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quarta-feira, 15 de maio de 2013

Mudar

"- Mafalda, porque é que as coisas mudam?
- Não sei meu bem.
- De um dia para o outro...
- Sem mudança não há evolução.
- E lutar...? Justifica?
- Lutar até conseguires; mas há discernimento em qualquer luta. Mas no amor, no amor não há disso."

 


Beijinhos,
She versus Say

sábado, 30 de março de 2013

Gajas que lêem

« - Não sei se vou casar. – suspirou
- Porquê?
- Oh, acho que nunca irei casar, Maria. Mas se casar, tem que ser com uma mulher que leia muito.
- Eu sei que queres uma mulher inteligente, mas não achas que para casar contigo tem que ser idiota? Por esse prisma, sim, nunca irás casar.
- Às vezes não sei porque é que ainda somos amigos… - respondeu-me tirando-me o cigarro da boca.
- Hey…esse cigarro é meu! Que nojo, já o meteste à boca cheio de micróbios de gajas incultas.
- Não como gajas incultas. Tal como te disse, só caso com uma mulher que leia. E tem de ler muito. Tem de conhecer o Kafka, o Dostoievski, Kerouac, o Bukowski, até aquele magrinho que casou com a jornalista alcoólica…ah, escapa-me o nome!
- O Hemingway?
- Sim, o Hemingway.
- Mas as mulheres que leem muito podem ter mau feitio, serem desarrumadas, ciumentas, possessivas, narcísicas. Já pensaste nisso?
- Já. Mas nunca serão enfadonhas. Já leram demasiadas histórias para quererem que a delas seja uma merda.
»

Beijinhos,
She versus Say

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Mais um até já

São agora 14:25. Estou sentada no exterior do aeroporto de Lisboa. Ainda há minutos o deixei na porta de embarque, ainda há minutos lhe disse até já.
Como é que se diz até já à pessoa de quem gostamos? Como fazemos isto sem um aperto no coração que me diz 'Ficou tanto por fazer, tanto mais ainda por dizer'. Como lhe damos um último beijo e desejamos sorte, sem que o mundo desabe? Como viramos costas com um sorriso e não voltamos a olhar para trás? Como impedimos que a fraqueza nos atinja e mantemos uma postura bonita, pela última vez que o vemos pelos próximos tempos? Como não sentimos arrepios ao andar pelos corredores do sítio onde deixo tantas lágrimas quando lá vou?

(senti o estômago colado às vértebras)

Será isto tanto pelo significado daquela pessoa para mim, como significado de ver mais alguém sair do país. Foi para uma vida melhor - mas, cá dentro, sinto um medo enorme por ele; um receio que não sei como exteriorizar; uma fobia aterrorizante por ele. Perdi-me em lágrimas - tive que dizer mais um adeus.
 

Quero-lhe tanto sucesso e bem.

São 15:25. Chego a casa. O telemóvel tocou pela viagem - recebo um obrigada pela despedida, e uma mensagem entusiasta de quem está num Boing 777, enorme por sinal. Imagino o sorriso em conjunto com os olhos de quem sente a vida aproximar-se da mudança.
Abro a porta do quarto, deparo-me com a cama onde passámos a última noite, onde deixei que me visse a alma pela última vez. Aquela cama relembra-me os corpos juntos, os abraços, o calor de um corpo ao eu lado, os beijinhos durante o sono, os segredares de palavras tontas e bonitas, as sessões de séries vistas na TV, os meses que passei com a ausência-presença daquela pessoa. Lembra-me o último café em que deixei tudo esclarecido, onde ouvi o que melhor me soube, onde correram horas de palavras até que a coragem chegasse para endireitar pormenores. Aquela cama lembra-me as melhores gargalhadas, os melhores cigarros partilhados, os melhores olhares em silêncio.
Pendurado na cadeira está um cachecol preto e branco, quente por sinal. Aquele cachecol tem um perfume que não é meu.



Hoje, quando o deixei na porta de embarque juntei ao lado dessa imagem, a imagem da primeira vez que vi aquele homem a chegar no autocarro ao Cais do Sodré. Vai deixar saudades.

M: Não te esqueces de mim?
D: Tens o meu cachecol... (ar malandro na imagem enquanto sorri e me puxa para ele)


Beijinhos,
She versus Say

sábado, 1 de setembro de 2012

23:24

A sair do high security building em que me encontro a trabalhar, que implica ter um cartãozinho para passar por qualquer porta, um dos restantes formandos, dos poucos que notei que alinhavam em maluquices e que se ri tanto ou mais que eu da burrice alheia, diz-me:
C.: Conheço um sítio muito porreiro para irmos beber umas imperiais de festejo com este calor...
M.: Conta lá.
C.: 85 cêntimos, duas imperiais. Parece-te bem?
M. (em pensamento: Mas como é que eu não sabia disto...? Descobri a mina!): Bora, é longe?!


