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sábado, 21 de dezembro de 2013

Parabéns, Diogo

00:33 de um dia longe do teu, 2013
Escrevo-te hoje para o dia dos teus 26, e publicarei este texto nessa data para ti especial. Ainda falta tempo, muito tempo para ser o 21º dia de Dezembro - e nunca saberás que dia é hoje, este dia em que deito os dedos às teclas e volto a pensar em ti. Hoje ainda não chove, não faz um frio medonho e ainda não congelo o nariz quando saio à rua. Ainda falta tempo, muito tempo. São 00:33 de um dia longe do teu, e o meu cérebro parou em ti.
Sei que até à tua data, nada mais te direi. O que nos separa hoje é um sempre de tempo que nunca voltará atrás. E por isso escrevo-te hoje, num dia em que o que sinto por ti ainda faz parte do que me aquece alma. Esta coisa vai desaparecendo, e sinto o fervor desvanecer devagar. Por isso escrevo hoje, enquanto ainda me provocas palpitações cerebrais, e as letras serão lidas com esta intensidade que ainda tenho por ti.

São idiotas estas coisas que sinto, sabes Diogo? Estás longe física e psicologicamente de mim. Estás ausente do que fomos nós há mais tempo do que gostaria. E mesmo assim, repito que são 00:33 de um dia longe do teu, e o meu cérebro parou em ti.
Deitei as últimas lágrimas a pensar em ti há muito tempo. Cumpri, religiosamente, o 5 estágios de dor existentes: negação, raiva, negociação, depressão, aceitação.
Por isso hoje,  escrevo para te dar os parabéns, para que possa existir um motivo para te dizer tudo isto. 
São idiotas estas coisas que sinto, Diogo. Escrevo-te hoje, à celebração de 1 ano de ti presente em mim, para te desejar daqui a muito tempo, parabéns pelos 26 anos de vida deste Diogo por quem um dia me apaixonei. Escrevi-te hoje, Diogo, porque hoje tenho medo que te esqueças de mim.



00:33 de 21 de Dezembro, 2013

Fazem hoje 365 dias que acordei ao teu lado numa manhã de sol em Lisboa a meio de um Inverno rigoroso. Era o teu aniversário. 25 anos, 1/4 de século por ti vivido. Há esta quantidade de tempo, 365 dias, ainda gostava de ti, ainda me aquecias a alma com saudades. Dissemos bom dia e parabéns. Lembro-me de termos almoçado fora, bebido imperiais ao por do sol, de termos saído à noite como era hábito. Lembro-me de 24 horas depois, ter acordado de novo a teu lado, dissemos bom dia sem parabéns, beijei-te mais uma vez como se fosse a última vez, como fazia sempre. Foi o último beijo que em 2012 te dei.
Estupidez, Diogo. Não sei porque nos recordo disto agora. Mas lembrei-me dos tempos em que sorri ao teu lado. Hoje, longe física e psicologicamente, dou-te um beijo de parabéns recuperado desta coisa que nutri por ti. Parabéns, Diogo.

Beijo,
Mafalda

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Dia da Mãe



São 21 anos de estatutos. Um dos muitos que há 21 anos adquiri, foi o estatuto de tua filha, e em 21 anos de tua filha, segue aqui o 21º Feliz Dia da Mãe que te desejo. Porque tenho de facto o que se chama uma grande Mãe que merece ser honrada todos os dias, não só no dia da Mãe. Uma Mãe assim, com 'M' maiúsculo que faça perceber a grandeza de quem és, do ser humano que és e de quão humana me ensinaste a ser. Neste primeiro domingo de Maio de 2013, só estou aqui para dizer que 'Obrigada Mãe, por seres tu a mãe da minha vida'. Seja o tempo tanto tempo para que nunca saias daqui ♥

Beijo, beijo, beijo
Mafalda

quarta-feira, 10 de abril de 2013

1 ano

Porque hoje fazemos 1 ano. 1 ano de Personalidade Múltipla.

