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sábado, 21 de dezembro de 2013

Parabéns, Diogo

00:33 de um dia longe do teu, 2013
Escrevo-te hoje para o dia dos teus 26, e publicarei este texto nessa data para ti especial. Ainda falta tempo, muito tempo para ser o 21º dia de Dezembro - e nunca saberás que dia é hoje, este dia em que deito os dedos às teclas e volto a pensar em ti. Hoje ainda não chove, não faz um frio medonho e ainda não congelo o nariz quando saio à rua. Ainda falta tempo, muito tempo. São 00:33 de um dia longe do teu, e o meu cérebro parou em ti.
Sei que até à tua data, nada mais te direi. O que nos separa hoje é um sempre de tempo que nunca voltará atrás. E por isso escrevo-te hoje, num dia em que o que sinto por ti ainda faz parte do que me aquece alma. Esta coisa vai desaparecendo, e sinto o fervor desvanecer devagar. Por isso escrevo hoje, enquanto ainda me provocas palpitações cerebrais, e as letras serão lidas com esta intensidade que ainda tenho por ti.

São idiotas estas coisas que sinto, sabes Diogo? Estás longe física e psicologicamente de mim. Estás ausente do que fomos nós há mais tempo do que gostaria. E mesmo assim, repito que são 00:33 de um dia longe do teu, e o meu cérebro parou em ti.
Deitei as últimas lágrimas a pensar em ti há muito tempo. Cumpri, religiosamente, o 5 estágios de dor existentes: negação, raiva, negociação, depressão, aceitação.
Por isso hoje,  escrevo para te dar os parabéns, para que possa existir um motivo para te dizer tudo isto. 
São idiotas estas coisas que sinto, Diogo. Escrevo-te hoje, à celebração de 1 ano de ti presente em mim, para te desejar daqui a muito tempo, parabéns pelos 26 anos de vida deste Diogo por quem um dia me apaixonei. Escrevi-te hoje, Diogo, porque hoje tenho medo que te esqueças de mim.



00:33 de 21 de Dezembro, 2013

Fazem hoje 365 dias que acordei ao teu lado numa manhã de sol em Lisboa a meio de um Inverno rigoroso. Era o teu aniversário. 25 anos, 1/4 de século por ti vivido. Há esta quantidade de tempo, 365 dias, ainda gostava de ti, ainda me aquecias a alma com saudades. Dissemos bom dia e parabéns. Lembro-me de termos almoçado fora, bebido imperiais ao por do sol, de termos saído à noite como era hábito. Lembro-me de 24 horas depois, ter acordado de novo a teu lado, dissemos bom dia sem parabéns, beijei-te mais uma vez como se fosse a última vez, como fazia sempre. Foi o último beijo que em 2012 te dei.
Estupidez, Diogo. Não sei porque nos recordo disto agora. Mas lembrei-me dos tempos em que sorri ao teu lado. Hoje, longe física e psicologicamente, dou-te um beijo de parabéns recuperado desta coisa que nutri por ti. Parabéns, Diogo.

Beijo,
Mafalda

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Dia da Mãe



São 21 anos de estatutos. Um dos muitos que há 21 anos adquiri, foi o estatuto de tua filha, e em 21 anos de tua filha, segue aqui o 21º Feliz Dia da Mãe que te desejo. Porque tenho de facto o que se chama uma grande Mãe que merece ser honrada todos os dias, não só no dia da Mãe. Uma Mãe assim, com 'M' maiúsculo que faça perceber a grandeza de quem és, do ser humano que és e de quão humana me ensinaste a ser. Neste primeiro domingo de Maio de 2013, só estou aqui para dizer que 'Obrigada Mãe, por seres tu a mãe da minha vida'. Seja o tempo tanto tempo para que nunca saias daqui ♥

