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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Vozes interiores

Conflito interno e pessoal entre personalidades:

- Estarás pronta?
- Hum?
- Responde-me. Estarás tu pronta?
- Pronta para?
- Pronta para seguir em frente; para mudar, lutar e seguir em frente. Para mudar o Mundo. Sim, tu aí - nós aqui. Estaremos todas nós, prontas?

Não vou parar de lutar, baixar os braços, recolher as armas ou desistir. Não me vou render, e acima disso, ainda vou ganhar. Vou travar batalhas e guerras abertas; vou por mim, por ti e por eles; vou pelos que já foram, pelos que ficaram, e pelos que ainda vão. Se por pânico, medo, aflição, teimosia, feitio ou destino ainda não sei, mas vou.


(Estou em Lisboa, são 15:18. Está vento e frio, a música balança-se dentro de quem sou. Lá longe, no entroncamento, reflecte-se e mostra-se o sol ora escondido por prédios, ora escondido por nuvens. Resta-me mais nada que não esperança - um laivo mínimo de força.)


- Vamos mudar o Mundo?
Vamos mudar o Mundo - nós, os apaixonados que gostam de aventuras, falam com o olhar e têm todos os sonhos do Mundo. Não paramos nem quebramos, por uma liberdade de pensamentos que os unifica. Cada um no seu canto, no seu pequeno canto do mundo.

- E o amor? 
«No amor e na guerra vale tudo». O amor cá continua presente e ausente, em todas as formas, feitios e sabores. Amor é aquilo que todos temos, seja ele uma paixão arrebatadora ou simplesmente um amor discreto; mas amor todos temos.

- E eles?
Eles assistem, eles agradecem e sorriem. Eles ajudam-nos quando chega a hora de lamber feridas e parar por um milésimo de segundo. Os amigos, fiquem eles ou vão - os amigos agradecem - acima de tudo, nunca se esquecem.

- Então é por eles?
Repito que é por mim, por ti, por eles, por quem fica, quem vai, quem foi. É por nós.

- Mas nós quem?
Nós. Só nós. Todos nós.





Beijinhos,
Mafalda

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Curtas #4

Jantaradas. Pessoas. Almas. Saberes. Isso, e cerveja a 50 cêntimos. Yes, I love this city.

terça-feira, 19 de junho de 2012

A Alma

Recebi um feedback enorme relativamente ao post 'Fácil assim', e todas as respostas e conversas sobre aquele texto me fizeram pensar um bocadinho mais sobre o assunto. A alma. Fui pensando nisto em tempos de cérebro parado, de divagação interna e eterna, divagando sobre tudo o que achava e em como se cruzava com o que me haviam dito. Até que ao deitar, o livro de cabeceira cai ao chão. Peguei nele desengonçado e de páginas um bocadinho amarrotadas, e leio:

"E quando se ouve como ele a define, então desiste-se de lhe buscar uma comparação.

«...a alma que a mais longe escada tem e mais fundo pode descer,
a alma mais espaçosa, que mais largamente em si mesmo pode correr, errar e vaguear,
a mais necessária, que com prazer de precipita no acaso,
a alma que, sendo, que entrar no devir, a que, tendo, pretendo chegar ao querer e desejar,
a que foge de si própria, se apanhar em vastíssimos círculos,
a alma mais sábia, aquela que a demência aconselha com mais doçura,
a que mais se ama a si própria, em que todas as coisas têm o seu fluxo e refluxo, a sua baixa-mar e preia-mar...»

Mas é essa a concepção (...) Zarathustra é um dançarino; como é que o homem que tem da realidade a visão mais dura e mais terrível, que cogitou o «pensamento mais abissal» não encontra aí, contudo, qualquer objecção contra a existência."



Imensidão


Foi só para fazer o reparo. Acreditando ou não em coincidências ou destino, fado, karma (...), achei curiosa a relação espaço-tempo-pensamento em que li aquela página do livro que tenho deixado para trás, não sei se por falta de coragem, paciência ou inteligência. Caiu, simplesmente.

Alguém disse: A tua alma?! -.- Como é que não a vês?! Nas pessoas que Te rodeiam? Não vês como elas 'lhe' reagem?
... Pensando assim, obrigada a vocês, número 'x' de pessoas que validou a existência da minha alma por estar perspectiva. 


Beijinhos,
She versus Say

sexta-feira, 15 de junho de 2012

(Dis)concordâncias

Eu estou ao contrário. Nasci do avesso, já percebi. Por algum motivo, não sei, eu estou do avesso. Nem sempre o acho, mas sempre que me armo em cusca e ouço a conversa dos outros, é essa a conclusão a que chego. É que nasci od osseva.

