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sábado, 22 de junho de 2013

Ele há coisas que...

Não consigo perceber este meu povo e este meu país. Há coisas que me custam perceber, absorver - seja, comer e calar. Um amigo meu mostrou-me há tempos algo da sua autoria, dizia 'Portugal eu amo-te mas assim não dá'. Vi-me inequivocamente ali espelhada, um aperto no coração enquanto lia e sentia alguém roubar-me os pensamentos. Tentei perceber - a uma inconclusão, foi onde cheguei.
Na Turquia quiseram destruir mais um pulmão citadino e #OccupyGezi tornou-se uma das frases chave mais lidas desde aí. Milhares saem às ruas em protestos, mesmo que oprimidos por um Governo tal como o nosso, pouco fidedigno. Foram brutalmente agredidos, desprezados e desvalorizados. A luta deles sem sucesso, mas foi por si só, uma luta cheia de voz.
Já no Brasil, o aumento dos transportes públicos despoleta uma revolta popular como nunca esperada. Tantos gritaram que conseguiram o objectivo, #OGiganteAcordou, os transportes baixaram mas eles não pararam. Gritam e esperneiam agora por todos os temas que acham devidos. Dilma planeia agora medidas de incentivo à educação, uma vez que de alguma forma tem que dar resposta aos seus.
E nós, Portugal? Pagamos nós, contribuintes, uma dívida que não é nossa, enquanto quem descontou 40 anos sobrevive com 300 euros mensais. E nós, Portugal? Que tem uma taxa de natalidade deficitária mas somos demasiados para o trabalho existente. E nós, Portugal? Vamos continuando a sustentar boys de boa vontade e ver o factor 'C' actuar. E nós, Portugal? Vamos continuar a insultar professores grevistas que defendem os seus direitos. Nós, Portugal que faz a primeira e única revolução sem uma gota de sangue derramada mas não conseguimos contrariar uma corrupção feita à luz do dia. 
Eu, Portugal, sou egoísta mas não deixo de morrer mais um bocadinho porque deixo os meus irem embora em busca de vidas e futuros melhores. Futuro esse, meu Portugal à beira mar plantado, que para mim com 21 anos, não vejo. Então é isto que não percebo, seremos um povo de brandos costumes, tão brando assim? Então, meu Portugal?

X.o.x.o,
Dorothy

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Não há

"Não há pior analfabeto que o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos.

O analfabeto político é tão burro que se orgulha de o ser e, de peito feito, diz que detesta a política.

Não sabe, o imbecil, que da sua ignorância política é que nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, desonesto, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo."

Bertolt Brecht

Porque não há pior ignorante que aquele que não quer saber.

X.o.x.o
Dorothy

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Personalidade(s)

Por vezes, esta coisa chamada vida desilude-me. Não sei será ela, mas algo é. E desilude-me a pontos extremos. Não entendo as pessoas, o humanóide que aqui anda, o ser (ir)racional que passeia pela face deste planeta. Eu não percebo as pessoas; tão pouco percebo atitudes, tão pouco relações.
Sinto-me pequena, impotente, minimizada. Apetece-me ostracizar-me da sociedade contemporânea, voltar para a barriga da mãe e não aturar as personalidades múltiplas dos outros. É que eu ao menos assumo as minhas! Cá dentro pensam um sem número de neurónios diferentes, observam tudo por pontos diferentes, e analisam tudo por aspectos iniciais diferentes. Eu aviso quando a Morena salta fora ou quando é a Jane que cá anda. Eu ao menos aviso... Deixo todos preparados para este facto, o facto de ser... Mil num.


"To let myself go, to let myself flow, is the only way of being"


Sou uma gaja bem disposta, é o que me vale! É só o que vos digo, caras escassas almas que aqui passeiam! Sou uma gaja bem disposta! A precisar de férias; uma gaja bem disposta a precisar de férias e farra.


Cuidem de vocês, por favor. Porque se um dia deixar de me preocupar, fechei os olhos; ou então...

Kisu,
Eme's

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Paradoxos brutos

E é isto.