Beijo, beijo, beijo
Mafalda

sábado, 27 de abril de 2013

Mudanças

Hoje despeço-me de ti. Hoje despeço-me de ti e levo de nós memórias de onde passei mais uma jornada. Hoje digo adeus à casa que me recebeu quando me despedi das Caldas da Rainha, digo ainda adeus à vista para o mar para dizer olá à vista para a Serra de Sintra. Digo adeus à janela da sala em frente à qual tanto escrevi. Hoje mudamos de casa e eu torci os dois pés mas não vai custar nada. Hoje transportamos móveis, roupa, mais de muitos livros, tralha de anos e eu com um torcicolo mas há-de correr bem. Hoje levamos recordações e datas. Hoje despeço-me da casa que me faz de refúgio quando saio da loucura lisboeta e urbana em que vivo. Hoje despeço-me destas paredes, da minha parede verde-lima, das divisões e ruas com muito amor e estima: Mas hoje levo assim o meu lar para outro sítio, porque lar é onde esta essência de família vive. Por isso até sempre, meu canto com vista para o mar


Beijarolas e sorrisos,
Morena

quarta-feira, 10 de abril de 2013

1 ano

Porque hoje fazemos 1 ano. 1 ano de Personalidade Múltipla.

Comecei o Personalidade Múltipla numa perspectiva de vida muito diferente da que hoje carrego. Estou este 1 ano mais velha, 1 ano mais sábia, 1 ano mais eu, 1 ano mais parva, 1 ano mais desanuviada e 1 ano mais feliz. Comecei este espaço a pensar no que poderia descarregar sem sofrer consequências ou críticas destrutivas, e deixar simplesmente que as teclas, os neurónios, a verdade e a vontade me regessem ao gerir este meu investimento de tempo. Comecei-o também para quando for muitos anos mais velha, me lembrar de todos os pequenos detalhes; poder observar evolução; poder recordar quem há dois dias atrás à data de hoje, eu era - porque não me quero esquecer de um único passo que tenha dado, tenha sido ele para avanço ou para recuo.

Peguei em todos os fragmentos do meu "eu" e iniciei uma jornada. A de me deixar ler, deixar descobrir, deixar transcrever. Deixar acima de tudo conhecer, e isto, sem uma cara ou um corpo associado. Dei acesso a este canto a muito pouca gente que me conhece pessoalmente - é um espelho da alma que poucos conseguem conhecer.

Aquando de uma conversa com a C., disse-lhe que precisava de uma  distracção, de algo que me elevasse o espírito e a mente a um  sítio diferente. Pouco depois, falávamos da distinção de personalidades. Foi ela, a minha C. que me disse que perante  um  tema diferente, vê uma Mafalda diferente. Foi um passo, e atribuí as alcunhas que os vários ciclos de seres-humanos me davam, a personalidades distintas e focadas. Nasceu assim este conceito, o meu conceito de Personalidade Múltipla.

«Personalidade Múltipla: A personalidade múltipla pertence ao campo de estudo dos problemas da dissociação da consciência. Explica-se como sendo uma patologia da personalidade que se encontra fragmentada em duas ou mais personalidades, que são distintas e que possuem controlo total do comportamento do sujeito.»


Somos então, apenas uma, mas somos então,  nós as seis.

Eme's - Liberalismo incondicional. Sou a fase em que medito em frente ao mar; um passado um quanto agressivo; algo psicótica. Nasci das festas de trance em que este corpo dançou, e da meditação que a mãe do mesmo corpo ensinou. Parti também dos conhecimentos de um mundo à parte, o mundo de uma economia paralela. Gosto de pés descalços em terra batida; de fogueiras com amigos.

 

Dorothy - Todos os temas de conversa e debate. Assídua de cafés; a amiga dos gays; defensora de tudo o que a maioria acha errado; adora política. O amor à metrópole onde vivo é muito acentuado. Iniciei uma jornada também derivada da minha família, e das injecções diárias de intelectualismos que absorvi.



She versus Say - Representação da intelectualidade. Rato de biblioteca; atenta ás questões sobre a alma; romantismo. Interpreto um gostar diferente por cada pessoa que vou conhecendo. Leio muito, gosto muito de ler. Transporto-me a outros lugares ali mesmo.




Jane - Sexualidade e zero tabus; despida de complexos e medos; tem o lema de experimentar de tudo antes de morrer. Um caminho diferente, um lado que aos poucos fui descobrindo. Falo sobre tudo, rio muito de muitas opiniões. Estou sempre lá e ninguém me vê.



Morena - A gaja mais gaja; a que adora roupa, acessórios e meniníces; construtora da lista de 100 coisas para fazer antes de morrer. A Liliana é responsável por mim, e por me revelar. Faço e digo, sou a futilidade que as restantes personalidades tentam evitar. Vaidosa.






