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domingo, 29 de setembro de 2013

Questões

Escrever, ler, ser, sentir, estar, ouvir, optimizar, querer, gostar, trabalhar, viajar, conhecer, alcançar (...) muito. Sempre me disseram que muito, seja do que for, faz mal. Mas até que ponto alguém define esta quantia de muito? Quanto precisas de *inserir verbos acima escritos* até ser muito? - dúvida para sempre pendente.
Outro assunto - o que é muito e com isto, o que será o sempre? Como é que sabes que é sempre? Que estatística te prova essa eternidade? Não tens certeza de nada. Olha outra curiosa: o que é nada, se nada mesmo assim é alguma coisa.

X.o.x.o,
Dorothy

sábado, 27 de julho de 2013

Divaga Mafalda, divaga.


Voltei a pensar no amor, e nas suas várias vertentes, feitos e formas de amar. Foda-se, que lá dizia e bem o Miguel Esteves Cardoso - "O amor é fodido". Quem fala assim não é gago.

Então afinal o que é isto?! Nenhum de nós sabe bem, mas sabemos que existe estando bem presente em cada um. E as formas? As pessoas? As intensidades? Ora pois é.

Devagar defini o que é amor para mim. Amor é como o outro dizia, fogo que arde sem se ver. É olhar para os meus pais e saber que a eles ninguém os ultrapassa; é adormecer todos os dias mas antes passar a memória pelas saudades que tenho do meu irmão, agora emigrado; é chegar a casa da avó e ver-lhe um brilho nos olhos provocado pela minha presença; amor é também um telefonema semanal à minha melhor amiga só p'ra lhe chamar princesa; é ter a mãe à cabeceira a dizer que vai ficar tudo bem; é ver a Ana Rita pelo skype e ouvir a simples palavra 'tia'; é saborear Lisboa como um turista; é saber que um dia me apaixonei pelo improvável; é ter amigos, bons amigos; amor é conduzir marginal a fora; é cheirar um  livro novo e ter um orgasmo mental; é escrever no terraço dos meus pais; é estar chateada com a Liliana e ainda assim ela se vir sentar à minha frente só para nos acompanharmos; é fazer um bolo de chocolate para a sobremesa; é ir beber um copo ao Bairro Alto!; amor é esticar o cabelo à Catarina, a prima mais nova; é sentar-me no miradouro a ouvir jazz e beber um copo de vinho tinto - alentejano pff; é recordar a Patrícia, a Nádia, o Pedro e o Rodrigo mesmo só os vendo de muitos em muitos meses; é rir das brincadeiras dos amigos com quem vivo; é ouvir desabafos do António; é não desistir de mim também; é cheirar a mar quando saio do comboio; amor é ouvir o meu pai descompor-me porque fumo; é falar sozinha - ou pensar alto, como gosto de lhe chamar; é beber uma imperial  no Jardim do Arco do Cego; é ainda me dar um nó na garganta quando penso no Diogo; é falar de política com comunas e fascistas na mesma mesa; é ouvir a mesma música vezes sem conta; é saltar em concertos; amor é uma porrada de coisas.

Este estado mental de introspecção leva-me a pensar em muitas coisas. Pensei hoje sobre o amor, ontem sobre a vida, há dois dias julgo que pensava sobre o meu país, e assim sucessivamente.

Então concluí que tudo isto são uma data de parvocíces.
Bem hajam!

terça-feira, 26 de março de 2013

Crónicas de uma ACC

Sou ACC, ou ARC ou só C. Sou Assistente de Canal Comercial, ou Assistente de Relação com o Cliente ou só simplesmente Comunicadora.