Assim foi. Num tasco algures no Campo Pequeno juntam-se dezenas (sem exagero algum) de pessoas para beber imperiais no fim do período laboral. É como um Adamastor, mas sem vista para o Tejo e com senhores e senhoras muito bem vestidos, com camisas, fatos, gravatas, saltos altos... Toda a classe da títulocracia absurda em que vivemos.
Na realidade, julgo que aquele tasquinho seja daqui a duas semanas, ainda mais caótico. Com as aulas a começar, e perto de ene universidades, a malta deve andar animada e eu... Ficarei para ver. 
De facto, uma pérola autêntica descoberta nesta cidade. Cheguei ás 18:00, saí de lá às 23:00, em risota pegada com a restante malta. 
Conclusão? MAGNIFIQUE!

X.o.x.o,
Dorothy

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Saudade Humana #1

Chego a casa cedinho depois do café. Escolhi o Garden para me sentar com a Liliana e estruturarmos em conjunto o plano para o dia de amanhã. Ligo o Facebook, e 'tu ru ru', apita. 

Liliana: Tens sempre alguém a falar contigo;
Mafalda: Shiu, é o R.


Foi de pequeninos. Nascemos e crescemos na mesma pequena cidade, rodeados de gente igual. Nascemos e crescemos com ideias diferentes, no meio de tanto, tanto igual. E foi isso que mais tarde decidiu a nossa amizade: as diferenças.
Eu nem queria acreditar que anos depois de termos saído dali, nos encontramos por mero acaso; aqui mesmo, à minha porta. Nasceu qualquer coisa com aquele 'Temos que combinar um café'. 


És e serás sempre o meu bailarino, o meu R., o que me deixa mais saudades, o que fez de mim pela primeira vez, a Dorothy que sou. Tenho tantas saudades das nossas coisas, de tudo. Hoje lembraste-me disso, com aquela conversa.
R: Lembrei-me de ti, hoje. Estava a pensar em nomes para a minha próxima peça;
M: Conta;
R: Lembrei-me da PG. E pensei logo em ti, e eu a dormir no colchão ao lado. A falar até não conseguirmos manter os olhos abertos. ♥
M: És eterno. E o colchão ainda te espera. ♥
(...)


Lembro-me da altura em que me disseste que ías emigrar, e Holanda era o destino para já. Deu-me um aperto; seriam milhares de quilómetros de distância que nos passariam a separar. Mas não podia deixar de te apoiar, de te incentivar a ires e melhorar as tuas hipóteses, as tuas chances de vencer. Eu estaria - e estarei - aqui para te aplaudir, sempre.
Por isso abracei-te antes da partida, falei contigo à chegada. Ainda me lembro da dor que dizias sentir ao chegar sozinho a um país diferente com uma língua estranha, ainda me lembro de sentir por ti um aperto enorme - queria ajudar e não podia. Sabia que te ias virar, muito mais rápido do que achavas. A prova estava em 3 dias depois já teres um sorriso de novo. Eu sabia...


De certa forma, vejo a tua partida como um sinal. Crescemos, a verdade é essa. Então agora, em vez de esplanadas com café, sentamo-nos em Lisboa a beber uma bela garrafa de vinho, num sítio calmo e giro, in da metrópole Lisboeta, enquanto pomos novidades em dia e recordamos o passado.

Lembro-me de tudo. Tudo é muito, mas é tudo mesmo.


X.o.x.o,
Dorothy

domingo, 22 de julho de 2012

Sexo | Amor

Meia dúzia de vozes juntam-se, e mais uma vez não escapando à regra, cai em sexo. Ora pois claro! Esta malta é toda doida, mas depois a perversa incurável sou eu!

Falava-se de amor, de borboletas na barriga e olhares apaixonados. De como é bom ter uma alma estável ao nosso lado, que nos atura as patites de nível grave. De como é bom amar.
Logo de seguida segue-se o tema sexo, na sua essência. A junção de corpos e vontades comuns, o acto sexual em si.
Meia dúzia de bitaites atirados, e chega o real debate, o que quero partilhar aqui. 


As teorias eram algumas, mas resumi tudo nestas:
 

"Eu só faço sexo"
R1: É, tu és um campeão! 0% sentimentos, é à bruta, com força e sempre a aviar!
R2: (Gargalhadas) Ela tem razão! Todo tu és só kamasutra e one night stands.
R3: Engatatão do c*r*lh*.



"Eu só faço amor"
R1: Opá cala-te, tu és comprometida, e estás lamechasmente apaixonada;
R2: Quero-te ver solteira, a ver se só fazes amor!
R3: (Gargalhada) Mas espera lá, fazes amor e nascem corações?!