Comecei o Personalidade Múltipla numa perspectiva de vida muito diferente da que hoje carrego. Estou este 1 ano mais velha, 1 ano mais sábia, 1 ano mais eu, 1 ano mais parva, 1 ano mais desanuviada e 1 ano mais feliz. Comecei este espaço a pensar no que poderia descarregar sem sofrer consequências ou críticas destrutivas, e deixar simplesmente que as teclas, os neurónios, a verdade e a vontade me regessem ao gerir este meu investimento de tempo. Comecei-o também para quando for muitos anos mais velha, me lembrar de todos os pequenos detalhes; poder observar evolução; poder recordar quem há dois dias atrás à data de hoje, eu era - porque não me quero esquecer de um único passo que tenha dado, tenha sido ele para avanço ou para recuo.

Peguei em todos os fragmentos do meu "eu" e iniciei uma jornada. A de me deixar ler, deixar descobrir, deixar transcrever. Deixar acima de tudo conhecer, e isto, sem uma cara ou um corpo associado. Dei acesso a este canto a muito pouca gente que me conhece pessoalmente - é um espelho da alma que poucos conseguem conhecer.

Aquando de uma conversa com a C., disse-lhe que precisava de uma  distracção, de algo que me elevasse o espírito e a mente a um  sítio diferente. Pouco depois, falávamos da distinção de personalidades. Foi ela, a minha C. que me disse que perante  um  tema diferente, vê uma Mafalda diferente. Foi um passo, e atribuí as alcunhas que os vários ciclos de seres-humanos me davam, a personalidades distintas e focadas. Nasceu assim este conceito, o meu conceito de Personalidade Múltipla.

«Personalidade Múltipla: A personalidade múltipla pertence ao campo de estudo dos problemas da dissociação da consciência. Explica-se como sendo uma patologia da personalidade que se encontra fragmentada em duas ou mais personalidades, que são distintas e que possuem controlo total do comportamento do sujeito.»


Somos então, apenas uma, mas somos então,  nós as seis.

Eme's - Liberalismo incondicional. Sou a fase em que medito em frente ao mar; um passado um quanto agressivo; algo psicótica. Nasci das festas de trance em que este corpo dançou, e da meditação que a mãe do mesmo corpo ensinou. Parti também dos conhecimentos de um mundo à parte, o mundo de uma economia paralela. Gosto de pés descalços em terra batida; de fogueiras com amigos.

 

Dorothy - Todos os temas de conversa e debate. Assídua de cafés; a amiga dos gays; defensora de tudo o que a maioria acha errado; adora política. O amor à metrópole onde vivo é muito acentuado. Iniciei uma jornada também derivada da minha família, e das injecções diárias de intelectualismos que absorvi.



She versus Say - Representação da intelectualidade. Rato de biblioteca; atenta ás questões sobre a alma; romantismo. Interpreto um gostar diferente por cada pessoa que vou conhecendo. Leio muito, gosto muito de ler. Transporto-me a outros lugares ali mesmo.




Jane - Sexualidade e zero tabus; despida de complexos e medos; tem o lema de experimentar de tudo antes de morrer. Um caminho diferente, um lado que aos poucos fui descobrindo. Falo sobre tudo, rio muito de muitas opiniões. Estou sempre lá e ninguém me vê.



Morena - A gaja mais gaja; a que adora roupa, acessórios e meniníces; construtora da lista de 100 coisas para fazer antes de morrer. A Liliana é responsável por mim, e por me revelar. Faço e digo, sou a futilidade que as restantes personalidades tentam evitar. Vaidosa.






Rose - O mau humor revelado. Perde coerência; respondona e mal encarada; adepta do foda-se e derivados. Estou pouco presente, é raro ganhar espaço e tempo de antena. Quando chego, é porque nenhuma das outras 6 versões deu a volta à questão. Ou isso, ou porque dormi pouco.


Parabéns ao Personalidade Múltipla, ao ano de Personalidade Múltipla, aos seguidores do Personalidade Múltipla e às 6000 visitas do Personalidade Múltipla. Venham muitos mais deles, de todos eles.


Beijo beijo beijo,
Mafalda.

terça-feira, 19 de março de 2013

Porque hoje é dia do Pai

E ao meu Pai eu devo tudo o que tenho, e tudo o que devagarinho conquistei na vida. E porque hoje é dia do Pai, e o meu Pai pode e deve ter o rótulo de Melhor Pai do Mundo - pelo que sacrificou, abdicou e realizou pela vida dos dois filhos que teve e criou.