"Ah, call centers. Aqueles gajos são uns inúteis - pagos para falar". Comenta o pobre do civil, consumidor ou raio que o parta. Nós somos pagos para lhe resolver os problemas, lhe aturar as crises de psicose e ainda lhe dizer que compeendemos; respirar fundo e gostar muito deles.
Trabalho ali fazem 6 meses. E em 6 meses disse mais vezes 'Compreendo' do que em 21 anos de vida. Mas, o Sr. Cliente não fica satisfeito  porque "alguém tem que me ouvir"; "alguém tem que resolver"; "alguém tem que ser insultado"; "alguém tem que fazer a terapia que já não tenho dinheiro para a pagar"; "alguém tem que ser meu amigo (mesmo que eu seja um atrasado que por aqui anda)".

Então, Sr. Cliente, esclareça comigo:
- Nós estamos ali para ajudar. Mais grita, menos leva - tenha em consideração que como você, nós também cumprimos ordens e acima disso, somos humanos.
- Não adianta pedir desculpa antes de desligar pela merda que disse e pelo tom de voz que usou - depois de um homicídio, pedir desculpa também não traz de volta o morto.
- Acredite que nós percebemos - se estamos ali dentro, sabemos o bom e o mau. 
- Não faça de um telefonema um negócio de feira da ladra - não está nas nossas mãos regatear preços;
- Não nos diga chatos - quem ligou foi você e nós até fomos simpáticos;
- Simpatia com simpatia se paga. Seja educado e mantenha a calma, nós vamos ajudar, e mais ajudamos se você parecer um humano e não soar a Filho da Puta.; 
- Não chame um superior ao telefone - vai ser gozado pela equipa toda e ele não tem mais poder que nós, também não vai baixar o preço;
- Não fale mal de nós quando pedimos para aguardar - nós conseguimos ouvi-lo;
- Das duas uma: ou nos deixa falar e respira fundo, ou respira fundo e nos deixa falar;
- Perceba que quando dizemos que não é possível, NÃO É POSSÍVEL E CHORAMINGAR NÃO RESULTA.
- Não queremos saber quantas divisões tem, quantos familiares estão a morrer, se tem piriquitos ou papagaios ou há quanto tempo não faz xixi, sim?
- Não nos insulte, fale mal, ameace,  ou ameace o nosso emprego - não se esqueça que nós sabemos quem você é: nome completo, NIF, BI, morada, nº de telefone fixo e nº de telemóvel...


Com todo o meu amor,
uma ACC, ARC ou só C

X.o.x.o,
Dorothy

domingo, 17 de março de 2013

Até já, João.

Despedi-me hoje de ti; disse-te "Até já, João"; arranquei um pouco de mim e vi-te levar esse pedaço de Mafalda para um lugar mais longe. E foi assim! Assim, sem aviso prévio; assim, com força e mágoa. Foi assim que te abracei e contive as lágrimas na esperança de evitar o drama e o caos psicológico. Foi assim que me separei de ti e não contive lágrimas, caos ou drama; chorei por ti - pelo pedaço que vai de mim junto de ti, junto do amor de irmãos que há 21 anos nos une.

Despedi-me hoje de ti; introspeccionei o porquê desta dor ser tão presente, exaustiva e forte. Então parei e percebi que esta dor é tão forte porque há 21 anos adquiri vários estatutos, entre eles está presente o estatuto de 'irmã mais nova do João - 9 anos e 9 meses mais nova'. Por isso percebi que esta dor é forte porque me separo de ti outra vez; porque não te tenho aqui outra vez.

Despedi-me hoje de ti; espezinhada, dorida e magoada pela vida. Não sei lidar comigo mesma a esta altura, não sei como controlar um sentimento destes - que provém de amor, mas que me mata por dentro. Porque estou bem, mas depois "Cheira a João. Pensa-se João. Sente-se João" e choro - choro muito e de forma compulsiva. Hoje choro a tua ida com a maior intensidade com que alguma vez chorarei um até já.