Espera, não sou só eu. Era a minha mesa inteira.


Ou se calhar não nasci. Se calhar sou só de 'ideias fixas e muito liberais' (risos?), e gosto pouco de life mixórdias, passo a expressão. Quem me conhece, conhece bem a teoria do 'Mete-te na tua vida, obrigada'. Há quem a conheça de uma ponta à outra, há quem a vá começando a conhecer, há quem tenha sido privado deste facto por diversas razões, mas a verdade é que quem sabe, sabe o que eu quero, conto e autorizo a reter de informação. E não mais, não menos. 



Se calhar antagónica. Ups... (cara de palerma desentendida que já irão entender)


Por isto (e já começava a dispersar por temas paralelos) fico CHOCADA quando ouço conversas regidas por mentes um pouco ou nada mais 'quadradonasíssimas' - palavrão que mesmo assim não transmite o quão quadrado é - que gritam a muitos ventos que são contra isto ou aquilo, blá blá blá e etc's, quando eu quase que juro a pés juntos que são mais leigos no assunto do que eu a fazer equações com 7 letras e um número. 
Isto, alegam uns ser 'de esquerda', outros 'de direita', outros 'assim mais ao centro'. No fim da conversa, eu não percebi quem era o quê, nem em que acreditavam, e estava de tal ordem de mal com aquelas ideias, que daí a iniciar um debate na minha mesa, foi um pulo.


... 

Não somos mais intelectuais e sabidos, mas a verdade é que a mesa de quem eu escutava a conversa minutos antes, estava de olhos e ouvidos colados na conversa que havia sido gerada a partir da conversa deles, e muito caladinhos, com cara de aprendentes. Mais uma vez, chegam as Dis(concordâncias) de ideias, filosofias políticas, o lavar de roupa suja em relação ao Passos Coelho (cof cof cof) e amiguinhos, temas interessantes. E eles lá continuaram, debate fora, ouvindo e retendo, discutindo baixinho aquilo que ouviam. Eu e a ela, que topavamos a cena toda, não contínhamos o riso que aquela situação nos provocava - Quem diria, hoje aprendem connosco, todos um bocado asneirentos e marinheiros. Era bom observar, e era bom lá para o meio da conversa dizer uma data de #$%&#«' só para aliviar o stress das tais Dis(concordâncias). A verdade é que a tendência ali acabou invertida, e espero eu que os alheios tenham retido algumas ideias...
A verdade é que digam o que disserem, há factos e factos, e é verdade que são apenas ideias... Mas as minhas não passam destas.


Sou a favor da legalização do aborto.
Sou a favor do legalização casamento homossexual.
Sou a favor da legalização da adopção de crianças por parte de casais homossexuais.
Sou a favor da legalização da Marijuana.
Sou a favor da legalização da eutanásia.
(...)




Acho que sou, acima de todos os tópicos concretos, a favor do lema que diz que cada um cuida de si. E não, não é «Cada um sabe de si, e Deus sabe de todos». Mas sim 'Cada um sabe de si, da sua vida, do seu corpo, das suas opções, PONTO'.


Agora digam-me lá. Ue icsan od osseva? Ou o mundo está louco e cego, tão centrado naquilo que considera importante, isto é, meter-se na minha vida e não cuidar da deles; ou o mundo de facto, está louco e cego, e louco e cego porque sim, ficará (mesmo que eu tenha de facto nascido virada ao contrário).


E porque é sexta-feira, tenham um óptimo fim-de-semana, com discussões pseudo-intelectuais ou não.


Post Scriptum: Não digo que tudo o que aqui escrevi não possa ser sujeito a discussão e troca de ideias. Apenas quero deixar esclarecido que estas são as minhas, e estou disposta a debater o assunto. Respeito qualquer ponto de vista, só não tolero faltas de respeito pelas minhas como assisti naquela conversa alheia. Sem querer com este post, causar qualquer tipo de picardia, atenção.


X.o.x.o,
Dorothy

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Fácil assim


É fácil assim... 
Conquistável, serei? Pensei nisso hoje, sentada na esplanada como sempre, depois de uma intensiva escrita sobre factos económicos e balanças a decorar (a verdade é que amo a área em que estou, mas cansa-me quando quer). As pessoas passavam, eles e elas, e eu dei por mim a divagar sobre o conquistável, o famoso amor, a famosa balada das borboletas na barriga. Mas de facto...

Se eu não sei onde anda a minha alma, como a vou entregar a alguém? Mas entrego, entrego o que descubro e re-descubro todos os dias da minha bela vida.

Maaaaaas... Inteligência, mandatory. 