Porque eu tenho um Pai maravilhoso, com o maior mau-feitio, o mais rabugento com o humor mais negro que alguma vez conheci; porque me ensinou a andar de bicicleta sem rodinhas; porque me incutiu o bichinho de ler; porque me segurou quando eu ia jurar que estava perto da queda; porque nunca me largou da asa e eu sou verdadeiramente uma "menina do Papá"; porque me dá a sensação de que mesmo longe ele estará sempre perto; porque sou filha daquele homem, fluente em política e economia, com uma garra que em 21 anos só testemunhei nele; porque ele faz o melhor papel de Pai e vai sempre em socorro da Mafarrica, da Pimpolha, da Piolha, da Menina. 

Porque para o meu Pai nunca cresci, e vejo nele surpresa sempre que revelo um pouco mais de maturidade e crescimento; porque para ele, eu ainda sou a menina a quem ele construiu um baloiço no quintal; para quem ele pendurou o candeeiro mais giro do universo. Para ele eu ainda uso totós cor-de-rosa e roupinhas da Benetton; ainda sou indefesa e corro todos os riscos do Mundo. Para ele, eu ainda sou a trapalhona de 5 anos que tropeça nos próprios pés e que ele leva todas as noites da cama dos pais para a dela ao colo, aconchegando-lhe os lençóis e dando um beijinho de boa noite.

Porque sempre quis fazer do meu Pai, um Pai muito orgulhoso da filha que tem. E porque o meu Pai não é um gajo sentimental nem afectuoso, mas porque por acções eu sei que tenho o melhor Pai que podia ter. Porque um homem chora e sofre quando a filha está mal, e ri e congratula quando ela tem sucesso. E para isso, ele nunca precisou de muitas palavras, apenas de olhares. Porque sei que de Pai para Filha e de Filha para Pai, existe um amor incondicional.


Porque foi ele que me ensinou a arte da defesa por palavras e inteligência; foi com ele que aprendi a usar sarcasmo e ironia de uma forma subtil; foi ele que despertou em mim mil curiosidades e gostos assim como depositou toneladas de conhecimentos. Porque ele é um poço de sabedoria que não termina e me ensinou tanto sobre tudo um pouco.

Porque o que mais quero é que o meu Pai chegue a velho e diga que se orgulha de mim, que cumpri as expectativas que ele tinha para mim - acima de tudo, eu quero que ele se orgulho da felicidade que tenho por ser quem sou. Porque quero que daqui a muitos anos o meu Pai eduque também os meus filhos e lhes transmita a mensagem que ainda hoje me transmite. Porque ele é um homem de força, garra, inteligência e perseverança.

Porque há muitos anos que não o digo, mas tenho esperança que ele saiba o quanto eu gosto dele. E por tudo e nada, poderia estar horas a descrever quem é o meu Pai. Mas não irei, porque há coisas que só eu poderei ficar a saber.

Porque tenho o Melhor Pai do Mundo, e hoje o dia é dele. Por isso, feliz dia do Pai ao melhor Pai do meu Mundo.

Com três anos, enquanto eu chorava no quarto à noite o meu Pai levanta-se e vai ver de mim. Pega-me ao colo e:
Pai - Senão te calas mando-te pela janela!
Mafalda - Lá para fora não que está escuro!

Beijo beijo beijo,
Mafalda

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Vozes interiores

Conflito interno e pessoal entre personalidades:

- Estarás pronta?
- Hum?
- Responde-me. Estarás tu pronta?
- Pronta para?
- Pronta para seguir em frente; para mudar, lutar e seguir em frente. Para mudar o Mundo. Sim, tu aí - nós aqui. Estaremos todas nós, prontas?

Não vou parar de lutar, baixar os braços, recolher as armas ou desistir. Não me vou render, e acima disso, ainda vou ganhar. Vou travar batalhas e guerras abertas; vou por mim, por ti e por eles; vou pelos que já foram, pelos que ficaram, e pelos que ainda vão. Se por pânico, medo, aflição, teimosia, feitio ou destino ainda não sei, mas vou.