"Vocês são é todos parvos, bom é sexo com amor"

Houve conversa, mas este foi certamente o remate.
O defensor da primeira teoria teimou na razão dele; não há amor, apenas há sexo, suor e palmadas. Eu cá continuo a achar que há-de chegar o dia em que ele fica de beiço por uma gaja pior que ele, que o faça perceber que afinal, as relações humanas não são preto no branco.
A defensora de segunda acho que no fim lá percebeu. Ela e o namorado estão de facto em pelo auge de paixão; embora creia que de facto muitas vezes fazem o amor... Não acredito que não se arrisquem a fazer algo mais animal de vez em quando. Mas isso é a vida deles, quem sabe. (?)
O resto da malta concordou, de facto. Notou-se muito aqui a disparidade de solteiros vs. comprometidos, homens vs. mulheres; uns que só praticam sexo por saciar necessidades, outros que o fazem porque é a única maneira de estar que têm - sem compromissos, outros que procuram amor, outros que procuram sexo, outros que procuram a junção, a mítica junção.

A verdade é que ninguém está como está por muito tempo. Talvez da próxima vez que este assunto for focado, os engatatões estejam embeiçados e a achar que o amor existe; e os agora apaixonados queiram tudo menos compromissos. A vida muda, o lado tabu de cada um muda com ela.


♥

Beijo,
Jane.

domingo, 8 de julho de 2012

Criançada

É verdade que tenho uma paixão assolapada por criançada, por bebés e miúdos, por pequeninos sem preocupações, a não ser acordar para ver bonecos ao fim-de-semana, comer e xingar o juízo à malta.
É verdade que cá dentro há uma coisa gigante chamada relógio biológico que toca mais que as doze badaladas com 7 cucos a ajudar cada vez que vejo um espécime daqueles. Até me passo!
Também é verdade que sou nova, e muito consciente disso; logo, filhos? Ahahaha, nem planos, a não ser o prazo. Quero ter um rapazolas com 28, e uma menina linda, quando somar 33 primaveras vividas. Penso eu que até lá já terei escolhido o progenitor com base em 'x' características; assim como terei vivido tudo o que ainda me falta viver, errado tanto quanto possível até à data, viajado o que me apeteceu, experimentado tudo o que quiser; e acima de tudo, reunido condições para lhes dar o que se chama amor incondicional e livre de preocupações, incluindo as que mais me afligem, de estabilidade e finanças.
Por isso é verdade que para compensar o tempo que falta, afilhei 3 projectos de humanismo, com o máximo de gosto e orgulho. Não sou madrinha dos 3 pela igreja, visto que dois deles nem baptizados são, por opção dos pais, e eu cá, concordo. Limitam-se a ter uma infinidade de madrinhas e padrinhos, tios e tias babados, que lhes davam a lua se pudessem.
Dois deles estão infelizmente, longe de mim, marcam uma passagem e a certeza de ter que regressar a lugares onde vivi anteriormente. A terceira vai viver para a Alemanha não tarda, nem sei que pensar.


Impossível...


O mais velho, tem agora 5 anos. É o meu rapazola, o loiro de olhos verdes que arrebatará corações naquela cidade assim que crescer mais 7 ou 8 palmos. Está enorme; não o vejo há quase um ano, mas todos os meses pede à mãe (Grande amiga, foi mãe adolescente. Acompanhei a gravidez toda, fiz praticamente papel de pai em ecografias e análises. Uma lutadora nata.) para me ligar. Chorei da primeira vez em que me disse: As coisas eram diferentes quando estavas perto, sabes? Tenho saudades tuas, e a mãe também! Chorei pela vida, apertou-se-me o coração de uma maneira como nunca tinha apertado. Tinha saudades, tantas saudades deles... Tenho um fim-de-semana planeado em casa do meu puto e sua mãe, na cidade que me viu nascer, para breve. Vou morrer de mimos!

A do meio, a minha preciosidade, enorme também está. Tenho mais contacto com ela; os pais fazem o favor de nos visitar muitas vezes em Lisboa, matamos saudades uns dos outros, admiramos a cachopa a brincar, e lembramo-nos do dia em que ela me disse: Estou grávida, vais ser madrinha. Vivem em Évora, marca ela também a minha volta à cidade que viu a minha avó, mãe e tia nascer; e que anos imensos mais tarde, viu a passagem do meu irmão pela Universidade, e a minha, em modo escapatória. Olhos castanhos, alourada, esperta esperta esperta, e com uma capacidade social invejável, faz amiguinhos onde quer que pare mais de meia hora. 