Despedi-me hoje de ti; revi e revivi quem somos e o que nos une. As sessões de pancada e cócegas desde sempre;  o partir a cabeça aos meus 3; as idas à minha escola aos meus 13; de Portishead e Björk aos meus 15; as idas a Évora dos teus 17; a inscrição na minha faculdade dos meus 20; as confissões dos teus 18; da bebedeira dos meus 17; do vivermos juntos aos meus 18 - a nossa casa no Príncipe Real; de me acompanhares à casa nova onde hoje moro; do 720 da minha casa até à tua; dos jantares de amigos; dos choros de irmãos; dos momentos em que cheia de orgulho te apresentei como meu irmão; de nos vestirmos de preto nas manifestações, de luto pelo país; do hábito que criei.

Despedi-me hoje de ti; e percebi que esta dor lacerante e alucinante tem vários nomes. Ela chama-se saudade que já tenho e ainda agora foste embora. Ela chama-se esperança porque foste onde vais ser melhor, ficar melhor e viver melhor; Ela chama-se João, tem 30 anos e embarcou hoje rumo a Londres. Porque juntos, vamos mudar o mundo.

E por isso, até já João.

Beijinhos,
She versus Say

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Mais um até já

São agora 14:25. Estou sentada no exterior do aeroporto de Lisboa. Ainda há minutos o deixei na porta de embarque, ainda há minutos lhe disse até já.
Como é que se diz até já à pessoa de quem gostamos? Como fazemos isto sem um aperto no coração que me diz 'Ficou tanto por fazer, tanto mais ainda por dizer'. Como lhe damos um último beijo e desejamos sorte, sem que o mundo desabe? Como viramos costas com um sorriso e não voltamos a olhar para trás? Como impedimos que a fraqueza nos atinja e mantemos uma postura bonita, pela última vez que o vemos pelos próximos tempos? Como não sentimos arrepios ao andar pelos corredores do sítio onde deixo tantas lágrimas quando lá vou?

(senti o estômago colado às vértebras)

Será isto tanto pelo significado daquela pessoa para mim, como significado de ver mais alguém sair do país. Foi para uma vida melhor - mas, cá dentro, sinto um medo enorme por ele; um receio que não sei como exteriorizar; uma fobia aterrorizante por ele. Perdi-me em lágrimas - tive que dizer mais um adeus.
 

Quero-lhe tanto sucesso e bem.

São 15:25. Chego a casa. O telemóvel tocou pela viagem - recebo um obrigada pela despedida, e uma mensagem entusiasta de quem está num Boing 777, enorme por sinal. Imagino o sorriso em conjunto com os olhos de quem sente a vida aproximar-se da mudança.
Abro a porta do quarto, deparo-me com a cama onde passámos a última noite, onde deixei que me visse a alma pela última vez. Aquela cama relembra-me os corpos juntos, os abraços, o calor de um corpo ao eu lado, os beijinhos durante o sono, os segredares de palavras tontas e bonitas, as sessões de séries vistas na TV, os meses que passei com a ausência-presença daquela pessoa. Lembra-me o último café em que deixei tudo esclarecido, onde ouvi o que melhor me soube, onde correram horas de palavras até que a coragem chegasse para endireitar pormenores. Aquela cama lembra-me as melhores gargalhadas, os melhores cigarros partilhados, os melhores olhares em silêncio.
Pendurado na cadeira está um cachecol preto e branco, quente por sinal. Aquele cachecol tem um perfume que não é meu.



Hoje, quando o deixei na porta de embarque juntei ao lado dessa imagem, a imagem da primeira vez que vi aquele homem a chegar no autocarro ao Cais do Sodré. Vai deixar saudades.

M: Não te esqueces de mim?
D: Tens o meu cachecol... (ar malandro na imagem enquanto sorri e me puxa para ele)


Beijinhos,
She versus Say

sábado, 24 de novembro de 2012

CDR - #Day 1

Cheguei a casa; a terra, aquela onde nasci e cresci, aquela em que fui bebé, criança, menina, mulher. Cheguei - olá, Caldas da Rainha.
 