(Estou em Lisboa, são 15:18. Está vento e frio, a música balança-se dentro de quem sou. Lá longe, no entroncamento, reflecte-se e mostra-se o sol ora escondido por prédios, ora escondido por nuvens. Resta-me mais nada que não esperança - um laivo mínimo de força.)


- Vamos mudar o Mundo?
Vamos mudar o Mundo - nós, os apaixonados que gostam de aventuras, falam com o olhar e têm todos os sonhos do Mundo. Não paramos nem quebramos, por uma liberdade de pensamentos que os unifica. Cada um no seu canto, no seu pequeno canto do mundo.

- E o amor? 
«No amor e na guerra vale tudo». O amor cá continua presente e ausente, em todas as formas, feitios e sabores. Amor é aquilo que todos temos, seja ele uma paixão arrebatadora ou simplesmente um amor discreto; mas amor todos temos.

- E eles?
Eles assistem, eles agradecem e sorriem. Eles ajudam-nos quando chega a hora de lamber feridas e parar por um milésimo de segundo. Os amigos, fiquem eles ou vão - os amigos agradecem - acima de tudo, nunca se esquecem.

- Então é por eles?
Repito que é por mim, por ti, por eles, por quem fica, quem vai, quem foi. É por nós.

- Mas nós quem?
Nós. Só nós. Todos nós.





Beijinhos,
Mafalda

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Aos meus 21

Parabéns aos meus 21.

Porque aos meus 21 quero. O quê, não sei bem; mas sei que quero.
Porque aos meus 21 vou. Onde, não sei bem; mas sei que vou.
Porque aos meus 21 sinto. O que sinto, como sinto, não sei bem; mas sei que sinto.
Porque aos meus 21 agradeço. E desta vez sei o que agradecer e a quem agradecer.
Porque aos meus 21 rodeio-me de pessoas que me significam algo, que me ajudam a ultrapassar as batalhas que me têm sido postas pela frente.
Porque aos meus 21?


Parabéns aos meus 21. Parabéns à mãe e ao pai dos meus 21. Parabéns aos teus 21 também.

Beijo,
Mafalda.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

XX-XY


Aqueles lençóis brancos foram palco das melhores sensações do mundo; beijei-te como se o mundo fosse ter um término certo e próximo - não te queria longe de mim. O fumo dos cigarros que fumámos invade um quarto pequeno e escuro onde apenas se ouvem as nossas respirações ofegantes - próprias do envolver que vivíamos a cada segundo. Era a primeira vez que ali estava, e no entanto, as tuas mãos que me começavam a ser familiares, davam-me uma sensação conhecida - sensação de segurança. A roupa desapareceu lentamente, espalhada pelo chão e sofá. Éramos desordem e desejo em conjunto. Aqueles beijos enlouqueciam-nos como poucas vezes acontecera.


Lembro-me de me sentar, passares as mãos pelo cabelo comprido que se estendia pelas minhas costas, de te agarrar com força, como quem mendiga o teu toque. O teu calor. Possessão.
Corpo com corpo - sentia-te ardente. Fervíamos lado a lado, percorrendo cada centímetro de pele que havia por descobrir, envolvidos numa comunhão que não conhecíamos e me fascinava. Dei-me a ti, deste-te a mim; eu fui tua naquela noite, assim como foste tu também, meu. 
 
Os gemidos e balanços daquela cama, o barulho das traves a rangerem a cada movimento meu e teu - como me agarraste as mãos incontroladas pela perfeição com que me atingias, com que nos completava-mos a cada descoberta. Olhaste-me nos olhos, viste-me a alma enquanto te sentia em mim. A música, de agrado aos dois não permitia uma única paragem - e eu, sem palavras que descrevessem todo o ambiente em que me encontrei. Parei, olhei-te nos olhos - era eu quem agora te via a alma.
Sabias-me bem, tão bem. Lembro-me do êxtase que provocaste. Sabias-me bem, tão bem.  


Beijo,
Jane.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Balanço(-te), 2012

Não fujo à regra, deixo aqui o balanço do que foi para mim um ano, 12 meses, 52 semanas ou 365 dias sempre diferentes.