A mais nova. 3 anos, olhos azuis como o céu em dia de Verão, loira aos caracóis, a cópia do nosso feitio. A minha avó, bisavó dela, diz que nos vê aos 3 (Eu, João e primo) nela, um bocadinho de cada um, ali, naquele meio metro de gente cheio de inteligência. Dá-me as maiores gargalhadas quando me vê. Todos os fins-de-semana corre para mim quando chego, rapta-me para a sala para brincar, e não me larga um segundo. Adora a tia nova, a Liliana, chama-lhe tia ou menina, a outra até se passa, quase derrete. 
Aqui há uns tempos, o excelentíssimo padrinho dela resolveu arranjar uma namorada, e dizer que a respectiva era a madrinha 2. Com isto, a miúda intrigada chega-se ao pé de mim, senta-me no sofá, senta-se ao meu colo e começa:



Miúda - Oh Mad'inha...
M - Diz amor... - A calcular plenamente que dali não viria coisa boa.
Miúda - O Pad'inho arranjou uma mad'inha dois a mim! Quando é que tu arranjas um pad'inho dois pa' eu também?! - Isto proferido com um ar desconfiado e sabedor, entre risos e paragens como se rir lhe fosse tirar seriedade. 
M - Vou esganar o teu padrinho.
(...)


Beijarolas e sorrisos,
Morena

terça-feira, 3 de julho de 2012

Morenices. Ou modernices?

Chegou o início do mês. It's sushi time!

Sexta-feira, depois de mais uma manhã super inspirada na esplanada, com a cabeça enfiada entre Microsoft Word, Googl'asking e três enciclopédias gigantes em cima da mesa amarela do costume, percebi - Último dia útil do mês, haja dinheiro na conta bancária que agora mal o vê, desaparece.
Pois bem, era dia 29! E o dinheiro não era muito, mas era. E como prometido, liguei à mana para a informar.
Liliana: Sim, biotch linda?
Mafalda: Parvalhona, já recebi. Amanhã vamos jantar ao sushi?
Liliana: (em pleno ataque de histeria) 'bora, 'bora, 'bora, 'bora! Vou já avisar o Pê - my dear cunhas - que amanhã janto fora; fala com a Ná.
Mafalda: Combinado. Falo com ela nas aulas. Saímos ás 10, não te esqueças. Love you.
Liliana: Love you dois.
Mafalda: -.-'


Eram 20:30 quando entrámos no sushi. Optámos pelo take-away - este sábado tínhamos em mente um plano diferente de restaurante. Lindas e maravilhosas as três, super arranjadas, de vestido preto (coincidência), levamos cada uma uma travessa de sushi, e acabámos a jantar, com uma garrafa de sangria fresca para regar, à beira do Forte S. Julião da Barra a ver o pôr do sol. Se há momentos de inspiração são estes, agradeço todos os dias por ter vindo parar a morar aqui, depois de percorrer metade do país, género nómada.
Trocados os bitaites obrigatórios, as opiniões, falámos de tudo o que faltava contar e comentar.
Problemas de amor, dinheiro, saúde, família, parvoíces, frustrações; o balanço semanal, a contabilização de must do, must repeat, must correct, must (...). 
Planeamos o Verão, a passagem de ano, os aniversários das manas em Fevereiro, os festivais a que queremos voltar, a roupa que queremos comprar, a viagem obrigatória a fazer este ano, nem que seja ali ao meu lindo alentejo; Uma infinidade de coisas.
Depois, como que se uma consciência, uma noção, uma iluminação nos atingisse, paramos as três a olhar o horizonte. O mar calmo e quieto, as gaivotas a passear, a sorte que temos de estar aqui, com ou sem dinheiro, com ou sem problemas. Todas nós já vimos e estivemos muito pior. Agradecíamos a companhia, a paisagem, o sushi de que tínhamos imensas saudades. Limpámos as mentes - este foi um momento auge do fim-de-semana.




Sushi jantado, sangria bebida, cigarro fumado, fotografias tiradas para registar o momento. 

'Vamos embora, o concerto vai começar'

E aí vão elas. Concerto, malta toda reunida; uns tipos geniais musicalmente sobem ao palco. São imensos gajos, metade eles muito engraçados, tocam um género próprio de Kings Of Convenience, muito calmo, bonito. Mais tarde deixo ali ao lado uma músiquinha deles »»

Eram 00:30 quando eles se baixam em jeito de vénia ao público, um bocadinho descoordenados; pegamos no carro e siga, rumo a uma das esplanadas do costume. 
Estão cá as pessoas do costume, os risos do costume, as piadas do costume, os empregados do costume. E nós sentamo-nos, numa risota pegada a falar de coisas de criança, das quedas, das gaffes, das coisas que deixaram história, dignas de um filme de comédia.

São 3:00 da manhã, eu e a Liliana batemos na cama com dores de barriga de tanto rir.

L: Morenices, como nos faziam falta...
M: Ou serão modernices? Não me lembro de mais alguém jantar sushi a ver o mar, sentadas no Forte.
L: Whatever... Qualidade de vida. Obrigada.
M: Sleep tight meu bem. Obrigada eu.