O expresso entra pela mesma rua por onde saí, há 5 anos; levava uma dor no estômago e um vazio na alma - com medo, tanto medo. Entra pela mesma última rua, a rua que de repente e sem aviso, há 5 anos me viu chorar.
Lembro-me de quando saí daqui com rumo à Capital. Lembro-me do medo, da ânsia e da expectativa que tinha; lembro-me de me ter recordado de todos os 15 anos que ali, naquela cidade, eu tinha passado. Lembro-me como se fosse ontem, de ter passado naquela última rua por onde hoje entrei.
 
Estive longe, e mais que isso, muito ausente - em 5 anos, contam-se pelos dedos o número de vezes em que vim 'a casa', o número de vezes que aqui estive. Faziam 3 anos que não punha aqui os pés. Tanto tempo, há tanto tempo, Caldas.
 
'Sentir Caldas'
 
 
Hoje sou Lisboeta, moura na minha melhor e pior essência. Hoje pertenço a todo o lado, menos aqui, ainda assim, eu sou daqui. E hoje percebi, que é verdade que aqui cresci, e que daqui tenho marcas.
Hoje saí daquele autocarro, peguei na mala e rumei ao mesmo café de sempre para visitar aquelas minhas pessoas. Hoje, ao passar uma e outra estrada, percebi - eu ainda sou daqui.
Hoje, ao ouvir aquelas pessoas senti um arrepio, ao abraçar aquela pessoa, n'aquele local percebi - eu ainda sou daqui. Ouvi aquele sotaque, falei com o sotaque que me convenci que não tinha, mas que de facto, tenho. Hoje, voltei a falar a cantar como qualquer bom 'Águas-mornas' que se preze, arrastei as vogais e comi metade das palavras. Hoje percebi que parte de mim, ainda está aqui. E tudo pode mudar, a cidade pode crescer; mas hoje, em cada lugar que passo eu sei - eu tenho recordações exactamente aqui. Por isso, hoje percebi - eu ainda sou daqui.
 
 
Mãe: Como te sentes?
Mafalda: Caldense.
 
 
Beijarolas e Sorrisos,
Morena

sábado, 27 de outubro de 2012

Reflexões

Ouves os meus passos nas escadas?
Quando eu bater à porta
não me reconheceremos.

Voltarei de um dia de trabalho,
subirei as escadas
e perder-me-ei para sempre
em qualquer sítio fora de qualquer sítio.

Não foi o caminho de casa que perdi?
Não ficou alguém em qualquer sítio,
uma sombra passando diante de nós,
e principalmente fora de nós?

Agora quem sente
isto fora de mim,
quem é esse ausente?

Manuel António Pina
Beijinhos,
She versus Say

sábado, 11 de agosto de 2012

Decisões #1

Um certo nível de passeios, alguns bitaites, algumas foleiradas ouvidas, muitas calinadas dadas. Estive estes dias de folga, trabalhei que nem uma mula, mas compensei no recreio tanto quanto pude. 


Pus as ideias em ordem, relativamente a este cantinho, relativamente a mil questões, certos problemas, e tantos outros etc's que existiam.
Está na hora de juntar dinheirinhos para sair daqui um fim-de-semana, e enviar currículos até à exaustão. Resolve-se que vou tirar uma licenciatura de gestão, comprar uma cama de casal, continuar a escrever parvoíces aqui, arranjar um trabalho de vez, deixar de ser parva, insultar quem anda a merecer, levar a afilhada ao parque mais vezes, ir à praia enquanto der, inscrever-me num ginásio e ir às compras.

Boas decisões, hein? Ahahahah.

Post Scriptum: Agradeço desde já a todos os incentivos e chamadas à razão, que tive para não fechar o blog. Tanto por comentários, como por mail, e etc's. Um obrigada a todos os que deram um empurrãozinho.


Beijarolas e sorrisos,
Morena 

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Contrastes

Somos diferentes. Somos opostos. Opostos unidos por princípios, acima de tudo unidos num corpo e conjunto neuronal. Filosofias que roçam o igual ao oposto por estilos de vida levados. Somos adolescência e vida adulta. Somos o início e o fim, o fim e o início.
Hoje descrevemo-nos, as duas.

