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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Pensar demais faz mal

É segunda-feira à noite. Lá fora chove a um ritmo intenso enquanto me sento na mesa da cozinha ao computador, frente a frente com um dos meus colegas de casa. 

A nostalgia invade-me em momentos como este, a música calma e bonita leva-me a um levitar mental elevado ao máximo dos expoentes. Os anéis, a maquilhagem, a roupa e as botas magoam-me. O meu próprio corpo hoje consegue estar magoado por ele mesmo. Sei a resposta a este estado, sei o porquê deste estado, sei que luto estou hoje a fazer - e isso, revolta-me. Queria controlar o que sei ser incontrolável. É uma das minhas maiores manias, sou uma control freak a nível emocional. Queria ver avanços, queria fazer replays, queria fazer restarts!


Kisu,
Eme's.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

XX-XY


Aqueles lençóis brancos foram palco das melhores sensações do mundo; beijei-te como se o mundo fosse ter um término certo e próximo - não te queria longe de mim. O fumo dos cigarros que fumámos invade um quarto pequeno e escuro onde apenas se ouvem as nossas respirações ofegantes - próprias do envolver que vivíamos a cada segundo. Era a primeira vez que ali estava, e no entanto, as tuas mãos que me começavam a ser familiares, davam-me uma sensação conhecida - sensação de segurança. A roupa desapareceu lentamente, espalhada pelo chão e sofá. Éramos desordem e desejo em conjunto. Aqueles beijos enlouqueciam-nos como poucas vezes acontecera.


Lembro-me de me sentar, passares as mãos pelo cabelo comprido que se estendia pelas minhas costas, de te agarrar com força, como quem mendiga o teu toque. O teu calor. Possessão.
Corpo com corpo - sentia-te ardente. Fervíamos lado a lado, percorrendo cada centímetro de pele que havia por descobrir, envolvidos numa comunhão que não conhecíamos e me fascinava. Dei-me a ti, deste-te a mim; eu fui tua naquela noite, assim como foste tu também, meu. 
 
Os gemidos e balanços daquela cama, o barulho das traves a rangerem a cada movimento meu e teu - como me agarraste as mãos incontroladas pela perfeição com que me atingias, com que nos completava-mos a cada descoberta. Olhaste-me nos olhos, viste-me a alma enquanto te sentia em mim. A música, de agrado aos dois não permitia uma única paragem - e eu, sem palavras que descrevessem todo o ambiente em que me encontrei. Parei, olhei-te nos olhos - era eu quem agora te via a alma.
Sabias-me bem, tão bem. Lembro-me do êxtase que provocaste. Sabias-me bem, tão bem.  


Beijo,
Jane.

sábado, 1 de setembro de 2012

23:27

A. R. ♥

E é de facto a minha menina que a desperta. Estar sem ela tem sido doloroso; como sabem, a minha sobrinha é das coisas que mais me agarra à terra. Aproxima-se o dia de ida para a Alemanha, começa a contagem. E faltam... 9 dias para ficar sem a presença dela meses a fio. 

Vou ter saudades tuas, pirralha.

Beijarolas e Sorrisos,
Morena.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Work.

Arranjei emprego. Começo segunda-feira a formação na minha linda e amada cidade de Lisboa.

Por outro lado, caí da cama hoje, e vou passear por aí o dia todo.

Ainda de seguida, hoje é sexta-feira. O derradeiro festejo, visto que depois de meses a pertencer à estatística, estou empregada.



Se tudo correr bem, amanhã não me lembro de muita coisa.

X.o.x.o,
Dorothy

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Amor

É... Amor. Tenho pensado no assunto ultimamente, mais por obrigação. Eu cá, continuo na minha, de estado civil 'solteira'. Mas, há quem ande com problemas, e por isso abro o consultório sentimental e tento ajudar. Mas, falar é sempre mais fácil que fazer, e também existe como aqui, sempre um mas. Tontices à parte, é difícil corresponder às necessidades desta malta; eu, como solteira há tanto tempo que estou, há alturas em que pela minha lógica nada daquilo faz sentido, e creio sinceramente que ou sou eu que louca, ou são eles que têm os complicómetros ligados ao máximo. Depois, ponho-me a pensar na altura em que era o meu estômago que tinha as famosas borboletas, quando era eu que sentia os calafrios e as pernas a tremer. De facto, amar é difícil.

  

Eu fiz uma opção - manter-me assim, solteira por uns tempos; não implicando obrigatoriamente que estivesse sozinha. Saída de uma relação de dois anos e mais uns trocos, queria lá saber de amor, queria lá saber de amar, queria lá saber de compromissos, ciúmes e justificações. Hoje, passado tanto como este tempo, admito que sim, que amar faz falta.