Rose - O mau humor revelado. Perde coerência; respondona e mal encarada; adepta do foda-se e derivados. Estou pouco presente, é raro ganhar espaço e tempo de antena. Quando chego, é porque nenhuma das outras 6 versões deu a volta à questão. Ou isso, ou porque dormi pouco.


Parabéns ao Personalidade Múltipla, ao ano de Personalidade Múltipla, aos seguidores do Personalidade Múltipla e às 6000 visitas do Personalidade Múltipla. Venham muitos mais deles, de todos eles.


Beijo beijo beijo,
Mafalda.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Mumford & Sons - Sister



There's a chip on your shoulder, girl
And by God it'll make you fall
If you let it take a part of your soul

I see the love in your brother's eyes
And the love in your mother's cries
Sister don't test the ones you love

Sister don't let go
Sister don't let go of us
[x2]

Cause your roots will rot away
And your fruit, it wont grow
Your bark will wear thin, body hollow

I see the love in your brother's eyes
And the love in your mother's cries
Sister don't test the ones you love

Sister don't let go
Sister don't let go of us
[x4]


Don't test the ones you love
It'll only tear us down
If you want to feel alive
Then learn to love your ground
[x2]

Love your ground

Sister don't let go
Sister don't let go of us
[x4]
E da Liliana para mim.
Beijarolas e sorrisos,
Morena

terça-feira, 19 de março de 2013

Porque hoje é dia do Pai

E ao meu Pai eu devo tudo o que tenho, e tudo o que devagarinho conquistei na vida. E porque hoje é dia do Pai, e o meu Pai pode e deve ter o rótulo de Melhor Pai do Mundo - pelo que sacrificou, abdicou e realizou pela vida dos dois filhos que teve e criou.

Porque eu tenho um Pai maravilhoso, com o maior mau-feitio, o mais rabugento com o humor mais negro que alguma vez conheci; porque me ensinou a andar de bicicleta sem rodinhas; porque me incutiu o bichinho de ler; porque me segurou quando eu ia jurar que estava perto da queda; porque nunca me largou da asa e eu sou verdadeiramente uma "menina do Papá"; porque me dá a sensação de que mesmo longe ele estará sempre perto; porque sou filha daquele homem, fluente em política e economia, com uma garra que em 21 anos só testemunhei nele; porque ele faz o melhor papel de Pai e vai sempre em socorro da Mafarrica, da Pimpolha, da Piolha, da Menina. 

Porque para o meu Pai nunca cresci, e vejo nele surpresa sempre que revelo um pouco mais de maturidade e crescimento; porque para ele, eu ainda sou a menina a quem ele construiu um baloiço no quintal; para quem ele pendurou o candeeiro mais giro do universo. Para ele eu ainda uso totós cor-de-rosa e roupinhas da Benetton; ainda sou indefesa e corro todos os riscos do Mundo. Para ele, eu ainda sou a trapalhona de 5 anos que tropeça nos próprios pés e que ele leva todas as noites da cama dos pais para a dela ao colo, aconchegando-lhe os lençóis e dando um beijinho de boa noite.

Porque sempre quis fazer do meu Pai, um Pai muito orgulhoso da filha que tem. E porque o meu Pai não é um gajo sentimental nem afectuoso, mas porque por acções eu sei que tenho o melhor Pai que podia ter. Porque um homem chora e sofre quando a filha está mal, e ri e congratula quando ela tem sucesso. E para isso, ele nunca precisou de muitas palavras, apenas de olhares. Porque sei que de Pai para Filha e de Filha para Pai, existe um amor incondicional.


Porque foi ele que me ensinou a arte da defesa por palavras e inteligência; foi com ele que aprendi a usar sarcasmo e ironia de uma forma subtil; foi ele que despertou em mim mil curiosidades e gostos assim como depositou toneladas de conhecimentos. Porque ele é um poço de sabedoria que não termina e me ensinou tanto sobre tudo um pouco.

Porque o que mais quero é que o meu Pai chegue a velho e diga que se orgulha de mim, que cumpri as expectativas que ele tinha para mim - acima de tudo, eu quero que ele se orgulho da felicidade que tenho por ser quem sou. Porque quero que daqui a muitos anos o meu Pai eduque também os meus filhos e lhes transmita a mensagem que ainda hoje me transmite. Porque ele é um homem de força, garra, inteligência e perseverança.