Beijarolas e sorrisos,
Morena

terça-feira, 26 de junho de 2012

Let's talk about sex

Quem me conhece sabe que sou pouco envergonhada no que toca a falar, incluindo de sexo. Creio que se notou bastante bem, no último post que fiz (aqui). E é verdade que quando nos juntamos todas - aquele 'x' de gajas com quem me sento muitas vezes a uma mesa, cujo laço que nos une é uma grande amizade - o tema não poderia descambar para outro assunto que não, sexo. 
Somos umas quantas, de várias idades e experiências a contar. Umas morenas, outras loiras; umas mais altas, outras mais sardinhitas (como lhes costumo chamar eu, portadora de 175 centímetros de altura); heterossexuais, bissexuais ou homossexuais; reservadas ou mais descaradas. Somos umas quantas, de todos os tipos e feitios.



Na nossa mesa não falta vinho. Estas escassas noites de Verão em que nos temos reunido, são regadas a vinho branco, fresco, e o empregado giro giro giro a servir não faz ideia do quanto é alvo de comentários e remates assim que vira costas. Puxam-se uns cigarros, e a conversa rola por aí fora. Sempre bem dispostas, as gargalhadas são ouvidas pela esplanada; pomos a conversa em dia, mandamos meia dúzia de bitaites em relação à sociedade, alguma cusquice corrida, coisas do dia-a-dia, tudo mais. Um ambiente 'Sex & The City' fantástico. Até que chega o momento em que alguém se lembra de falar do tema chave, o que faz correr 'rios de latim' nas nossas mesas. Partilham-se experiências, contam-se acontecimentos, verdadeiras histórias. Assim que o assunto chega à cama, ou balcão de cozinha, ou banco do carro, ou corredor (...) sabemos que a conversa está gerada para mais uns pares de garrafas.




Pouco concluímos. As preferências são diversas, semelhantes ou muito distintas, as ideias divergem e convergem; as histórias, ainda mais. 

Dominar; dominada. Abusar; ser abusada. Homens; mulheres. Seduzir; ser seduzida; Individuais; colectivos.  Pornografia; erotismo. 'N' prismas diferentes, e ideias que são constantemente trocadas. 

A verdade é que estas conversas são sempre muito úteis. A última deixou alguma curiosidade, julgo que na maioria. A linha, aquela linha super ténue entre o prazer e a dor. 
Não digo S&M à séria, mas... Umas coisinhas aqui, uns apertões ali, umas asfixias mínimas... (Risos). Há coisas que a maioria nem sonha fazer, e penso que é uma questão de experimentar, quem sabe não gostarão?

Alguém disse (Em resposta a um negativo que apanhou na conversa): O quê? Vais dizer que não gostas de umas palmadinhas de vez em quando? Ou de uns puxõezinhos de cabelo? Então, é só avançares mais um passo, dos pequeninos - para já, conclui.
O quanto me ri com a cara da pessoa que disse não gostar de qualquer tipo de agressividade quando se chega à cama, é impagável ( E sem qualquer falta de respeito, aquele é acima de tudo um círculo de amigas, respeitamo-nos todas imenso. Não há gozo, mas muita brincadeira)



Deixámos o tema pendente para a próxima. Ficava tarde, e o dia fatídico de semana esperava-nos. Maaaas, deixo aqui algumas conclusões na altura. Isto é, se existirem...




♥ 

Beijo,
Jane

sexta-feira, 15 de junho de 2012

(Dis)concordâncias

Eu estou ao contrário. Nasci do avesso, já percebi. Por algum motivo, não sei, eu estou do avesso. Nem sempre o acho, mas sempre que me armo em cusca e ouço a conversa dos outros, é essa a conclusão a que chego. É que nasci od osseva.

Espera, não sou só eu. Era a minha mesa inteira.


Ou se calhar não nasci. Se calhar sou só de 'ideias fixas e muito liberais' (risos?), e gosto pouco de life mixórdias, passo a expressão. Quem me conhece, conhece bem a teoria do 'Mete-te na tua vida, obrigada'. Há quem a conheça de uma ponta à outra, há quem a vá começando a conhecer, há quem tenha sido privado deste facto por diversas razões, mas a verdade é que quem sabe, sabe o que eu quero, conto e autorizo a reter de informação. E não mais, não menos. 



Se calhar antagónica. Ups... (cara de palerma desentendida que já irão entender)


Por isto (e já começava a dispersar por temas paralelos) fico CHOCADA quando ouço conversas regidas por mentes um pouco ou nada mais 'quadradonasíssimas' - palavrão que mesmo assim não transmite o quão quadrado é - que gritam a muitos ventos que são contra isto ou aquilo, blá blá blá e etc's, quando eu quase que juro a pés juntos que são mais leigos no assunto do que eu a fazer equações com 7 letras e um número. 
Isto, alegam uns ser 'de esquerda', outros 'de direita', outros 'assim mais ao centro'. No fim da conversa, eu não percebi quem era o quê, nem em que acreditavam, e estava de tal ordem de mal com aquelas ideias, que daí a iniciar um debate na minha mesa, foi um pulo.