Acredito em paz, amor, harmonia humana, em calma e transparência. Se faz ou não sentido. Se, então, fazemos ou não sentido. Parei para pensar nisto, de facto é verdade. Como eu já tinha dito, o Mundo está cego e louco, cego e louco.


A ouvir: Nirvana ♥ - The Man Who Sold The World



Post Scriptum: O Tal óptimo fim-de-semana que vos desejo. Divirtam-se tanto como eu. Hoje, sexta-feira, é dia de comemorar a realização do exame de Economia para mim. E para vocês? Ahahahah.


Kisu,
Eme's 

sexta-feira, 15 de junho de 2012

(Dis)concordâncias

Eu estou ao contrário. Nasci do avesso, já percebi. Por algum motivo, não sei, eu estou do avesso. Nem sempre o acho, mas sempre que me armo em cusca e ouço a conversa dos outros, é essa a conclusão a que chego. É que nasci od osseva.

Espera, não sou só eu. Era a minha mesa inteira.


Ou se calhar não nasci. Se calhar sou só de 'ideias fixas e muito liberais' (risos?), e gosto pouco de life mixórdias, passo a expressão. Quem me conhece, conhece bem a teoria do 'Mete-te na tua vida, obrigada'. Há quem a conheça de uma ponta à outra, há quem a vá começando a conhecer, há quem tenha sido privado deste facto por diversas razões, mas a verdade é que quem sabe, sabe o que eu quero, conto e autorizo a reter de informação. E não mais, não menos. 



Se calhar antagónica. Ups... (cara de palerma desentendida que já irão entender)


Por isto (e já começava a dispersar por temas paralelos) fico CHOCADA quando ouço conversas regidas por mentes um pouco ou nada mais 'quadradonasíssimas' - palavrão que mesmo assim não transmite o quão quadrado é - que gritam a muitos ventos que são contra isto ou aquilo, blá blá blá e etc's, quando eu quase que juro a pés juntos que são mais leigos no assunto do que eu a fazer equações com 7 letras e um número. 
Isto, alegam uns ser 'de esquerda', outros 'de direita', outros 'assim mais ao centro'. No fim da conversa, eu não percebi quem era o quê, nem em que acreditavam, e estava de tal ordem de mal com aquelas ideias, que daí a iniciar um debate na minha mesa, foi um pulo.


... 

Não somos mais intelectuais e sabidos, mas a verdade é que a mesa de quem eu escutava a conversa minutos antes, estava de olhos e ouvidos colados na conversa que havia sido gerada a partir da conversa deles, e muito caladinhos, com cara de aprendentes. Mais uma vez, chegam as Dis(concordâncias) de ideias, filosofias políticas, o lavar de roupa suja em relação ao Passos Coelho (cof cof cof) e amiguinhos, temas interessantes. E eles lá continuaram, debate fora, ouvindo e retendo, discutindo baixinho aquilo que ouviam. Eu e a ela, que topavamos a cena toda, não contínhamos o riso que aquela situação nos provocava - Quem diria, hoje aprendem connosco, todos um bocado asneirentos e marinheiros. Era bom observar, e era bom lá para o meio da conversa dizer uma data de #$%&#«' só para aliviar o stress das tais Dis(concordâncias). A verdade é que a tendência ali acabou invertida, e espero eu que os alheios tenham retido algumas ideias...
A verdade é que digam o que disserem, há factos e factos, e é verdade que são apenas ideias... Mas as minhas não passam destas.


Sou a favor da legalização do aborto.
Sou a favor do legalização casamento homossexual.
Sou a favor da legalização da adopção de crianças por parte de casais homossexuais.
Sou a favor da legalização da Marijuana.
Sou a favor da legalização da eutanásia.
(...)




Acho que sou, acima de todos os tópicos concretos, a favor do lema que diz que cada um cuida de si. E não, não é «Cada um sabe de si, e Deus sabe de todos». Mas sim 'Cada um sabe de si, da sua vida, do seu corpo, das suas opções, PONTO'.


Agora digam-me lá. Ue icsan od osseva? Ou o mundo está louco e cego, tão centrado naquilo que considera importante, isto é, meter-se na minha vida e não cuidar da deles; ou o mundo de facto, está louco e cego, e louco e cego porque sim, ficará (mesmo que eu tenha de facto nascido virada ao contrário).