Eme's | Dorothy

Não sabemos como virámos opostos. Como largamos os ténis para os saltos altos; como deixamos as festas para falar de política; como deixamos as manifestações para meditar à beira mar. Mas a verdade é que assim o é, assim acontece e se dá o contraste e diferença.
Um dia de ténis, a falar de liberdade, beber vinho carrascão e levantar pó a dançar | Um dia de saltos, a falar do Governo, beber Martinis numa esplanada com bom aspecto, a usar o Sr. Dr. como referência a quem está connosco, escrava de uma plena títulocracia.
Como passamos de menina a mulher em dois segundos, tão iguais e tão diferentes.
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Chamam-me Eme's, sou algo passada e psicótica. Gosto de calma, de meditar, de olhar a natureza para me inspirar. Gosto de dançar descalça em terra batida, aproveitar o mundo e não pensar no dia seguinte.

 
Quero viajar numa pão de forma com amigos pelo mundo fora. Sou miúda, sonhadora.

Kisu,
Eme's
 ~ ♥ ~

Chamam-me Dorothy, sou algo frenética e faladora. Gosto do frenesim de uma grande cidade, de esplanadas caras e qualidade de vida. Aprecio boas discussões, planeio um futuro concreto, uma profissão fixa, um trabalho apaixonante. Sou focada, concentrada em chegar a objectivos máximos.

Quero ver grandes metrópoles, museus, saber, conhecer. Sou mulher, futurista.

X.o.x.o,
Dorothy.

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Por isso, a que conclusão vamos dar? Temos medo do futuro, não querendo abdicar de nada que a do lado queira. Será que temos medo de crescer?

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Personalidade(s)

Por vezes, esta coisa chamada vida desilude-me. Não sei será ela, mas algo é. E desilude-me a pontos extremos. Não entendo as pessoas, o humanóide que aqui anda, o ser (ir)racional que passeia pela face deste planeta. Eu não percebo as pessoas; tão pouco percebo atitudes, tão pouco relações.
Sinto-me pequena, impotente, minimizada. Apetece-me ostracizar-me da sociedade contemporânea, voltar para a barriga da mãe e não aturar as personalidades múltiplas dos outros. É que eu ao menos assumo as minhas! Cá dentro pensam um sem número de neurónios diferentes, observam tudo por pontos diferentes, e analisam tudo por aspectos iniciais diferentes. Eu aviso quando a Morena salta fora ou quando é a Jane que cá anda. Eu ao menos aviso... Deixo todos preparados para este facto, o facto de ser... Mil num.


"To let myself go, to let myself flow, is the only way of being"


Sou uma gaja bem disposta, é o que me vale! É só o que vos digo, caras escassas almas que aqui passeiam! Sou uma gaja bem disposta! A precisar de férias; uma gaja bem disposta a precisar de férias e farra.


Cuidem de vocês, por favor. Porque se um dia deixar de me preocupar, fechei os olhos; ou então...

Kisu,
Eme's

terça-feira, 3 de julho de 2012

Morenices. Ou modernices?

Chegou o início do mês. It's sushi time!

Sexta-feira, depois de mais uma manhã super inspirada na esplanada, com a cabeça enfiada entre Microsoft Word, Googl'asking e três enciclopédias gigantes em cima da mesa amarela do costume, percebi - Último dia útil do mês, haja dinheiro na conta bancária que agora mal o vê, desaparece.
Pois bem, era dia 29! E o dinheiro não era muito, mas era. E como prometido, liguei à mana para a informar.
Liliana: Sim, biotch linda?
Mafalda: Parvalhona, já recebi. Amanhã vamos jantar ao sushi?
Liliana: (em pleno ataque de histeria) 'bora, 'bora, 'bora, 'bora! Vou já avisar o Pê - my dear cunhas - que amanhã janto fora; fala com a Ná.
Mafalda: Combinado. Falo com ela nas aulas. Saímos ás 10, não te esqueças. Love you.
Liliana: Love you dois.
Mafalda: -.-'