Por isso, com que cara olho para eles e digo: Sê como eu, e tira uma pausa de amar, por amor a ti. A mim fez-me bem; não desdenho quem mantém relações, ora claro que não! Há alturas em que chego a invejar. Depois, vejo cenas de ciúmes e controlos, e só penso que de facto, estou muito bem assim. É tudo tão relativo...


Por isso, sobre amor pouco falo mas muito penso. Hoje que caí da cama e já tratei de mil assuntos, tinha que me dar a queda para o assunto.
Um bem haja a todos!



Beijinhos,
She versus Say

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Nota #1

O que é teu, à tua mão vem parar.

Resta-me dançar com as circunstâncias.


Beijinhos,
She versus Say

Eu tenho de facto...

A melhor amiga, a melhor irmã, a melhor confidente. Obrigada, Liliana ♥





Porque nada pagará os momentos, e os favores... Cof cof cof.


Beijarolas e sorrisos,
Morena

sábado, 11 de agosto de 2012

Decisões #1

Um certo nível de passeios, alguns bitaites, algumas foleiradas ouvidas, muitas calinadas dadas. Estive estes dias de folga, trabalhei que nem uma mula, mas compensei no recreio tanto quanto pude. 


Pus as ideias em ordem, relativamente a este cantinho, relativamente a mil questões, certos problemas, e tantos outros etc's que existiam.
Está na hora de juntar dinheirinhos para sair daqui um fim-de-semana, e enviar currículos até à exaustão. Resolve-se que vou tirar uma licenciatura de gestão, comprar uma cama de casal, continuar a escrever parvoíces aqui, arranjar um trabalho de vez, deixar de ser parva, insultar quem anda a merecer, levar a afilhada ao parque mais vezes, ir à praia enquanto der, inscrever-me num ginásio e ir às compras.

Boas decisões, hein? Ahahahah.

Post Scriptum: Agradeço desde já a todos os incentivos e chamadas à razão, que tive para não fechar o blog. Tanto por comentários, como por mail, e etc's. Um obrigada a todos os que deram um empurrãozinho.


Beijarolas e sorrisos,
Morena 

domingo, 8 de julho de 2012

Criançada

É verdade que tenho uma paixão assolapada por criançada, por bebés e miúdos, por pequeninos sem preocupações, a não ser acordar para ver bonecos ao fim-de-semana, comer e xingar o juízo à malta.
É verdade que cá dentro há uma coisa gigante chamada relógio biológico que toca mais que as doze badaladas com 7 cucos a ajudar cada vez que vejo um espécime daqueles. Até me passo!
Também é verdade que sou nova, e muito consciente disso; logo, filhos? Ahahaha, nem planos, a não ser o prazo. Quero ter um rapazolas com 28, e uma menina linda, quando somar 33 primaveras vividas. Penso eu que até lá já terei escolhido o progenitor com base em 'x' características; assim como terei vivido tudo o que ainda me falta viver, errado tanto quanto possível até à data, viajado o que me apeteceu, experimentado tudo o que quiser; e acima de tudo, reunido condições para lhes dar o que se chama amor incondicional e livre de preocupações, incluindo as que mais me afligem, de estabilidade e finanças.
Por isso é verdade que para compensar o tempo que falta, afilhei 3 projectos de humanismo, com o máximo de gosto e orgulho. Não sou madrinha dos 3 pela igreja, visto que dois deles nem baptizados são, por opção dos pais, e eu cá, concordo. Limitam-se a ter uma infinidade de madrinhas e padrinhos, tios e tias babados, que lhes davam a lua se pudessem.
Dois deles estão infelizmente, longe de mim, marcam uma passagem e a certeza de ter que regressar a lugares onde vivi anteriormente. A terceira vai viver para a Alemanha não tarda, nem sei que pensar.


Impossível...


O mais velho, tem agora 5 anos. É o meu rapazola, o loiro de olhos verdes que arrebatará corações naquela cidade assim que crescer mais 7 ou 8 palmos. Está enorme; não o vejo há quase um ano, mas todos os meses pede à mãe (Grande amiga, foi mãe adolescente. Acompanhei a gravidez toda, fiz praticamente papel de pai em ecografias e análises. Uma lutadora nata.) para me ligar. Chorei da primeira vez em que me disse: As coisas eram diferentes quando estavas perto, sabes? Tenho saudades tuas, e a mãe também! Chorei pela vida, apertou-se-me o coração de uma maneira como nunca tinha apertado. Tinha saudades, tantas saudades deles... Tenho um fim-de-semana planeado em casa do meu puto e sua mãe, na cidade que me viu nascer, para breve. Vou morrer de mimos!