E porque é sexta-feira, tenham um óptimo fim-de-semana, com discussões pseudo-intelectuais ou não.


Post Scriptum: Não digo que tudo o que aqui escrevi não possa ser sujeito a discussão e troca de ideias. Apenas quero deixar esclarecido que estas são as minhas, e estou disposta a debater o assunto. Respeito qualquer ponto de vista, só não tolero faltas de respeito pelas minhas como assisti naquela conversa alheia. Sem querer com este post, causar qualquer tipo de picardia, atenção.


X.o.x.o,
Dorothy

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Imensa informação




 E é assim, que com 20 anos me vejo - with no future.

Cada vez que olho, paro, penso e reflicto sobre a merda que vejo acontecer neste país até me arrepio, vêem-me memórias à cabeça, e suposições que já não aguento.
O Passinhos a.k.a Bunny Steps a.k.a. Passos Coelho e ainda (!) a.k.a Primeiro Ministro de Portugal, que me chama piegas, que me aconselha a virar costas ao meu país, que me pede mais e mais dinheiro e em cima disto,  exige que trabalhe até chegar a hora de bater a bota, que não me deu uma p*ta de uma ajuda quando o orçamento familiar de minha casa era de precisamente 0€, obrigando-me ainda a pagar 200 euros em livros que senão compra-se, reprovava o ano escolar (Isto, era eu ainda mais nova), e ainda me diz 'Temos que apertar o cinto!' - MAIS FODA-SE? Eu já nem cintura tenho!
Agora esperem, com este prisma querem que não os mande todos para o caralho?

Depois desviei o olhar do meu umbigo geracional, apontei-o para o fundo do escritório. Os meus olhos brilharam, porque brilham sempre que olho para aquela menina, a minha menina de olhos tão azuis como o céu neste dia de calor. A minha Rita ♥, a sobrinha/prima mais bonita, linda e maravilhosa que me podiam ter dado. Tem 3 anos. 3! E agora? Se eu acho que não me safo, e ela?


Conversas de Cigarro e Nespresso:

Mafalda: O Pedro disse-me que o melhor, é mesmo Alemanha. Dos 15 amigos de faculdade com quem manteve contacto, 11 estão emigrados e a viver bem. A Irina já foi, e ele não tarda leva a miúda também...
João: Não penses já em sair daqui, sem estudos, de mãos a abanar. Não aches que é fácil.
Mafalda: Eu sei que não, mas vejo esta família toda no estrangeiro daqui a uns anos, vejo...
João: Se a minha é a Geração À Rasca, a tua é o quê, Mafalda?
Mafalda: Super À Rasca Com Dose Extra? (Risos)
João (ri-se)
Mafalda: E a Rita? Geração Já Foste?

Concluo assim meus amigos, que não sei que vos diga mais. A fuga de cérebros e inteligência deste país está-se a tornar evidente, assim como a vontade de o fazer. Não há amor à pátria que resista.
Estudar e trabalhar dá cabo da alma de qualquer um, qualquer dia não tenho nem tempo para me coçar e respirar fundo, até porque já me estou a ver a pagar Taxa por Respiração e Taxa por Tempo de Lazer - que bem ou mal, já são pagas mesmo. (Risos).


X.o.x.o
Dorothy.
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Em tempos de crise...

Eu sou 'A Rapariga Que Roubava Livros'. Achei este livro numa biblioteca, e achei piada. Simplesmente porque antes de ler a capa, já o fazia. Não considero furto, considero dar melhor utilização ás páginas que ali estão, do que deixa-las ali ficar sem que ninguém as aprecie.




Desculpem se o meu gosto por ler não acompanha a minha carteira. Sair à noite sai mais barato, mas mesmo assim, não consigo abdicar.

Nádia diz: Cada uma de nós tem uma pancada; Para todos os gostos, de arrumar coisas, a gritar, até a roubar livros...