Eram 20:30 quando entrámos no sushi. Optámos pelo take-away - este sábado tínhamos em mente um plano diferente de restaurante. Lindas e maravilhosas as três, super arranjadas, de vestido preto (coincidência), levamos cada uma uma travessa de sushi, e acabámos a jantar, com uma garrafa de sangria fresca para regar, à beira do Forte S. Julião da Barra a ver o pôr do sol. Se há momentos de inspiração são estes, agradeço todos os dias por ter vindo parar a morar aqui, depois de percorrer metade do país, género nómada.
Trocados os bitaites obrigatórios, as opiniões, falámos de tudo o que faltava contar e comentar.
Problemas de amor, dinheiro, saúde, família, parvoíces, frustrações; o balanço semanal, a contabilização de must do, must repeat, must correct, must (...). 
Planeamos o Verão, a passagem de ano, os aniversários das manas em Fevereiro, os festivais a que queremos voltar, a roupa que queremos comprar, a viagem obrigatória a fazer este ano, nem que seja ali ao meu lindo alentejo; Uma infinidade de coisas.
Depois, como que se uma consciência, uma noção, uma iluminação nos atingisse, paramos as três a olhar o horizonte. O mar calmo e quieto, as gaivotas a passear, a sorte que temos de estar aqui, com ou sem dinheiro, com ou sem problemas. Todas nós já vimos e estivemos muito pior. Agradecíamos a companhia, a paisagem, o sushi de que tínhamos imensas saudades. Limpámos as mentes - este foi um momento auge do fim-de-semana.




Sushi jantado, sangria bebida, cigarro fumado, fotografias tiradas para registar o momento. 

'Vamos embora, o concerto vai começar'

E aí vão elas. Concerto, malta toda reunida; uns tipos geniais musicalmente sobem ao palco. São imensos gajos, metade eles muito engraçados, tocam um género próprio de Kings Of Convenience, muito calmo, bonito. Mais tarde deixo ali ao lado uma músiquinha deles »»

Eram 00:30 quando eles se baixam em jeito de vénia ao público, um bocadinho descoordenados; pegamos no carro e siga, rumo a uma das esplanadas do costume. 
Estão cá as pessoas do costume, os risos do costume, as piadas do costume, os empregados do costume. E nós sentamo-nos, numa risota pegada a falar de coisas de criança, das quedas, das gaffes, das coisas que deixaram história, dignas de um filme de comédia.

São 3:00 da manhã, eu e a Liliana batemos na cama com dores de barriga de tanto rir.

L: Morenices, como nos faziam falta...
M: Ou serão modernices? Não me lembro de mais alguém jantar sushi a ver o mar, sentadas no Forte.
L: Whatever... Qualidade de vida. Obrigada.
M: Sleep tight meu bem. Obrigada eu.


Beijarolas e sorrisos,
Morena

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Paradoxos brutos

E é isto.



Acredito em paz, amor, harmonia humana, em calma e transparência. Se faz ou não sentido. Se, então, fazemos ou não sentido. Parei para pensar nisto, de facto é verdade. Como eu já tinha dito, o Mundo está cego e louco, cego e louco.


A ouvir: Nirvana ♥ - The Man Who Sold The World



Post Scriptum: O Tal óptimo fim-de-semana que vos desejo. Divirtam-se tanto como eu. Hoje, sexta-feira, é dia de comemorar a realização do exame de Economia para mim. E para vocês? Ahahahah.


Kisu,
Eme's 

terça-feira, 19 de junho de 2012

A Alma

Recebi um feedback enorme relativamente ao post 'Fácil assim', e todas as respostas e conversas sobre aquele texto me fizeram pensar um bocadinho mais sobre o assunto. A alma. Fui pensando nisto em tempos de cérebro parado, de divagação interna e eterna, divagando sobre tudo o que achava e em como se cruzava com o que me haviam dito. Até que ao deitar, o livro de cabeceira cai ao chão. Peguei nele desengonçado e de páginas um bocadinho amarrotadas, e leio:

"E quando se ouve como ele a define, então desiste-se de lhe buscar uma comparação.