... 

Não somos mais intelectuais e sabidos, mas a verdade é que a mesa de quem eu escutava a conversa minutos antes, estava de olhos e ouvidos colados na conversa que havia sido gerada a partir da conversa deles, e muito caladinhos, com cara de aprendentes. Mais uma vez, chegam as Dis(concordâncias) de ideias, filosofias políticas, o lavar de roupa suja em relação ao Passos Coelho (cof cof cof) e amiguinhos, temas interessantes. E eles lá continuaram, debate fora, ouvindo e retendo, discutindo baixinho aquilo que ouviam. Eu e a ela, que topavamos a cena toda, não contínhamos o riso que aquela situação nos provocava - Quem diria, hoje aprendem connosco, todos um bocado asneirentos e marinheiros. Era bom observar, e era bom lá para o meio da conversa dizer uma data de #$%&#«' só para aliviar o stress das tais Dis(concordâncias). A verdade é que a tendência ali acabou invertida, e espero eu que os alheios tenham retido algumas ideias...
A verdade é que digam o que disserem, há factos e factos, e é verdade que são apenas ideias... Mas as minhas não passam destas.


Sou a favor da legalização do aborto.
Sou a favor do legalização casamento homossexual.
Sou a favor da legalização da adopção de crianças por parte de casais homossexuais.
Sou a favor da legalização da Marijuana.
Sou a favor da legalização da eutanásia.
(...)




Acho que sou, acima de todos os tópicos concretos, a favor do lema que diz que cada um cuida de si. E não, não é «Cada um sabe de si, e Deus sabe de todos». Mas sim 'Cada um sabe de si, da sua vida, do seu corpo, das suas opções, PONTO'.


Agora digam-me lá. Ue icsan od osseva? Ou o mundo está louco e cego, tão centrado naquilo que considera importante, isto é, meter-se na minha vida e não cuidar da deles; ou o mundo de facto, está louco e cego, e louco e cego porque sim, ficará (mesmo que eu tenha de facto nascido virada ao contrário).


E porque é sexta-feira, tenham um óptimo fim-de-semana, com discussões pseudo-intelectuais ou não.


Post Scriptum: Não digo que tudo o que aqui escrevi não possa ser sujeito a discussão e troca de ideias. Apenas quero deixar esclarecido que estas são as minhas, e estou disposta a debater o assunto. Respeito qualquer ponto de vista, só não tolero faltas de respeito pelas minhas como assisti naquela conversa alheia. Sem querer com este post, causar qualquer tipo de picardia, atenção.


X.o.x.o,
Dorothy

domingo, 10 de junho de 2012

Vinho Branco I

«Não tenho medo! Falo de sexo como quem fala de alfaces»
(Gargalhada geral)



Estavas bonita, estavas...

♥

Beijo, 
Jane

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Imensa informação




 E é assim, que com 20 anos me vejo - with no future.

Cada vez que olho, paro, penso e reflicto sobre a merda que vejo acontecer neste país até me arrepio, vêem-me memórias à cabeça, e suposições que já não aguento.
O Passinhos a.k.a Bunny Steps a.k.a. Passos Coelho e ainda (!) a.k.a Primeiro Ministro de Portugal, que me chama piegas, que me aconselha a virar costas ao meu país, que me pede mais e mais dinheiro e em cima disto,  exige que trabalhe até chegar a hora de bater a bota, que não me deu uma p*ta de uma ajuda quando o orçamento familiar de minha casa era de precisamente 0€, obrigando-me ainda a pagar 200 euros em livros que senão compra-se, reprovava o ano escolar (Isto, era eu ainda mais nova), e ainda me diz 'Temos que apertar o cinto!' - MAIS FODA-SE? Eu já nem cintura tenho!
Agora esperem, com este prisma querem que não os mande todos para o caralho?

Depois desviei o olhar do meu umbigo geracional, apontei-o para o fundo do escritório. Os meus olhos brilharam, porque brilham sempre que olho para aquela menina, a minha menina de olhos tão azuis como o céu neste dia de calor. A minha Rita ♥, a sobrinha/prima mais bonita, linda e maravilhosa que me podiam ter dado. Tem 3 anos. 3! E agora? Se eu acho que não me safo, e ela?