É um ano de mudança, é verdade. De Janeiro a Dezembro toda eu mudei, toda a minha vida mudou, todos os meus planos mudaram de rumo e direcção. Tenho datas a apontar, nomes a deixar escritos e memórias para transcrever, antes que se apaguem.

É, chegou o fim do ano. 365 dias acabaram por passar - mais ou menos monótonos, mais ou menos preenchidos, cheios de objectivos cumpridos, de sonhos a concretizar. Foi disso que se tratou mais um ano. Sempre mais um ano.

Foram lições, com todas com uma história a contar, todas com o mínimo de profundidade e muitas - sim, muitas - desprovidas de sentido. Há questões pelas quais não consigo falar, apenas saber que sim, que as vivi de forma múltipla e intensa como sempre.

Entrei na faculdade, arranjei emprego, saí de casa, apaixonei-me, encontrei mil pessoas novas, descobri assim mil saberes novos e distintos uns dos outros. Fundei um blog, interrompi longas amizades, priorizei-me mais, afastei-me mais, contei de mim, dei de mim, recolhi saberes e lutei muito muito mais, aproximei-me, fiz as pazes, tornei-me mais irmã, saí à rua e protestei. Hoje são 31 de Dezembro de 2012, o comboio anda debaixo de uma chuva que deixa qualquer um nostálgico - ao lado vejo o mar que bate em rochas estáticas já gastas pelo tempo. Circulamos todos, e penso que todos circulamos numa forma diferente do dia de ontem - imagine-se a diferença então, de há um ano atrás.

Eu resumo-me em diferenças, tantas que sou quase oposta, só não mudei a maneira de pensar. Escrevo hoje quase como em tese, o quanto as coisas podem e de facto mudam no que dizem ser UM ano de vida. Mais um ano de vida.
Caí desarmada, levantei-me sem forças tantas mais vezes do que imaginei. Lutei contra correctos e incorrectos - lutei por mim, por todos, e acima de tudo, pelos meus. Já não sei que diga, que faça, escreva. Não criarei expectativas - eu positiva - e deixarei então os balanços para as aulas de Contabilidade.


Liliana - Assinei contigo um pacto de lealdade que com mais ninguém conseguiria assinar. Significas hoje o que nunca pensámos existir. Lado a lado, sempre.

Mãe - Mãe é mãe, que posso eu dizer? Obrigada, por seres simplesmente isso... Mãe.

João - Foi em 2012 que nos sentamos e abrimos almas, suspiramos e choramos que nem uns perdidos pelo caminho. Descobri em ti um amigo, mais que um irmão mais velho.

Pai - Nunca escrevi aqui nada sobre ti. Tiras-me o ar e as palavras a cada manhã mal disposto e carrancudo. Mas tão tu, tão meu herói. Tão Pai.

Ná - Só te digo que vou ter saudades tuas, que me deixaste muitas vezes sem palavras. Nunca me vou esquecer. Minha preta!

APB - Ainda não tens histórias nem marcas neste segredo de espaço. Mas obrigada por teres aparecido, por toda a terapia intensiva de quem diz 'Sim, eu percebo essas tuas crises adolescentes'.

C. - Irritas-me, quando queres. Ainda assim piolha... Amo você.

Ana Rita - Agora que já falas alemão, que já cresceste mais dois centímetros, que chegas a Portugal e só queres o colo da tia. Agora a tia apanha a Rita!

Rodrigo - Deixas saudades, como sempre.

Diogo - Conquistaste de mim o que era impossível; és tão eu em tanta coisa. 'Se eu te pudesse dizer. O que nunca te direi. Tu terias que entender. Aquilo que nem eu sei.'

Daniela - Reservo um 2013 cheio de ti, histórias nossas, gargalhadas imensas. Aposto que quando balançar 2013, será com muito de uma amizade tua. Obrigada.


Balanço(-te) 2012. 2013, por favor, sê BRUTAL.

Excelente ano a todos :)


Beijo beijo beijo,
Mafalda

sábado, 8 de dezembro de 2012

Vicio de ti

"Quantos dias se passam sem tu apareceres. E às vezes penso é bom que assim seja, para eu aprender a estar só. Mas de outras vezes rompes-me pela vida dentro e eu quase sufoco da tua presença. Ouço-te dizer o meu nome e eu corro ao teu encontro e digo-te vai-te, vai-te embora. Por favor. E eu sinto-me logo tão infeliz. E digo-te não vás. Fica. Para sempre. Há em mim uma luta entre o desejo de que te esqueça e o de endoidecer contigo. Porque tu foste de um mundo incorruptível onde o tempo não passa e é aí que tu moras no eterno de ti."