«...a alma que a mais longe escada tem e mais fundo pode descer,
a alma mais espaçosa, que mais largamente em si mesmo pode correr, errar e vaguear,
a mais necessária, que com prazer de precipita no acaso,
a alma que, sendo, que entrar no devir, a que, tendo, pretendo chegar ao querer e desejar,
a que foge de si própria, se apanhar em vastíssimos círculos,
a alma mais sábia, aquela que a demência aconselha com mais doçura,
a que mais se ama a si própria, em que todas as coisas têm o seu fluxo e refluxo, a sua baixa-mar e preia-mar...»

Mas é essa a concepção (...) Zarathustra é um dançarino; como é que o homem que tem da realidade a visão mais dura e mais terrível, que cogitou o «pensamento mais abissal» não encontra aí, contudo, qualquer objecção contra a existência."



Imensidão


Foi só para fazer o reparo. Acreditando ou não em coincidências ou destino, fado, karma (...), achei curiosa a relação espaço-tempo-pensamento em que li aquela página do livro que tenho deixado para trás, não sei se por falta de coragem, paciência ou inteligência. Caiu, simplesmente.

Alguém disse: A tua alma?! -.- Como é que não a vês?! Nas pessoas que Te rodeiam? Não vês como elas 'lhe' reagem?
... Pensando assim, obrigada a vocês, número 'x' de pessoas que validou a existência da minha alma por estar perspectiva. 


Beijinhos,
She versus Say

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Fácil assim


É fácil assim... 
Conquistável, serei? Pensei nisso hoje, sentada na esplanada como sempre, depois de uma intensiva escrita sobre factos económicos e balanças a decorar (a verdade é que amo a área em que estou, mas cansa-me quando quer). As pessoas passavam, eles e elas, e eu dei por mim a divagar sobre o conquistável, o famoso amor, a famosa balada das borboletas na barriga. Mas de facto...

Se eu não sei onde anda a minha alma, como a vou entregar a alguém? Mas entrego, entrego o que descubro e re-descubro todos os dias da minha bela vida.

Maaaaaas... Inteligência, mandatory. 

NÃO É TÃO FÁCIL ASSIM!


Beijinhos,
She versus Say

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Não ser e ser.

Não sou uma cabra indomável, nem uma romântica incurável; Mas comigo também não brincam, e também gosto de abraços. Também não sou arrogante, não tenho cara de mal disposta; sou simpática quando assim entendo. Há quem me diga um mistério, há quem me diga transparente como água. Não trato mal ninguém, mas sei maltratar. Odeio violência, mas em caso extremo sou a primeira a gritar.

(...)

Levas que tempos para me irritar. Mas cuidado quando o fizeres, eu não sou nada, mas eu sou tudo. E sou fodida quando quero.
Também não penses, não penses muito no que digo. Sou sarcástica, e ponho-te o cérebro num 8 com tanto trocadilho. Mas sou sincera, sou sensível a más palavras e acções, não é difícil que me atinjas; só não irás entender (logo). 

(...)

O que tem cara de sacana pode ser o mais fiel. O que em cara de ladrão será também o mais honesto. O que mais sorri pode ser o que menos confia. O mais trombudo pode ser o mais feliz. O mais arrogante pode ser o mais sensível. O mais isto, será o oposto. And so on, and so on.
Julgar alguém pela aparência pode ser tão feio. Partir de pressupostos pode dar tanta asneira.

 
Café, cigarro & Massive Attack



Como alguém diz...
Há uma linha que separa a minha vida

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Da tua opinião



Estás a anos luz.

Sou para ti, o que és para mim. Em cada acção que tiveres.


A desejar noites serenas a quem está desse lado, e a agradecer.

 X.o.x.o
Dorothy