Porque há muitos anos que não o digo, mas tenho esperança que ele saiba o quanto eu gosto dele. E por tudo e nada, poderia estar horas a descrever quem é o meu Pai. Mas não irei, porque há coisas que só eu poderei ficar a saber.

Porque tenho o Melhor Pai do Mundo, e hoje o dia é dele. Por isso, feliz dia do Pai ao melhor Pai do meu Mundo.

Com três anos, enquanto eu chorava no quarto à noite o meu Pai levanta-se e vai ver de mim. Pega-me ao colo e:
Pai - Senão te calas mando-te pela janela!
Mafalda - Lá para fora não que está escuro!

Beijo beijo beijo,
Mafalda

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Vozes interiores

Conflito interno e pessoal entre personalidades:

- Estarás pronta?
- Hum?
- Responde-me. Estarás tu pronta?
- Pronta para?
- Pronta para seguir em frente; para mudar, lutar e seguir em frente. Para mudar o Mundo. Sim, tu aí - nós aqui. Estaremos todas nós, prontas?

Não vou parar de lutar, baixar os braços, recolher as armas ou desistir. Não me vou render, e acima disso, ainda vou ganhar. Vou travar batalhas e guerras abertas; vou por mim, por ti e por eles; vou pelos que já foram, pelos que ficaram, e pelos que ainda vão. Se por pânico, medo, aflição, teimosia, feitio ou destino ainda não sei, mas vou.


(Estou em Lisboa, são 15:18. Está vento e frio, a música balança-se dentro de quem sou. Lá longe, no entroncamento, reflecte-se e mostra-se o sol ora escondido por prédios, ora escondido por nuvens. Resta-me mais nada que não esperança - um laivo mínimo de força.)


- Vamos mudar o Mundo?
Vamos mudar o Mundo - nós, os apaixonados que gostam de aventuras, falam com o olhar e têm todos os sonhos do Mundo. Não paramos nem quebramos, por uma liberdade de pensamentos que os unifica. Cada um no seu canto, no seu pequeno canto do mundo.

- E o amor? 
«No amor e na guerra vale tudo». O amor cá continua presente e ausente, em todas as formas, feitios e sabores. Amor é aquilo que todos temos, seja ele uma paixão arrebatadora ou simplesmente um amor discreto; mas amor todos temos.

- E eles?
Eles assistem, eles agradecem e sorriem. Eles ajudam-nos quando chega a hora de lamber feridas e parar por um milésimo de segundo. Os amigos, fiquem eles ou vão - os amigos agradecem - acima de tudo, nunca se esquecem.

- Então é por eles?
Repito que é por mim, por ti, por eles, por quem fica, quem vai, quem foi. É por nós.

- Mas nós quem?
Nós. Só nós. Todos nós.





Beijinhos,
Mafalda

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Aos meus 21

Parabéns aos meus 21.

Porque aos meus 21 quero. O quê, não sei bem; mas sei que quero.
Porque aos meus 21 vou. Onde, não sei bem; mas sei que vou.
Porque aos meus 21 sinto. O que sinto, como sinto, não sei bem; mas sei que sinto.
Porque aos meus 21 agradeço. E desta vez sei o que agradecer e a quem agradecer.
Porque aos meus 21 rodeio-me de pessoas que me significam algo, que me ajudam a ultrapassar as batalhas que me têm sido postas pela frente.
Porque aos meus 21?


Parabéns aos meus 21. Parabéns à mãe e ao pai dos meus 21. Parabéns aos teus 21 também.

Beijo,
Mafalda.

sábado, 26 de janeiro de 2013

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

13

Tenho certas superstições; por entre números, crenças e mitos, há coisas que sigo religiosamente desde pequena só porque sim.

Nasci a 13, assim como o meu pai.

Por isso...

Beijarolas e sorrisos,
Morena

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Balanço(-te), 2012

Não fujo à regra, deixo aqui o balanço do que foi para mim um ano, 12 meses, 52 semanas ou 365 dias sempre diferentes.

É um ano de mudança, é verdade. De Janeiro a Dezembro toda eu mudei, toda a minha vida mudou, todos os meus planos mudaram de rumo e direcção. Tenho datas a apontar, nomes a deixar escritos e memórias para transcrever, antes que se apaguem.