NÃO É TÃO FÁCIL ASSIM!


Beijinhos,
She versus Say

domingo, 10 de junho de 2012

Vinho Branco I

«Não tenho medo! Falo de sexo como quem fala de alfaces»
(Gargalhada geral)



Estavas bonita, estavas...

♥

Beijo, 
Jane

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Bonecadas

Hoje a conversa parou como sempre, em política, dinheiro, capitalismo e afins. Em r e v o l t a ( ? )

Horas depois abro o facebook, e vejo isto.


Mafalda, by Quino

Eu só vos digo... Eu chamo-me Mafalda, e acabo de vos apresentar a principal razão. Ela é só a melhor.
Desde pequenina que sou fascinada por estas B.D's, e são de facto as melhores e que mais me prenderam. Aos 11 anos a única coisa que pedi aos pais foi o livro 'O Mundo de Mafalda', que trazia a colecção toda de quadradinhos editados. Este livro ainda hoje está ali, no mesmo canto destacado de sempre. 
Porque se me chamo Mafalda, há motivos... Contestatária, curiosa.

(A única diferença é que eu gosto de sopa!)


A minha mãe jura que lhe saiu o tiro pela colatra. Será?


Beijo, beijo, beijo
Mafalda

sábado, 26 de maio de 2012

Vision of life | Way of living

Good morning @ Cais do Sodré, 09:23

Cheguei. Tanta gente, muita gente. Uma imensidão rendida ao sistema, a um sistema com o qual aprendemos a lidar desde cedo; uma sociedade assim organizada, e nós nada podemos fazer contra isso.
O stress nas faces humanas é indescritível, o corre-corre matinal, o mau-humor, a irritação, a consciência que dita ser 'mais um dia de trabalho'.
São demasiadas pessoas, demasiadas pessoas que vejo infelizes, e rendidas ao 'TEM QUE SER'. Não gosto disto...
Mas por outro lado, vejo um prisma positivo. Vejo Lisboa, a minha velha Lisboa.

Cais do Sodré
Esta Lisboa que há 5 anos me fez perder de amor por ela. A única e tão diferente cidade, tão diferente de todas, tão igual a mim.
Ainda me sento e penso; eu sou igual a todas aquelas caras formatadas e infelizes que vejo de manhã. Saio do comboio, vou sempre na mesma carruagem, pronta para saltar para fora, descer as escadas a correr, e ir até ao metro onde sou enlatada até à Baixa Chiado. Mudo de linha muito rapidamente, e chego ao meu local de destino. Eu sou igual... Mas sabem? No meio de todas as semelhanças eu continuo diferente. Eu lutei por ter este nível de normalidade na minha vida. Depois de perdida, foi aqui que me encontrei. Em Lisboa.


After Lunch Coffee @ Saldanha, 14:23

« Contrastes. Mundanos. Contrastes. Urbanos. Contrastes. Humanos.
São 14:23, puxei do cigarro, Chesterfield soft-pack, que a vida não dá para mais. O café, meu companheiro fiél de todas as horas desperta-me os sentidos, as sensações. Desperta-me o cérebro que anda desorientado. Voltei a dormir apenas 3 horas esta noite; o café, o meu lindo café, desperta-me.
Vejo gente, apenas gente. Tamanhos, formas, feitios, belezas, carteiras, vão do 8 ao 80 consoante vão passando. E eu. Vejo-me ao som de Florence. A música manda, 'Just keep following the heartlines on you head'. I b e l i v e. »
 
(Alguma louca escreveu isso...)


Afternood sunset @ Largo do Camões, 17:43

Quiosque do Largo de Camões

E o dia acaba aqui.

Assim... 



E tu Lisboa, linda e velha Lisboa; que sabes todos os meus segredos...
Até amanhã.



Kisu,
Eme's



Post Scriptum: As fotografias deste post são da autoria de Sérgio Pontes.
http://ateoriadokaos.blogspot.com
http://www.facebook.com/ateoriadokaosphotography

Aconselho vivamente a que visitem o espaço dele e vejam mais do seu trabalho.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

100 coisas

Um ano depois estou sentada no mesmo café onde ambas contámos as nossas vidas. Um ano depois estou sentada na mesma mesa ou posição de quando rimos de tudo o que tínhamos passado. Um ano depois estou sentada no sítio onde juntas começamos uma lista...


100 coisas a fazer

E porque um ano depois continuamos com a lista por fazer, decidi que lhe vou dar continuidade, publicá-la aqui, e pedir ajudas.

Estranhas Filosofias de Filosofias Estranhas

A postar...
100 coisas para fazer.


Beijarolas e sorrisos,
Morena