi. Tu terias que entender. Aquilo que nem eu sei.'
Daniela
- Reservo um 2013 cheio de ti, histórias nossas, gargalhadas imensas.
Aposto que quando balançar 2013, será com muito de uma amizade tua.
Obrigada.
Balanço(-te) 2012. 2013, por favor, sê BRUTAL.