Virgílio Ferreira
 

 


Beijo,
Jane

domingo, 2 de dezembro de 2012

...

"Entre a fumaça; finjo-me o trance; danço; toco-me; a minha pele parece seda; a minha pele parece a tua; toco-me; existe algo sexual; quase erótico; liberdade; trance; suor; sinto-te SINTO-TE e não doi, a tua pele parece seda, mas tu não estás aqui, mas eu sinto-te, o teu cheiro é bem mais intenso que o cheiro de erva neste quarto fechado, o teu calor impede-me de respirar, os teus beijos pelo meu corpo provocam-me espasmos musculares; mas tu não estás aqui." 

Beijo,
Jane

domingo, 25 de novembro de 2012

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Para a mãe #2

Parabéns mãe. Fazes de mim quem sou, trazes em mim o melhor que tenho, dás-me a mim toda a força que preciso, és tu, simplesmente, mãe.

Parabéns, pelos 56 anos de vida. Pelos 56 anos de vitória constante. Pelos 56 anos de existência. Fazes do Mundo um sítio melhor, e eu folgo em saber que esta mulher, é a mulher a quem eu chamo Mãe.

Tens a melhor mão, o melhor colo, a melhor presença, o melhor conselho. Reúnes em ti tudo de bom, tudo o que um dia espero reunir. Fica comigo, para sempre? 

Mãe ♥

Beijo,
Mafalda  

sábado, 1 de setembro de 2012

23:33

Enrolam a conversa, andam às voltas, desaparecem, e voltam como os zombies, quando menos esperamos...

Ahahahah. Now.

Beijo,
♥
Jane.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Curiosidades e factos #1

'Let's talk about sex, baby. Let's talk about you and ME...' »» Entra Jane a cantar.

10 curiosidades sobre o orgasmo feminino, vim-vos contar!

1ª - 'Hoje não, dói-me a cabeça.' Invalidada, há que experimentar. De acordo com um estudo, 48% das pessoas que padecem desta maleita comum, curam a dor de cabeça após um orgasmo.

2ª - 'Duração.' É curioso o quanto pode ser relativo, mas como para tudo, existe uma média da duração do orgasmo feminino. A verdade é que trabalhamos para um objectivo que dura em média de 6 a 10 segundos. Ainda assim, há quem chegue aos 20 segundos de clímax - invejosas.

3ª - 'Vamos lá e pimbas.' Não, não funciona assim. Estatísticas revelam que menos de um terço das mulheres têm orgasmos regularmente. Estatística esta que aumenta de 9 em cada 10 mulheres se forem praticados os maravilhosos preliminares durante cerca de 20 minutos. Trabalhem.

4ª - 'Já te vieste amor?' O tempo padrão que uma mulher leva a atingir o orgasmo, é de mais ou menos 8 minutos. Eu cá continuo a achar que depende, mas isso, eles lá sabem.

5ª - 'Tu vês pornografia?!' O estímulo visual é importante, óbvio. Estudos comprovam que mulheres se podem excitar com vídeos de pessoas a fazer 'o amor' (Risos), independentemente da orientação sexual das mesmas, ao contrário dos homens.
 

6ª - 'Arriscar.' Durante o orgasmo, a área cerebral que controla a vigilância de perigo é desactivada. Talvez por isso existam corajosos e corajosas que se expõem a mais riscos e perigos. Eu cá, concordo.

7ª - 'Ahhh ahhhh, siiiiiiiim! - Ou não.' 70% das participantes numa das muitas pesquisas à volta deste tema, admite já ter fingido um orgasmo. Ainda assim, existe maneira de este velho truque ser apanhado. Durante o orgasmo, o clitóris retrai-se, as pupilas dilatam, os músculos vaginais contraem-se, os pés movem-se e o coração acelera. Vá lá meninos, alguma sensibilidade da vossa parte, e conseguem apanhar esta.