É, chegou o fim do ano. 365 dias acabaram por passar - mais ou menos monótonos, mais ou menos preenchidos, cheios de objectivos cumpridos, de sonhos a concretizar. Foi disso que se tratou mais um ano. Sempre mais um ano.

Foram lições, com todas com uma história a contar, todas com o mínimo de profundidade e muitas - sim, muitas - desprovidas de sentido. Há questões pelas quais não consigo falar, apenas saber que sim, que as vivi de forma múltipla e intensa como sempre.

Entrei na faculdade, arranjei emprego, saí de casa, apaixonei-me, encontrei mil pessoas novas, descobri assim mil saberes novos e distintos uns dos outros. Fundei um blog, interrompi longas amizades, priorizei-me mais, afastei-me mais, contei de mim, dei de mim, recolhi saberes e lutei muito muito mais, aproximei-me, fiz as pazes, tornei-me mais irmã, saí à rua e protestei. Hoje são 31 de Dezembro de 2012, o comboio anda debaixo de uma chuva que deixa qualquer um nostálgico - ao lado vejo o mar que bate em rochas estáticas já gastas pelo tempo. Circulamos todos, e penso que todos circulamos numa forma diferente do dia de ontem - imagine-se a diferença então, de há um ano atrás.

Eu resumo-me em diferenças, tantas que sou quase oposta, só não mudei a maneira de pensar. Escrevo hoje quase como em tese, o quanto as coisas podem e de facto mudam no que dizem ser UM ano de vida. Mais um ano de vida.
Caí desarmada, levantei-me sem forças tantas mais vezes do que imaginei. Lutei contra correctos e incorrectos - lutei por mim, por todos, e acima de tudo, pelos meus. Já não sei que diga, que faça, escreva. Não criarei expectativas - eu positiva - e deixarei então os balanços para as aulas de Contabilidade.


Liliana - Assinei contigo um pacto de lealdade que com mais ninguém conseguiria assinar. Significas hoje o que nunca pensámos existir. Lado a lado, sempre.

Mãe - Mãe é mãe, que posso eu dizer? Obrigada, por seres simplesmente isso... Mãe.

João - Foi em 2012 que nos sentamos e abrimos almas, suspiramos e choramos que nem uns perdidos pelo caminho. Descobri em ti um amigo, mais que um irmão mais velho.

Pai - Nunca escrevi aqui nada sobre ti. Tiras-me o ar e as palavras a cada manhã mal disposto e carrancudo. Mas tão tu, tão meu herói. Tão Pai.

Ná - Só te digo que vou ter saudades tuas, que me deixaste muitas vezes sem palavras. Nunca me vou esquecer. Minha preta!

APB - Ainda não tens histórias nem marcas neste segredo de espaço. Mas obrigada por teres aparecido, por toda a terapia intensiva de quem diz 'Sim, eu percebo essas tuas crises adolescentes'.

C. - Irritas-me, quando queres. Ainda assim piolha... Amo você.

Ana Rita - Agora que já falas alemão, que já cresceste mais dois centímetros, que chegas a Portugal e só queres o colo da tia. Agora a tia apanha a Rita!

Rodrigo - Deixas saudades, como sempre.

Diogo - Conquistaste de mim o que era impossível; és tão eu em tanta coisa. 'Se eu te pudesse dizer. O que nunca te direi. Tu terias que entender. Aquilo que nem eu sei.'

Daniela - Reservo um 2013 cheio de ti, histórias nossas, gargalhadas imensas. Aposto que quando balançar 2013, será com muito de uma amizade tua. Obrigada.


Balanço(-te) 2012. 2013, por favor, sê BRUTAL.

Excelente ano a todos :)


Beijo beijo beijo,
Mafalda

domingo, 25 de novembro de 2012

CDR - #Day 2

A sensação continua a mesma - continua a ser estranho, novo, velho, engraçado, constrangedor, lembranças, passado.
Saí de casa hoje, eram 15:45. Os calções vermelhos, collants pretos e camisola preta fazem agora parelha com o batom vermelho - nesta terra quase que uma espécie de crime contra a humanidade. Sinto-me observada, sei que por estas ruas sou hoje de novo estranha ao serviço. Tenho café marcado às 16 com o P., um poeta que me acompanha fazem anos e anos. Esta, é das poucas almas que ainda valida tanto as minhas vindas a esta cidade, como a minha própria existência. Desenrolei com ele horas de conversa, actualizei uma vida, duas vidas em que ambos tínhamos ficado congelados. Algures há 3 anos que nos regíamos pelo básico da comunicação - mas aquele abraço, será sempre o abraço de quem assistiu de uma maneira ou de outra a todas as mudanças que sofri, a todas as batalhas que travei. Tinha saudades, tantas saudades.