A do meio, a minha preciosidade, enorme também está. Tenho mais contacto com ela; os pais fazem o favor de nos visitar muitas vezes em Lisboa, matamos saudades uns dos outros, admiramos a cachopa a brincar, e lembramo-nos do dia em que ela me disse: Estou grávida, vais ser madrinha. Vivem em Évora, marca ela também a minha volta à cidade que viu a minha avó, mãe e tia nascer; e que anos imensos mais tarde, viu a passagem do meu irmão pela Universidade, e a minha, em modo escapatória. Olhos castanhos, alourada, esperta esperta esperta, e com uma capacidade social invejável, faz amiguinhos onde quer que pare mais de meia hora. 

A mais nova. 3 anos, olhos azuis como o céu em dia de Verão, loira aos caracóis, a cópia do nosso feitio. A minha avó, bisavó dela, diz que nos vê aos 3 (Eu, João e primo) nela, um bocadinho de cada um, ali, naquele meio metro de gente cheio de inteligência. Dá-me as maiores gargalhadas quando me vê. Todos os fins-de-semana corre para mim quando chego, rapta-me para a sala para brincar, e não me larga um segundo. Adora a tia nova, a Liliana, chama-lhe tia ou menina, a outra até se passa, quase derrete. 
Aqui há uns tempos, o excelentíssimo padrinho dela resolveu arranjar uma namorada, e dizer que a respectiva era a madrinha 2. Com isto, a miúda intrigada chega-se ao pé de mim, senta-me no sofá, senta-se ao meu colo e começa:



Miúda - Oh Mad'inha...
M - Diz amor... - A calcular plenamente que dali não viria coisa boa.
Miúda - O Pad'inho arranjou uma mad'inha dois a mim! Quando é que tu arranjas um pad'inho dois pa' eu também?! - Isto proferido com um ar desconfiado e sabedor, entre risos e paragens como se rir lhe fosse tirar seriedade. 
M - Vou esganar o teu padrinho.
(...)


Beijarolas e sorrisos,
Morena

terça-feira, 3 de julho de 2012

Morenices. Ou modernices?

Chegou o início do mês. It's sushi time!

Sexta-feira, depois de mais uma manhã super inspirada na esplanada, com a cabeça enfiada entre Microsoft Word, Googl'asking e três enciclopédias gigantes em cima da mesa amarela do costume, percebi - Último dia útil do mês, haja dinheiro na conta bancária que agora mal o vê, desaparece.
Pois bem, era dia 29! E o dinheiro não era muito, mas era. E como prometido, liguei à mana para a informar.
Liliana: Sim, biotch linda?
Mafalda: Parvalhona, já recebi. Amanhã vamos jantar ao sushi?
Liliana: (em pleno ataque de histeria) 'bora, 'bora, 'bora, 'bora! Vou já avisar o Pê - my dear cunhas - que amanhã janto fora; fala com a Ná.
Mafalda: Combinado. Falo com ela nas aulas. Saímos ás 10, não te esqueças. Love you.
Liliana: Love you dois.
Mafalda: -.-'


Eram 20:30 quando entrámos no sushi. Optámos pelo take-away - este sábado tínhamos em mente um plano diferente de restaurante. Lindas e maravilhosas as três, super arranjadas, de vestido preto (coincidência), levamos cada uma uma travessa de sushi, e acabámos a jantar, com uma garrafa de sangria fresca para regar, à beira do Forte S. Julião da Barra a ver o pôr do sol. Se há momentos de inspiração são estes, agradeço todos os dias por ter vindo parar a morar aqui, depois de percorrer metade do país, género nómada.
Trocados os bitaites obrigatórios, as opiniões, falámos de tudo o que faltava contar e comentar.
Problemas de amor, dinheiro, saúde, família, parvoíces, frustrações; o balanço semanal, a contabilização de must do, must repeat, must correct, must (...). 
Planeamos o Verão, a passagem de ano, os aniversários das manas em Fevereiro, os festivais a que queremos voltar, a roupa que queremos comprar, a viagem obrigatória a fazer este ano, nem que seja ali ao meu lindo alentejo; Uma infinidade de coisas.
Depois, como que se uma consciência, uma noção, uma iluminação nos atingisse, paramos as três a olhar o horizonte. O mar calmo e quieto, as gaivotas a passear, a sorte que temos de estar aqui, com ou sem dinheiro, com ou sem problemas. Todas nós já vimos e estivemos muito pior. Agradecíamos a companhia, a paisagem, o sushi de que tínhamos imensas saudades. Limpámos as mentes - este foi um momento auge do fim-de-semana.