Conversas de Cigarro e Nespresso:

Mafalda: O Pedro disse-me que o melhor, é mesmo Alemanha. Dos 15 amigos de faculdade com quem manteve contacto, 11 estão emigrados e a viver bem. A Irina já foi, e ele não tarda leva a miúda também...
João: Não penses já em sair daqui, sem estudos, de mãos a abanar. Não aches que é fácil.
Mafalda: Eu sei que não, mas vejo esta família toda no estrangeiro daqui a uns anos, vejo...
João: Se a minha é a Geração À Rasca, a tua é o quê, Mafalda?
Mafalda: Super À Rasca Com Dose Extra? (Risos)
João (ri-se)
Mafalda: E a Rita? Geração Já Foste?

Concluo assim meus amigos, que não sei que vos diga mais. A fuga de cérebros e inteligência deste país está-se a tornar evidente, assim como a vontade de o fazer. Não há amor à pátria que resista.
Estudar e trabalhar dá cabo da alma de qualquer um, qualquer dia não tenho nem tempo para me coçar e respirar fundo, até porque já me estou a ver a pagar Taxa por Respiração e Taxa por Tempo de Lazer - que bem ou mal, já são pagas mesmo. (Risos).


X.o.x.o
Dorothy.
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Em tempos de crise...

Eu sou 'A Rapariga Que Roubava Livros'. Achei este livro numa biblioteca, e achei piada. Simplesmente porque antes de ler a capa, já o fazia. Não considero furto, considero dar melhor utilização ás páginas que ali estão, do que deixa-las ali ficar sem que ninguém as aprecie.




Desculpem se o meu gosto por ler não acompanha a minha carteira. Sair à noite sai mais barato, mas mesmo assim, não consigo abdicar.

Nádia diz: Cada uma de nós tem uma pancada; Para todos os gostos, de arrumar coisas, a gritar, até a roubar livros...


Beijinhos,
She versus Say
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Esta semana no Shiuuuu saiu este segredo, que tem gerado uma controvérsia gigante entre os comentadores. Entre 'casamentos arranjados', a 'porquês', a 'tu é que sabes', a 'má escolha' pode-se ler de tudo.
Agora pergunto eu... A valorização da virgindade deve ser tão alta ou tão baixa assim? 

Cada um sabe de si, só vos digo isto...

E mais, as melhores cenas da vida:
Comer, dormir, f*der. Não? (Risos)


Beijos,
Jane.


Post Scriptum: Já estavam a precisar de testamentos para ler...

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Opiniões, confusões, protestos

De facto não sabíamos qual de nós hoje viria aqui discursar, gerar algum tipo de curiosidade (ou não) sobre esta(s) pessoa(s). Não sabíamos de facto qual dos lados ia falar, expressar alguma coisa de (in)útil. Então em reunião plenamente psicológica e psicótica ponderando sobre alguns temas, chegámos a conclusão: Não sabíamos.
Ao longo dos dias o assunto foi pensado, pensado, e re-pensado; mais tarde caído em esquecimento (Perdoem-me este cérebro).
Então hoje, o meu post nada romântico e cheio de histórias para contar, resume-se a isto:

Sentada no café que presenciou todo o meu percurso de ensino secundário, onde passei tantas aulas de matemática, observo... Limito-me a observar os seres humanos que me rodeavam. Com um phone posto no ouvido direito, concentrava-me em Massive Attack - Paradise Circus; e como é lógico e já dito, no resto do mundo e dos eu's espalhados pelo mundo, assim como simultaneamente ia dando um olhinho ao comentário que revia sobre a crónica do caro Pacheco Pereira "A lagartixa e o jacaré", e pelos seus ditos por não ditos - não, não é hoje que vou falar de política; e não, eu não vos vou revelar para já as minhas tendências e revoluções interiores muito correctas (ou não).
Houve uma certa conversa que no meio de toda esta confusão me saltou ao ouvido, e chamou à atenção. Despertou-me, a Dorothy da história e confusão mental.

Uma mesa com meia dúzia de pirralhos discursa em volume mais alto que o costume sobre o melhor dos temas para este 'eu'. Homossexualidade. (!)

Que vos hei-de eu dizer?

«Personagem 1: Foda-se puto, mas é estranho!
Personagem 2: Opá, mas quem é que escolhe ser paneleiro? - Aqui, já eu gargalhava interiormente. Apeteceu-me entrar no debate.
Personagem 1: (Risos) Eu não sou de certeza! - E a Dorothy pensa: Sim... Todo tu muito hetero e viril, e nunca deves tu ter dado beijinhos de chapa. *facepalm*
Personagem 3: Não sejam estúpidos. A mim não me faz confusão, cada um sabe de si.
Personagem 1: Mas tu és maluca!
Personagem 2: É anti natural.»

A esta altura do campeonato já me começava a fervilhar o sangue, apetecia-me dar explicações sobre hormonas, escolhas e muito sobre... Respeito e liberdade. Mas isso tive que deixar para trás e lá está, permitir que a liberdade de expressão seja usada, mesmo que a meu ver, muito mal; antes ficar calada que falar para 5 ou 6 paredes com cérebros muito confusos e continuar a aproveitar a minha músiquinha. (SÓ ME APETECE MANDAR VIR!)