São 18 horas, o meu telemóvel toca inoportunamente a meio de um dos milhares virares de histórias para contar. Este contacto, regeu-se por uma comunicação:

'Almoço de família paterna convocado porque a Mafalda está cá. Amanhã às 12:30, em casa da avó, aquela em que todos crescemos'.

Desci à terra, e com isto tive quase uma 'out of body experience'. Não sei sinceramente como lhes reagir, como reagir à falsidade de que todos padecem. Aquela, é a família que me virou costas quando não tive dinheiro para comer, é a família que humilhou os meus heróis - também conhecidos como meus pais - até onde não podiam mais. Então amanhã só lhes vou lá ensinar uma coisa: não se vira as costas a um irmão. Esta lição vai chegar da mais simples forma; sob a forma de sucesso. And I win.

Amanhã espeto aqui com o resultado do confronto pacífico que vou enfrentar. Wish me luck!


Beijarolas e sorrisos,
Morena

sábado, 24 de novembro de 2012

CDR - #Day 1

Cheguei a casa; a terra, aquela onde nasci e cresci, aquela em que fui bebé, criança, menina, mulher. Cheguei - olá, Caldas da Rainha.
 
O expresso entra pela mesma rua por onde saí, há 5 anos; levava uma dor no estômago e um vazio na alma - com medo, tanto medo. Entra pela mesma última rua, a rua que de repente e sem aviso, há 5 anos me viu chorar.
Lembro-me de quando saí daqui com rumo à Capital. Lembro-me do medo, da ânsia e da expectativa que tinha; lembro-me de me ter recordado de todos os 15 anos que ali, naquela cidade, eu tinha passado. Lembro-me como se fosse ontem, de ter passado naquela última rua por onde hoje entrei.
 
Estive longe, e mais que isso, muito ausente - em 5 anos, contam-se pelos dedos o número de vezes em que vim 'a casa', o número de vezes que aqui estive. Faziam 3 anos que não punha aqui os pés. Tanto tempo, há tanto tempo, Caldas.
 
'Sentir Caldas'
 
 
Hoje sou Lisboeta, moura na minha melhor e pior essência. Hoje pertenço a todo o lado, menos aqui, ainda assim, eu sou daqui. E hoje percebi, que é verdade que aqui cresci, e que daqui tenho marcas.
Hoje saí daquele autocarro, peguei na mala e rumei ao mesmo café de sempre para visitar aquelas minhas pessoas. Hoje, ao passar uma e outra estrada, percebi - eu ainda sou daqui.
Hoje, ao ouvir aquelas pessoas senti um arrepio, ao abraçar aquela pessoa, n'aquele local percebi - eu ainda sou daqui. Ouvi aquele sotaque, falei com o sotaque que me convenci que não tinha, mas que de facto, tenho. Hoje, voltei a falar a cantar como qualquer bom 'Águas-mornas' que se preze, arrastei as vogais e comi metade das palavras. Hoje percebi que parte de mim, ainda está aqui. E tudo pode mudar, a cidade pode crescer; mas hoje, em cada lugar que passo eu sei - eu tenho recordações exactamente aqui. Por isso, hoje percebi - eu ainda sou daqui.
 
 
Mãe: Como te sentes?
Mafalda: Caldense.
 
 
Beijarolas e Sorrisos,
Morena

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Para a mãe #2

Parabéns mãe. Fazes de mim quem sou, trazes em mim o melhor que tenho, dás-me a mim toda a força que preciso, és tu, simplesmente, mãe.

Parabéns, pelos 56 anos de vida. Pelos 56 anos de vitória constante. Pelos 56 anos de existência. Fazes do Mundo um sítio melhor, e eu folgo em saber que esta mulher, é a mulher a quem eu chamo Mãe.