8ª - 'O ah ah, siim; múltiplo.' De novo, 70% das mulheres de mais uma pesquisa feita por aí, têm orgasmos quanto o clitóris é estimulado. E, ao contrário deles, elas podem mesmo ter orgasmos múltiplos. Por isso, seres sexuais, trabalhem para tal!

9ª - 'De cabelos em pé.' - Isto porque, é electrificante. Segundo um estudo recente, a coisinha feminina de que tanto gostamos, dispara na altura do orgasmo uma descarga eléctrica de cerca de 250.000 microvolts. O que quer dizer que 5 juntas, já acendem uma lâmpada.

10ª - 'Ah valente!' Como para tudo, tal como as médias, existe um record, também para o número de orgasmos femininos tem o seu registo. Nos Estados Unidos uma mulher de 28 anos teve 102 orgasmos seguidos batendo o record obtido em 1998 por uma japonesa. Nem tudo são rosas. No fim do teste, ficou totalmente imobilizada e sem capacidade de visão. - Ah, grande maluca...


♥

Beijo,
Jane

domingo, 22 de julho de 2012

Sexo | Amor

Meia dúzia de vozes juntam-se, e mais uma vez não escapando à regra, cai em sexo. Ora pois claro! Esta malta é toda doida, mas depois a perversa incurável sou eu!

Falava-se de amor, de borboletas na barriga e olhares apaixonados. De como é bom ter uma alma estável ao nosso lado, que nos atura as patites de nível grave. De como é bom amar.
Logo de seguida segue-se o tema sexo, na sua essência. A junção de corpos e vontades comuns, o acto sexual em si.
Meia dúzia de bitaites atirados, e chega o real debate, o que quero partilhar aqui. 


As teorias eram algumas, mas resumi tudo nestas:
 

"Eu só faço sexo"
R1: É, tu és um campeão! 0% sentimentos, é à bruta, com força e sempre a aviar!
R2: (Gargalhadas) Ela tem razão! Todo tu és só kamasutra e one night stands.
R3: Engatatão do c*r*lh*.



"Eu só faço amor"
R1: Opá cala-te, tu és comprometida, e estás lamechasmente apaixonada;
R2: Quero-te ver solteira, a ver se só fazes amor!
R3: (Gargalhada) Mas espera lá, fazes amor e nascem corações?!



"Vocês são é todos parvos, bom é sexo com amor"

Houve conversa, mas este foi certamente o remate.
O defensor da primeira teoria teimou na razão dele; não há amor, apenas há sexo, suor e palmadas. Eu cá continuo a achar que há-de chegar o dia em que ele fica de beiço por uma gaja pior que ele, que o faça perceber que afinal, as relações humanas não são preto no branco.
A defensora de segunda acho que no fim lá percebeu. Ela e o namorado estão de facto em pelo auge de paixão; embora creia que de facto muitas vezes fazem o amor... Não acredito que não se arrisquem a fazer algo mais animal de vez em quando. Mas isso é a vida deles, quem sabe. (?)
O resto da malta concordou, de facto. Notou-se muito aqui a disparidade de solteiros vs. comprometidos, homens vs. mulheres; uns que só praticam sexo por saciar necessidades, outros que o fazem porque é a única maneira de estar que têm - sem compromissos, outros que procuram amor, outros que procuram sexo, outros que procuram a junção, a mítica junção.

A verdade é que ninguém está como está por muito tempo. Talvez da próxima vez que este assunto for focado, os engatatões estejam embeiçados e a achar que o amor existe; e os agora apaixonados queiram tudo menos compromissos. A vida muda, o lado tabu de cada um muda com ela.


♥

Beijo,
Jane.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Let's talk about sex

Quem me conhece sabe que sou pouco envergonhada no que toca a falar, incluindo de sexo. Creio que se notou bastante bem, no último post que fiz (aqui). E é verdade que quando nos juntamos todas - aquele 'x' de gajas com quem me sento muitas vezes a uma mesa, cujo laço que nos une é uma grande amizade - o tema não poderia descambar para outro assunto que não, sexo. 
Somos umas quantas, de várias idades e experiências a contar. Umas morenas, outras loiras; umas mais altas, outras mais sardinhitas (como lhes costumo chamar eu, portadora de 175 centímetros de altura); heterossexuais, bissexuais ou homossexuais; reservadas ou mais descaradas. Somos umas quantas, de todos os tipos e feitios.