Sushi jantado, sangria bebida, cigarro fumado, fotografias tiradas para registar o momento. 

'Vamos embora, o concerto vai começar'

E aí vão elas. Concerto, malta toda reunida; uns tipos geniais musicalmente sobem ao palco. São imensos gajos, metade eles muito engraçados, tocam um género próprio de Kings Of Convenience, muito calmo, bonito. Mais tarde deixo ali ao lado uma músiquinha deles »»

Eram 00:30 quando eles se baixam em jeito de vénia ao público, um bocadinho descoordenados; pegamos no carro e siga, rumo a uma das esplanadas do costume. 
Estão cá as pessoas do costume, os risos do costume, as piadas do costume, os empregados do costume. E nós sentamo-nos, numa risota pegada a falar de coisas de criança, das quedas, das gaffes, das coisas que deixaram história, dignas de um filme de comédia.

São 3:00 da manhã, eu e a Liliana batemos na cama com dores de barriga de tanto rir.

L: Morenices, como nos faziam falta...
M: Ou serão modernices? Não me lembro de mais alguém jantar sushi a ver o mar, sentadas no Forte.
L: Whatever... Qualidade de vida. Obrigada.
M: Sleep tight meu bem. Obrigada eu.


Beijarolas e sorrisos,
Morena

sábado, 23 de junho de 2012

Resposta

Há uns dias estava sentada mais uma vez na esplanada amarela que me abriga tantas vezes, com a minha 'irmã'. 


Understand me.


Esta não é uma irmã qualquer. Não é minha irmã de sangue, não somos fruto do mesmo relacionamento; não temos o mesmo pai ou a mesma mãe. Mas somos irmãs, porque o coração assim o decidiu. Eu costumo dizer que somos gémeas, porque somos, de facto. Não somos parecidas ou coisa que tal, de todo - temos em comum uma única característica física, e é a cor do cabelo que pintamos da mesma cor e ao mesmo tempo, sem sabermos - mas somos iguais numa coisa chamada cérebro. Temos as mesmas opiniões, as mesmas ideias. Somos irmãs gémeas, porque de facto esta é a única pessoa que faça eu o que faça, me entende. Pode ter sido a pior decisão de sempre, mas ela percebe sempre o meu ponto, não me critica nem julga, apenas opina quando acha que já fui longe demais, e isto é mútuo. De feitios somos complementares, não iguais. Ela é calma, eu tenho milhares de unidades energéticas no corpo; ela é envergonhada, eu pouca vergonha tenho; ela é ponderada, eu sou rápida de decisão. Complementamo-nos e completamo-nos bastante bem. Há uns tempos, por adversidades da vida, veio morar comigo. Não sei a quem agradecer, mas agradeço todos os dias por tê-la debaixo da minha asa, finalmente fora de problemas e confusões (Q.B, que eu sou louca não é verdade... Risos). É verdade que a minha cama de corpo e meio fica mais apertada para as duas, que nos damos cotoveladas e murros involuntários. Mas também é verdade que sabe bem chegar a casa à meia noite, depois das aulas, e tê-la ali, a perguntar como correu o dia, a contar as peripécias que também ela viveu. É bom, 12 anos depois do meu irmão sair de casa, ter de novo uma IRMÃ.


Trust me.


Mas continuando... Enquanto eu me perdia em balanças e factores produtivos, e cabeça nos livros, ela escrevia. Tem uma imaginação e um palavreado incomparável, escreve super bem, e muitas vezes me pôs a lágrima no canto do olhos quando me dedicou textinhos tontos. Não são tontos, são brutais. Deixou lá a folha arrancada do meu caderno e foi à sua vida. Antes de me ir embora, lembrei-me de ter visto imensas linhas escritas, fui cuscar. Este é um post de divulgação do texto dela, e resposta. Em casa, em cima da cama, ficou uma nota:

"Tens um recado para ti em
demasiadaspersonalidadesnumso.blogspot.com"

Liliana disse:

«E heis que um dia acordas e notas que tudo está diferente, sentes uma aura de esperança no ar, à tua volta e apercebes-te que no final de contas não estás sozinha, que nem toda a gente espera o teu fracasso, que ainda existem boas pessoas que acreditam que és capaz. Já não existe aquela premência insuportável de infidelidade e desespero. E a reviravolta que tudo deu. Uma turbulência de esperança nasce-te no estômago e alastra por todo o corpo, de dentro para fora, transformando-se em felicidade. A família que escolheste, ou melhor dizendo, que te escolheu, não é daquelas famílias em que são os laços de sangue que nos unem, laços esses que no meu caso não interessam e que se consomem como fogo, até desaparecerem por fim, laços vulneráveis... Não. A minha é daquelas verdadeiras, com laços de amizade que nunca se rompem; laços de todas as cores e com padrões fortes de lealdade e de amor.
Agora há que lutar por uma vida melhor, por uma vida que ninguém acreditava que pudesses conseguir ter, por uma vida que agora, os melhores acreditam que vais ter!
Ainda não é um final, mas é um meio. Um meio feliz! ♥»


Sempre.


Então eu respondo:

Assisti a tempos e tempos da tua vida, assisti ao mal que te fizeram sem nada poder fazer. Congelada, revoltada. Assisti ás tuas lágrimas de raiva e tristeza por nada poderes mudar, simplesmente. Assisti aos teus sorrisos por estares perto dos meus, dos nossos. Assisti à tua mágoa cada vez que te afastavas, assisti também ao criar dos teus sonhos. Assisti-te no melhor e pior; rezei - e nem rezar sei - para te poder dar uma vida melhor, enquanto pessoa que me eras, enquanto completar que fazias.
E não penses que mais alguma vez na vida voltarás a ficar só, porque não vai acontecer. Agora não têm dois filhos, eles têm três. A minha mãe não é minha, é 'a mãe', e o pai, é 'o pai'. O João, é o João, e minha avó, é a tua avó. Ninguém desta casa ou deste círculo familiar te vai deixar cair, passar fome, ficar sem tecto de novo. Não vai, porque simplesmente, és uma de nós. Somos loucos, pouco calmos, discutimos muita política, e nós mais novos somos deserdados se perdemos o espírito lutador. Também gostamos todos de copos, de conversa, e de ser pouco normais. Mas... Neste Mundo, eu gosto desta anormalidade que para mim é normal.
Nunca penses que foste acolhida por obrigação ou bondade. Foste acolhida porque era ao nosso lado que devias estar já faz muito tempo, e todos sabíamos disso. Terás sempre que acredite em ti, quem te aponte o caminho mais correcto, quem te ampare as quedas e lágrimas; quem te faça rir e sorrir. Nunca penses que voltarás a ficar sozinha, porque não vais.
Não contes com mil beijinhos e miminhos meus, porque nós as duas simplesmente não somos assim. Mas conta comigo, como irmã mais nova que sou. Conta com a minha alma, com o meu corpo no fogo por ti. Conta com a minha companhia vida fora, conta com irmos a festas quando formos cotas, conta com seres madrinha dos meus filhos, conta com criarmos vidas paralelas, conta com jantares de sushi uma vez por mês até ao fim da vida, conta com viagens pelo mundo que ainda vamos fazer, conta com nunca parar, porque parar é morrer. 
Também podes contar com os pais à cabeceira quando estiveres doente, conta com o pai para te arranjar tudo aquilo que se partir, te pendurar os quadros em casa e montar os móveis, conta com a mãe a dar abraços, conta com os teus filhos chamarem-lhes avó e avô, conta com a mãe te ligar todos os dias para saber como estás quando estiveres longe, e o pai mandar beijinhos e 'JUÍZOOOO!' lá de voz de fundo, conta com a mãe chamar genro ao teu namorado, e falar de sexo como se nada fosse. Conta com o João te dar nas orelhas para estudar, e te convidar para comer caracóis e beber imperiais ao fim da tarde.
Conta com uma família. Não normal, não ordeira, não certa. Mas é uma família, a tua família, Liliana.


It's our world.  Don't call it a mess just because you don't understand it


Beijarolas e sorrisos,
Morena

domingo, 10 de junho de 2012

Vinho Branco I

«Não tenho medo! Falo de sexo como quem fala de alfaces»
(Gargalhada geral)



Estavas bonita, estavas...

♥

Beijo, 
Jane

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Lembrei-me

Só vim aqui dizer mesmo...

Estas mãos podiam ser as nossas (!)
(Imagem tirada DAQUI)

Ora sai um de cada para mim, se faz favor.
Quem oferece?


Pois é, eu sou eu, e coisas de gaja - sem sentimentalismos aderentes.


Post Scriptum: Tenho saudades tuas, Liliana.
Beijarolas e sorrisos,
Morena.