Tens a melhor mão, o melhor colo, a melhor presença, o melhor conselho. Reúnes em ti tudo de bom, tudo o que um dia espero reunir. Fica comigo, para sempre? 

Mãe ♥

Beijo,
Mafalda  

sábado, 20 de outubro de 2012

We do

Se adivinhassem o que vou a pensar quando me olham caladinha e quieta.

Beijarolas e sorrisos,
Morena

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Bimby

Queridos, comprámos uma Bimby cá para casa! Resumindo, só se fala de Bimby! Bimby bimby bimby bimby bimby desde ontem.

Queridos, vou engordar os 3 kg de volta!

Beijarolas e sorrisos,
Morena.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Ana Rita #2


«Anda comigo ver os aviões» tornou-se bastante irritante. Mas foi o que ouvi: 'Tia, anda ver os aviões!' mal chegamos ao aeroporto de Lisboa, último destino por agora. Então foi assim que te disse mesmo:

- Até já princesa, porta-te bem. A tia não vai deixar de apanhar a Rita!


Beijarolas e Sorrisos,
Morena

domingo, 9 de setembro de 2012

Ana Rita

É hoje que me despeço de ti, Ana Rita. É por isso que te escrevo, dia 9 de Setembro de 2012, na véspera da tua partida. Não vais ler isto, não saberás o que sofro nesta data. Mas fica aqui escrito, como uma projecção ao Universo; como um último derramar de medos e palavras, o que me assusta a tua ausência. Amo-te como se fosses minha, e levas contigo parte de mim. Uma grande parte de mim com 3 anos, 2 meses e 19 dias de existência. Uma pequena mas muito grande parte de mim.

Hoje despeço-me de ti, Ana Rita. Hoje digo-te um até já, um irei ter contigo, um voltarás ao meu colo, um voltarás a dizer que 'A tia apanha a Rita'. 

Hoje despeço-me de ti, Ana Rita. Com uma grande mágoa, mas com uma grande fé no teu futuro.

Hoje despeço-me de ti, Ana Rita. Para este jantar reservo grandes esperanças de que voltes daqui a uns anos, já crescida, a falar melhor que eu, mais línguas que eu, e a ser da minha altura. Reservo amor, carinho, bondade, ensinamentos.

Hoje despeço-me de ti, Ana Rita, no meu melhor. Por isso arranjo-me, maquilho-me e visto o melhor que tenho no armário; porque quero que guardes de mim a melhor imagem até à próxima vista. 

Hoje deixo que arranquem parte de mim para enfrentarem um futuro melhor. E hoje, deixo que te levem para um país longínquo a milhares de quilómetros da tia, para que não sofras a angústia que hoje tenho sobre o meu futuro. Hoje deixo que te levem no dia de amanhã para a Alemanha. Hoje peço com todas as minhas forças para que sejas inteligente, que cresças e não deixes esse sorriso de cada vez que vês  a tia. 
Hoje de facto, é o primeiro dia desta tua vida. Hoje fazemos o último 'All Together Now' familiar até ao Natal. Hoje vemos o primeiro dos mais novos deixar Portugal. Hoje vemos o último dos mais novos a deixar Portugal. Hoje esta família sofre um abate imenso, porque somos assim. Somos um, apenas um. E se um muda, a família muda. Por isso, hoje é o último 'All Together Now' até daqui a uns meses.


Hoje despeço-me de ti, Ana Rita, e do teu pai. O teu pai que conta com mais 15 anos que eu. O teu pai que me levou a todo o lado, me fez sócia do Benfica, o teu pai que me ensinou a andar de mota, o teu pai que me mimou até à morte. O teu pai, meu primo, que é pior que eu, pequenina. Cuida dele, por favor. O teu pai, meu irmão ao fim de contas, que me formou, que me deu o melhor curriculum aos 18 anos, o teu pai que me ensinou tanto. Cuida dele, por favor. Hoje reunimos por vocês todas as gerações desta família tão louca e tão saudável. Dos 83 aos 3, hoje estamos todos lá. Neste último dia não emigrante.

Hoje despeço-me de ti, Ana Rita. Com o maior medo, mas a maior felicidade. Sairás daqui entregue ao melhor dos futuros.

Hoje, deixo-te aqui um até já, Ana Rita. A tia ama-te, e nunca vai deixar 'de apanhar a Rita'.



Beijarolas e sorrisos,
Morena