Na nossa mesa não falta vinho. Estas escassas noites de Verão em que nos temos reunido, são regadas a vinho branco, fresco, e o empregado giro giro giro a servir não faz ideia do quanto é alvo de comentários e remates assim que vira costas. Puxam-se uns cigarros, e a conversa rola por aí fora. Sempre bem dispostas, as gargalhadas são ouvidas pela esplanada; pomos a conversa em dia, mandamos meia dúzia de bitaites em relação à sociedade, alguma cusquice corrida, coisas do dia-a-dia, tudo mais. Um ambiente 'Sex & The City' fantástico. Até que chega o momento em que alguém se lembra de falar do tema chave, o que faz correr 'rios de latim' nas nossas mesas. Partilham-se experiências, contam-se acontecimentos, verdadeiras histórias. Assim que o assunto chega à cama, ou balcão de cozinha, ou banco do carro, ou corredor (...) sabemos que a conversa está gerada para mais uns pares de garrafas.




Pouco concluímos. As preferências são diversas, semelhantes ou muito distintas, as ideias divergem e convergem; as histórias, ainda mais. 

Dominar; dominada. Abusar; ser abusada. Homens; mulheres. Seduzir; ser seduzida; Individuais; colectivos.  Pornografia; erotismo. 'N' prismas diferentes, e ideias que são constantemente trocadas. 

A verdade é que estas conversas são sempre muito úteis. A última deixou alguma curiosidade, julgo que na maioria. A linha, aquela linha super ténue entre o prazer e a dor. 
Não digo S&M à séria, mas... Umas coisinhas aqui, uns apertões ali, umas asfixias mínimas... (Risos). Há coisas que a maioria nem sonha fazer, e penso que é uma questão de experimentar, quem sabe não gostarão?

Alguém disse (Em resposta a um negativo que apanhou na conversa): O quê? Vais dizer que não gostas de umas palmadinhas de vez em quando? Ou de uns puxõezinhos de cabelo? Então, é só avançares mais um passo, dos pequeninos - para já, conclui.
O quanto me ri com a cara da pessoa que disse não gostar de qualquer tipo de agressividade quando se chega à cama, é impagável ( E sem qualquer falta de respeito, aquele é acima de tudo um círculo de amigas, respeitamo-nos todas imenso. Não há gozo, mas muita brincadeira)



Deixámos o tema pendente para a próxima. Ficava tarde, e o dia fatídico de semana esperava-nos. Maaaas, deixo aqui algumas conclusões na altura. Isto é, se existirem...




♥ 

Beijo,
Jane

domingo, 10 de junho de 2012

Vinho Branco I

«Não tenho medo! Falo de sexo como quem fala de alfaces»
(Gargalhada geral)



Estavas bonita, estavas...

♥

Beijo, 
Jane

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Bonecadas

Hoje a conversa parou como sempre, em política, dinheiro, capitalismo e afins. Em r e v o l t a ( ? )

Horas depois abro o facebook, e vejo isto.


Mafalda, by Quino

Eu só vos digo... Eu chamo-me Mafalda, e acabo de vos apresentar a principal razão. Ela é só a melhor.
Desde pequenina que sou fascinada por estas B.D's, e são de facto as melhores e que mais me prenderam. Aos 11 anos a única coisa que pedi aos pais foi o livro 'O Mundo de Mafalda', que trazia a colecção toda de quadradinhos editados. Este livro ainda hoje está ali, no mesmo canto destacado de sempre. 
Porque se me chamo Mafalda, há motivos... Contestatária, curiosa.

(A única diferença é que eu gosto de sopa!)


A minha mãe jura que lhe saiu o tiro pela colatra. Será?


Beijo, beijo, beijo
Mafalda

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Adoras

 

«She's in the bathroom, she pleasures herself
Says I'm a bad man, she's locking me out
It's cause of these things, it's cause of these things»
                                                        She Wants Revenge - These Things


Só vos digo... Adoras.

♥

Beijo,
Jane.