Beijinhos,
She versus Say
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Esta semana no Shiuuuu saiu este segredo, que tem gerado uma controvérsia gigante entre os comentadores. Entre 'casamentos arranjados', a 'porquês', a 'tu é que sabes', a 'má escolha' pode-se ler de tudo.
Agora pergunto eu... A valorização da virgindade deve ser tão alta ou tão baixa assim? 

Cada um sabe de si, só vos digo isto...

E mais, as melhores cenas da vida:
Comer, dormir, f*der. Não? (Risos)


Beijos,
Jane.


Post Scriptum: Já estavam a precisar de testamentos para ler...

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Opiniões, confusões, protestos

De facto não sabíamos qual de nós hoje viria aqui discursar, gerar algum tipo de curiosidade (ou não) sobre esta(s) pessoa(s). Não sabíamos de facto qual dos lados ia falar, expressar alguma coisa de (in)útil. Então em reunião plenamente psicológica e psicótica ponderando sobre alguns temas, chegámos a conclusão: Não sabíamos.
Ao longo dos dias o assunto foi pensado, pensado, e re-pensado; mais tarde caído em esquecimento (Perdoem-me este cérebro).
Então hoje, o meu post nada romântico e cheio de histórias para contar, resume-se a isto:

Sentada no café que presenciou todo o meu percurso de ensino secundário, onde passei tantas aulas de matemática, observo... Limito-me a observar os seres humanos que me rodeavam. Com um phone posto no ouvido direito, concentrava-me em Massive Attack - Paradise Circus; e como é lógico e já dito, no resto do mundo e dos eu's espalhados pelo mundo, assim como simultaneamente ia dando um olhinho ao comentário que revia sobre a crónica do caro Pacheco Pereira "A lagartixa e o jacaré", e pelos seus ditos por não ditos - não, não é hoje que vou falar de política; e não, eu não vos vou revelar para já as minhas tendências e revoluções interiores muito correctas (ou não).
Houve uma certa conversa que no meio de toda esta confusão me saltou ao ouvido, e chamou à atenção. Despertou-me, a Dorothy da história e confusão mental.

Uma mesa com meia dúzia de pirralhos discursa em volume mais alto que o costume sobre o melhor dos temas para este 'eu'. Homossexualidade. (!)

Que vos hei-de eu dizer?

«Personagem 1: Foda-se puto, mas é estranho!
Personagem 2: Opá, mas quem é que escolhe ser paneleiro? - Aqui, já eu gargalhava interiormente. Apeteceu-me entrar no debate.
Personagem 1: (Risos) Eu não sou de certeza! - E a Dorothy pensa: Sim... Todo tu muito hetero e viril, e nunca deves tu ter dado beijinhos de chapa. *facepalm*
Personagem 3: Não sejam estúpidos. A mim não me faz confusão, cada um sabe de si.
Personagem 1: Mas tu és maluca!
Personagem 2: É anti natural.»

A esta altura do campeonato já me começava a fervilhar o sangue, apetecia-me dar explicações sobre hormonas, escolhas e muito sobre... Respeito e liberdade. Mas isso tive que deixar para trás e lá está, permitir que a liberdade de expressão seja usada, mesmo que a meu ver, muito mal; antes ficar calada que falar para 5 ou 6 paredes com cérebros muito confusos e continuar a aproveitar a minha músiquinha. (SÓ ME APETECE MANDAR VIR!)


Isto não funciona assim, sabiam?
 (Imagem retirada DAQUI)


Portanto, deixo aqui a minha breve conclusão:

1: Defendo o chamado 'casamento', a chamada adopção por parte de casais do mesmo sexo. O amor (ou o que for que lhe chamem) não escolhe géneros, feitios, idades, carteiras (ou não devia), raças e etc's.
2: Onde anda a educação? A informação? Onde andam as explicações e esclarecimentos?
3: Não somos todos iguais? Simplesmente humanos?
4: Quando é que param de se meter na vida dos outros? (Olha que fala, eu sei... Risos.)
5: Eu pensava que a liberdade tinha sido reconquistada fazem uns belos aninhos;
6: Serei só eu a pensar assim? Alguém me vai conseguir responder?




X.o.x.o,
Dorothy.