Isto não funciona assim, sabiam?
 (Imagem retirada DAQUI)


Portanto, deixo aqui a minha breve conclusão:

1: Defendo o chamado 'casamento', a chamada adopção por parte de casais do mesmo sexo. O amor (ou o que for que lhe chamem) não escolhe géneros, feitios, idades, carteiras (ou não devia), raças e etc's.
2: Onde anda a educação? A informação? Onde andam as explicações e esclarecimentos?
3: Não somos todos iguais? Simplesmente humanos?
4: Quando é que param de se meter na vida dos outros? (Olha que fala, eu sei... Risos.)
5: Eu pensava que a liberdade tinha sido reconquistada fazem uns belos aninhos;
6: Serei só eu a pensar assim? Alguém me vai conseguir responder?




X.o.x.o,
Dorothy.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Recordações

Não sei por onde começar, onde começar por explicar o primeiro dia do resto da minha vida. Sim, foi aquele (como muitos outros o foram) ;  aquele dia em que conheci um mundo completamente deslocado do meu. Era muito nova, transportada numa inocência de menina incrível, levava apenas treze primaveras comigo. E sim, foi esse o dia, aquele em que conheci aquilo a que hoje chamam de substâncias psicotrópicas ilegais – drogas.

Tivemos um confronto poderoso, e cheio de riso pelo caminho. Aprendi tanto quando pude com ela, com tudo o que esse “mundo deslocado do meu” tinha para me ensinar.
Não me vou perder com grandes falas e caminhos. Ao longo do tempo saberão mais sobre esta descoberta, e sobre os fascínios que me trouxe. Hoje quero-vos falar um bocadinho do meu prisma sobre uma amiga minha, chama-se droga e tem séculos de existência. Um bocadinho da sua história, ou da sua história comigo... Não me vou por já a falar de grandes tripes (risos), não... Isso virá mais tarde, quando eu vos quiser contar de vezes em que vi o meu imaginário tornar-se real, visual.

Sei que pelo caminho me perdi, algures pelos caminhos que corri. Fiz disto e DELA um escape autêntico a toda a merda que a minha cabeça levava. Inconscientemente, compensei faltas de qualquer coisa – que não sei se sei o que é, ou sei e não quero contar – para que assim, me sentisse melhor ou pior – acima de tudo, ANESTESIADA. Não digo que me arrependo, porque não o faço, até porque tivemos uma longa história e cheia de interrupções pelo caminho. Hoje sei que descobri o remédio – ser eu não sendo eu, e logo um dia, isso logo se vê.


(from trumblr)



A primeira vez que vi todo o processo de fazer, enrolar uma ganza, broca, canhão, charro, como queiram, de conhecer expressões totalmente alheias ao meu dicionário pouco vasto em termos de calão...

“- Toma Em, fuma;
-O que é isso?
- (Risos) Experimenta que vais gostar;
- Não sei não...
- Dá um bafo, eu conheço-te...”

Quem teve este diálogo comigo já não se encontra presente na minha realidade, na minha vida, na minha imaginação e nem em sonhos algures escondidos em mim. Fugiu. Mas a verdade é que toda a introdução a qualquer coisa deste género foi feita pelo Tiago, tinha ele dezoito anos, era um irmão para mim. Eu experimentei, dei um bafo (sim, eu tossi por todos os lados quando pude, era diferente de tabaco, era Erva), depois outro, e ainda outro – Isto bastou-me para naquela tarde ter apanhado a primeira ‘moca’ da minha vida, NAQUELE jardim, sentados NAQUELA relva escondida debaixo de sol e longe de olhares alheios. Senti-me bem, senti-me leve, ri-me até que me doesse a barriga, estava bem e descomplicada, anestesiada e levada pela sensação de ‘Who cares?’. 

Erva é hoje algo mais banalizado, mas mesmo assim muita gente não entende – peço assim que não critiquem, e mesmo não aceitando, respeitem. Hoje a legalização da mesma é um tema muito activo nesta pequena e monstruosa sociedade, mais tarde deixarei aqui a minha opinião sobre tudo. Para já, deixo-vos AQUI um blog para que possam saber mais sobre os prós e contras do seu consumo, uso, abuso, existência... Ohh, o que quiserem! Gera controvérsia.

P.S- Eu sou a queimada neste prisma todo, e de mim ouvirão falar de muita coisa que à maioria gera controvérsia e suspeita. Deixem opiniões, assuntos que queiram ver debatidos em relação ao que leram e ao que o rodeia.
P.S.2- Também sou a psicótica da história.

Kisu,
Eme’s